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Baile anos 80 até de manhã

Cozinha do Palácio de Buckingham prepara pequeno-almoço para ‘sobreviventes’ às 06h00 .
29 de Abril de 2011 às 00:30
Último acto público do enlace será na varanda do palácio
Último acto público do enlace será na varanda do palácio FOTO: EPA

O beijo dos noivos, anunciado para as 13h25 na grande varanda central, será o último acto público do casamento da plebeia Catherine Middleton com o príncipe William de Gales. Nessa altura, corre-se o pano de cena sobre o proclamado ‘casamento do século’ que terá 1900 convidados na Abadia de Westminster a ouvir um ‘sim’ que já não inclui ‘jura de obediência’ da parte dela. Como os tempos são diferentes também já não será preciso William pedir autorização à rainha, sua avó, para beijar a noiva, ao contrário do que aconteceu com Carlos e Diana, há 30 anos.

As festas do casamento serão rigorosamente privadas. Está proibido o uso de telemóvel e de câmaras de fotografar ou filmar. A segurança anuncia-se implacável, enquanto Isabel II estiver presente.

Após o beijo e a passagem de esquadrilhas da RAF (Royal Air Force) sobre o Palácio, será oferecida uma recepção a cerca de 600 convidados. Foram preparados 16 mil canapés diversos e bebe-se vinho e champanhe. A cerveja foi absolutamente interdita.

Às 15h30, os noivos retiram-se para descansar e a rainha Isabel II parte para fim-de-semana. Não quer estar presente quando às 19h00 arrancar o baile anos 80 (Wham!, Queen, etc.) que o príncipe Carlos oferece. É festa para durar toda a noite e está previsto um pequeno-almoço para resistentes, a servir amanhã às 06h00.

LUA-DE-MEL APONTA A ILHAS

A ilha dos Amores, cantada por Camões em ‘Os Lusíadas’, sem dar nome nem localização exacta no oceano Índico, é a legenda que melhor cola ao destino de lua-de-mel escolhido por Kate e William.

Sabe-se que para a primeira noite têm quarto pronto em Buckin-gham. A primeira viagem de casados deve ser até ao Índico, provavelmente Lizard, junto à Grande Barreira de Coral, onde William se inspirou para a sua tese do mestrado em Geografia que fez na Universidade de St. Andrews.

SEGURANÇA GUARDA PRÍNCIPE À PARTE

Ter a família real britânica toda junta numa cerimónia, como acontece esta manhã na Abadia de Westminster, em Londres, pode ser um risco para a própria monarquia, segundo análises dos especialistas de segurança. Por muita simpatia que suscitem os noivos, é preciso também pensar nos avisos dos mais recentes telegramas diplomáticos da Wikileaks sobre Guantanamo. Vem lá escrito que a mesquita de Finsbury Park, em Londres, é um dos centros que ‘qualifica’ operacionais de mais alto grau para a al-Qaeda e ninguém quer ser apanhado desprevenido.

A política tomou desde o início conta desta festa de casamento. Sem falar na desvalorização da cerimónia por envolver o nº 2 na sucessão ao trono e não o herdeiro directo, as coisas tornaram-se mais sensíveis com a eliminação à posteriori dos convites aos embaixadores da Líbia e da Síria, este último já em antevésperas do casamento.

Com as desinteligências com os árabes aumentou a preocupação dos serviços secretos. Entre as últimas medidas de segurança, surgiu a ideia de preservar uma alternativa para evitar que a monarquia seja decapitada num atentado brutal. Há que garantir a sobrevivência de um dos seus membros. A escolha terá recaído em Eduardo, o mais novo dos tios de William. Não é de admirar se não estiver na Abadia. 

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