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50 mil doutores sem trabalho

Licenciados lideram a maior subida anual do desemprego, com um agravamento de 11,3%. Sector da Educação é responsável pelo aumento da lista.
18 de Janeiro de 2011 às 00:30
Milhares alimentam as filas dos que procuram trabalho
Milhares alimentam as filas dos que procuram trabalho FOTO: José Sena Goulão

Nem o ‘canudo’ lhes vale... No final de 2010, quase 50 mil trabalhadores com formação superior estavam sem emprego. Os licenciados foram o grupo em que o desemprego mais subiu em termos anuais, sobretudo por causa do número de professores a engrossarem as filas dos centros de emprego.

Em Dezembro, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) registou um total de 541 840 desempregados, mais 3,3% do que em igual mês de 2009.

O ensino superior registou a maior subida anual no número de desempregados: são já 49 826 os doutores inscritos nos centros de emprego por terem ficado sem trabalho, mais 11,3% do que no mês homólogo. O problema afecta sobretudo as mulheres: 33 159 licenciadas, mais 11,4%, contra os 16 667 homens com o mesmo grau de formação. A contribuir para tais números está o sector da Educação. Os profissionais de nível intermédio do ensino e os docentes do ensino secundário e superior foram duas das profissões que mais sentiram o agravamento do desemprego no País, com subidas anuais de 48,1% e 47,7%, respectivamente.

O Algarve registou a maior subida, com 28 298 desempregados ( 10,5%). Já o Norte continua a ser a zona com mais pessoas sem emprego em termos absolutos: 234 169. Apesar deste cenário, Valter Lemos, secretário de Estado do Emprego, disse que "o pior do desemprego já passou". n

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