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Correio da Manhã

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“Carbonizados em segundos” (VÍDEO)

Bombeiros em choque com violência de acidente que matou quatro trabalhadores. Renault Clio explodiu depois de se despistar na A1.
27 de Fevereiro de 2010 às 00:30
No Reanult Clio seguiam José Marques, Vítor Silva, Márcio Nunes e Alexandre Gonçalves. Morreram carbonizados
No Reanult Clio seguiam José Marques, Vítor Silva, Márcio Nunes e Alexandre Gonçalves. Morreram carbonizados FOTO: Joana Neves Correia

A ansiedade para chegar a casa depois de uma semana de trabalho em Sines foi fatal para os quatro trabalhadores de uma empresa de isolamentos, sediada em Paredes, no Porto. Por volta das 16h20, logo depois da saída da Mealhada na A1, o Renault Clio em que seguiam despistou--se. Embateu no rail de protecção, capotou e explodiu. Os quatro trabalhadores não conseguiram escapar. Em segundos, morreram carbonizados.

A tragédia vitimou Márcio Nunes, de 31 anos, irmão do dono da empresa; Alexandre Gonçalves, de 32 anos; Vítor Silva, de 36; e José Marques, de 50. Todos tinham filhos. Os três primeiros residiam em Gondomar. José era de Penafiel.

'As chamas eram enormes, em segundos morreram carbonizados', disse fonte policial ao CM.

Devido ao estado do carro, foram precisas mais de quatro horas para retirar os cadáveres da viatura. Os corpos ficaram irreconhecíveis. A violência do acidente foi tal que até os bombeiros estavam em choque. O capitão Pedro Rosa, da GNR de Coimbra, disse que na origem do acidente terá estado o rebentamento de um pneu.

TRAGÉDIA DEIXA QUATRO FAMÍLIAS EM CHOQUE

A tragédia que vitimou ontem quatro trabalhadores abalou por completo as famílias das vítimas. Paulo Sérgio, irmão de Vítor, que deixa uma menina de um ano, estava destroçado. 'Isto foi uma grande facada para a nossa família. É o terceiro irmão que perco', disse bastante abalado. Vítor trabalhava na empresa há dois meses.

Também a família de Márcio Nunes, pai de duas meninas de 1 e 5 anos, não queria acreditar que o homem tinha morrido. O irmão, dono da empresa, estava em choque.

PORMENORES

EMPRESA EM PAREDES

Os quatro trabalhadores pertenciam à empresa IPN, em Paredes. Os colegas das vítimas estavam em choque com a morte.

TRÊS FILHOS

José Marques, o mais velho dos trabalhadores, deixa três filhos. A família mal conseguiu falar ao CM.

FAZIA ANOS ESTE MÊS

Alexandre Gonçalves era casado e tinha um menino de sete anos. O homem completava 33 anos este mês.

 

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