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Ângelo Correia junta secretas

Ex-ministro assume autoria do programa do PSD sobre as secretas. Ouviu ex-funcionários mas também profissionais no activo nos serviços.
10 de Setembro de 2011 às 00:30
Passos Coelho com Ângelo Correia durante a última campanha eleitoral
Passos Coelho com Ângelo Correia durante a última campanha eleitoral FOTO: Bruno Colaço

Ângelo Correia asssume a autoria do programa do PSD sobre os serviços de informações. O social-democrata afirma ao CM que foi "responsável pelo grupo de trabalho do PSD em tudo o que diz respeito à Defesa e Segurança Interna", incluindo os serviços secretos.

Ângelo Correia assume assim a paternidade da proposta de fusão do SIS e do SIED num só Sistema de Informações da República (SIR), com a existência de um único serviço, com duas direcções – interna e externa – e serviços de apoio e técnicos comuns.

O social-democrata garante ainda ao CM nunca ter ouvido, "directa ou indirectamente", o ex-director do SIED e quadro da Ongoing, Silva Carvalho, ou o secretário-geral do SIRP, Júlio Pereira. Este último também desmente a colaboração em programas partidários.

Porém, Ângelo Correia diz ter contado com a colaboração de ex-funcionários das secretas mas também de profissionais dos serviços no activo, mantendo os seus nomes em sigilo, "por razões óbvias". Mais: "Ouvi muita gente, mas quero destacar o contributo do general Chaves, que teve um papel muito importante." Ângelo Correia refere-se ao general Carlos Chaves, que foi chefe de gabinete do antigo ministro da Defesa Fernando Nogueira, entre outros cargos.

ÂNGELO CORREIA SECRETAS PSD
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