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Carrilho embaixador

Manuel Maria Carrilho deverá ser convidado para, dentro de um ano, assumir o lugar de representante na missão permanente de Portugal junto da UNESCO, em Paris, substituindo José Duarte Ramalho Ortigão, o actual embaixador.
17 de Janeiro de 2007 às 13:01
Carrilho quer levantar a imunidade parlamentar
Carrilho quer levantar a imunidade parlamentar FOTO: Marta Vitorino
Recorde-se que o Governo já nomeou outro dirigente socialista para uma embaixada em Paris. Ferro Rodrigues é o representante português na OCDE.
A organização das Nações Unidas dedicada à Ciência e Cultura é o destino mais certo apesar de circularem rumores de uma eventual nomeação de Carrilho para presidente da RTP, substituindo Almerindo Marques, informação categoricamente desmentida ao CM por fonte governamental.
Carrilho renunciou há uma semana ao cargo de vereador sem pelouro da Câmara de Lisboa, porque concluiu ser impossível compatibilizar o cargo, não remunerado, com o mandato de deputado e vice-presidente da bancada parlamentar socialista; nomeadamente porque havia “constantes sobreposições de reuniões, de votações e de sessões”.
E ontem, em declarações enviadas por correio electrónico, adiantou que além do Parlamento, nos próximos tempos estará envolvido na criação dos Cursos de Doutoramento, decorrentes do processo de Bolonha, na Universidade Nova, e que aceitou integrar uma agência internacional, ‘Telos-eu’, onde se encontram Pascal Lamy, Anthony Giddens e Agnés Touraine. Carrilho prepara ainda um livro, para uma editora francesa, sobre as metamorfoses da democracia no mundo contemporâneo.
IMUNIDADE PARLAMENTAR
A Comissão de Ética do Parlamento recebe esta manhã Manuel Maria Carrilho para discutir o levantamento da imunidade parlamentar para que o deputado socialista possa responder em Tribunal por um processo que lhe foi movido pelo empresário da Comunicação António Cunha Vaz. Segundo o CM apurou junto de fonte parlamentar, o deputado socialista facilitará todos os procedimentos. “Carrilho não levantará obstáculos ao levantamento da imunidade parlamentar. Antes pelo contrário”, garantiu a mesma fonte.
A acção contra Carrilho remonta a Novembro último, quando o director-geral da agência de comunicação Cunha Vaz & Associados lhe moveu um processo de difamação por factos relatados no livro ‘Sob o Signo da Verdade’, da autoria do antigo ministro, e por diversas declarações públicas.
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