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Abusava de menina

Uma menina de oito anos de S. João da Madeira terá sido abusada sexualmente por um vizinho, de 65 anos, na casa do qual passava grande parte dos fins-de-semana – situação aproveitada pelo homem para molestar a criança. O caso foi descoberto pela professora que se apercebeu de comportamentos menos próprios para uma criança daquela idade.
12 de Abril de 2008 às 00:30
Sem carinho em casa, a menina passava dias com um vizinho, a quem chamava tio
Sem carinho em casa, a menina passava dias com um vizinho, a quem chamava tio FOTO: Mariline Alves

‘Paula’(nome fictício) frequenta uma escola do Primeiro Ciclo da cidade e é a única filha de um casal disfuncional. Já estaria referenciada pela Comissão de Protecçãode Crianças e Jovens desde que a mãe foi agredida pelo pai.

Desde o início do ano, a professora ter-se-á apercebido de que a menina, de uma forma dissimulada, se acariciava em plena aula e pediu a intervenção da psicóloga da escola. Foi à especialista que acabou por confidenciar os supostos abusos.

O homem, a quem a menor chama tio apesar de não ter nenhum laço familiar, era, segundo contou a criança à psicóloga, a pessoa que lhe dava afecto, porque os pais não lhe davam atenção.

‘Paula’ confessou que o vizinho, num determinado dia, aproveitou alguns momentos em que se encontravam sozinhos para lhe dizer que a "amava", pedindo-lhe que o beijasse na boca e trocasse carícias com ele. Terá dito à menor que aquele seria o segredo de ambos e que não deveria ser contado a ninguém, nem à mulher dele.

Apanhada de surpresa, a menina, assustada, recusou. O vizinho não aceitou a rejeição. Agarrou-a e levou-a para a cozinha, onde terá consumado os primeiros abusos sem cópula, tal como os seguintes.

As semanas passaram-se e os fins-de-semana tinham sempre a mesma rotina: aproveitando os momentos de ausência da mulher, o homem levava a menina para um quarto e obrigava-a despir-se para trocar carícias com ele, reiterando o seu amor e lembrando sempre que aquele era o segredo deles e que ninguém podia saber.

Os abusos terão ocorrido pelo menos dez vezes, disse ao CM fonte próxima da família.

O caso foi comunicado à Assistência Social da Câmara de S. João da Madeira e à PSP que o remeteu para o Ministério Público, que passou as investigações para a PJ do Porto por ter competência neste tipo de crimes.

PORMENORES

EXAMES MÉDICOS

A menina já foi submetida a exames médico-legais e agora, embora tivesse regressado ao seio familiar, está impedida de frequentar a casa do homem que é acusado de a ter molestado uma dezena de vezes.

OUTRAS SUSPEITAS

O homem, um reformado com cerca de 65 anos, poderá ser também suspeito de outros abusos. O Correio da Manhã apurou que os pais de dois rapazes menores já terão comunicado "coisas estranhas" às autoridades.

ACOMPANHAMENTO

Desde que o caso foi descoberto pela professora da escola que frequenta, a menina tem sido sempre alvo de acompanhamento psicológico. A psicóloga que a segue diz que já são notórias algumas mudanças positivas no comportamento da criança.

 

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