Socorro a enfarte em risco

Os enfermeiros da emergência pré-hospitalar não conseguem enviar os resultados dos electrocardiogramas para o médico validar a terapêutica.

17 de abril de 2010 às 00:30
Socorro a enfarte em risco Foto: direitos reservados
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As dificuldades no envio, desde há um mês, dos resultados dos electrocardiogramas (ECG) pelos enfermeiros para os Centros de Orientação dos Doentes Urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) pode colocar em risco a vida dos doentes que estão a ter um enfarte do miocárdio, alerta a associação que representa os profissionais.

José Gomes, da Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Emergência Pré-Hospitalar (APEEPH), explica que o "problema técnico impede a administração de medicação em situações graves e urgentes, porque têm de ser os médicos a validar os protocolos terapêuticos".

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Celínia Antunes, presidente da APEEPH, diz ter conhecimento de enfermeiros que "tiveram dificuldades no envio dos dados" via telemetria das ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) para os CODU.

O INEM admite falha nas comunicações, mas só durante o dia de ontem e apenas durante algumas horas. Afirma não ter conhecimento de nenhum caso em que tenha havido perigo para o doente. Justifica a avaria com a mudança da operadora de telecomunicações.

DOENTES SEM GOTAS TÊM ALTERNATIVAS

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O medicamento Dexaval-O Colírio, gotas para os olhos, está esgotado nas farmácias e hospitais públicos desde o início de Março. Telma Costa, do laboratório Tecnifar, que detém o produto, afirma que a ruptura se deve a um "contratempo da fábrica" onde é produzido, no Cacém, porque esteve em obras. "Tentar uma produção em outra fábrica levaria meses", disse. A Autoridade Nacional do Medicamento afirma que o produto será reposto até ao fim do mês. Oftalmologistas asseguram que "existem alternativas terapêuticas e os doentes devem consultar o médico".

APONTAMENTOS

NOVO HELICÓPTERO

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A ministra da Saúde, Ana Jorge, visita na segunda-feira a base do helicóptero de emergência do INEM, em Macedo de Cavaleiros. No dia 1 de Abril iniciou actividade o novo helicóptero, que assegura o transporte de vítimas entre os locais das ocorrências e os hospitais.

REFORMA DAS URGÊNCIAS

A entrada em funcionamento do helicóptero ao serviço da emergência médica é uma das condições da reforma das Urgências, que determina o fecho de algumas unidades de saúde.

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