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Apanha a mulher com amante e acaba morto

Quando Jorge Cunha chegou a sua casa, na madrugada de ontem, na rua da Cidreira, em São Mamede de Infesta, terá encontrado a mulher na cama com outro homem. Apesar de já não ter uma vida em comum com a mulher há bastante tempo, Jorge não gostou da situação, a ocorrer sob o tecto onde vivem as duas filhas do casal – e terá pedido explicações ao outro homem.
6 de Julho de 2009 às 02:00
Apanha a mulher com amante e acaba morto
Apanha a mulher com amante e acaba morto FOTO: Ricardo Cabral

Ao que o CM apurou, rapidamente a conversa passou a uma violenta cena de pancadaria e ontem de manhã, pelas 07h00, Jorge Cunha foi encontrado pela irmã nos anexos da casa, onde também vivem o amante da mulher e outro homem. Jorge, 49 anos, que sofria de problemas de saúde, tinha vários hematomas na cara. Ao que tudo indica, terá agonizado durante horas, após a agressão, até morrer. Um dos suspeitos foi de imediato detido e levado pela PJ. O outro foi encontrado pela PSP à tarde, no café perto da casa de Jorge, e levado para a PJ do Porto, onde já se encontrava também a mulher da vítima.

Os dois homens – José Vitoriano e Alexandre Leite –, assim como a mulher de Jorge, foram ouvidos ao longo do dia. À hora do fecho desta edição os interrogatórios ainda prosseguiam.

VIZINHA OUVIU AS FILHAS DA VÍTIMA A GRITAR

Na rua da Cidreira, ninguém se apercebeu da situação, a não ser pelo aparato gerado com a chegada das ambulâncias e dos carros da PSP e da Polícia Judiciária.

Mas Maria Manuela, que vive mesmo ao lado da casa onde Jorge Cunha morava com a mulher e as duas filhas menores, garante que ouviu as duas meninas a gritar. 'Não vi nada, nem me apercebi. Mas a parede do meu quarto é colada à casa deles e, por volta das 07h00, ouvi gritos. Eram das duas miúdas', contou ao CM.

A mulher de Jorge Cunha foi interrogada, ontem à tarde, na Polícia Judiciária do Porto. Já ao fim da tarde saiu acompanhada de três inspectores e de uma das filhas.

Ao que o CM apurou, a mulher terá ido a casa, regressando mais tarde às instalações da PJ para prosseguir o interrogatório.

SUSPEITOS VIVIAM NO ANEXO ONDE O CORPO FOI ENCONTRADO

Nos anexos da casa de Jorge Cunha e da mulher vivem dois homens de etnia africana a quem a mulher alugou o espaço. Segundo apurou o CM, um dos inquilinos, José Vitoriano, mantém, há cerca de um ano, uma relação amorosa com a mulher da vítima. Terá sido ele a envolver--se fisicamente com a Jorge Cunha.

No entanto, a Polícia Judiciária acredita que Alexandre Leite estava no anexo quando os dois homens discutiram. Por isso, o homem que ao final da tarde de ontem foi capturado pela PSP de S. Mamede Infesta, em Matosinhos, foi também conduzido à Judiciária e interrogado pelos inspectores.

O corpo de Jorge Cunha foi encontrado pela irmã dentro do anexo onde vivem os dois homens. A autópsia realiza-se hoje.

PORMENORES

FALTA DE AUXÍLIO

Jorge Cunha terá sido agredido e abandonado, prostrado no chão do anexo da casa. O homem terá agonizado várias horas até morrer por falta de assistência médica.

AUTÓPSIA

O corpo foi removido ontem de manhã para o IML do Porto, onde hoje será autopsiado.

TRÊS SUSPEITOS

A mulher da vítima e os dois homens foram interrogados ao longo de todo o dia de ontem na Polícia Judiciária.

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