Cavaco esmaga à primeira volta

Presidenciais de Janeiro de 2011. Eleitores estão satisfeitos com a actuação do Presidente e dão-lhe segundo mandato.
11.07.10
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Cavaco esmaga à primeira volta
Foto D.R.

Cavaco Silva derrotará com facilidade os seus rivais, caso decida recandidatar--se nas próximas Presidenciais, marcadas para Janeiro de 2011. O actual chefe de Estado conseguirá 55,3 por cento dos votos, evitando uma segunda volta nas eleições e conseguindo uma vantagem de 28,4 por cento sobre Manuel Alegre.

A diferença na percentagem de votos entre Cavaco Silva e Manuel Alegre será mesmo superior ao resultado obtido pelo candidato apoiado pelo PS que, segundo uma sondagem Correio de Manhã/Aximage, será de 26,9 por cento.

Uma percentagem de 55,3 por cento de votos será superior ao resultado obtido por Cavaco Silva nas últimas Presidenciais, em Janeiro de 2006. Aliás, a percentagem de votos prevista para a candidatura do actual chefe de Estado a um segundo mandato está a subir, já que numa sondagem CM/Aximage anterior previa-se que Cavaco ganhasse com 53,4 por cento dos votos.

Já Manuel Alegre parece estar a perder terreno nas intenções de votos. Num inquérito de opinião no início de Junho, o candidato socialista conseguia 28,1 por cento, mas na sondagem levada a cabo entre 1 e 4 de Julho, o poeta fica-se por 26,9 por cento. O que, ainda assim, é uma percentagem superior à que obteve nas eleições de 2006, quando não foi além dos 20,7 por cento.

Os restantes candidatos considerados na sondagem, Fernando Nobre, independente, e Jerónimo de Sousa, pela CDU, só conseguem 11,6 por cento e 6,2 por cento, respectivamente.

Ao conseguir mais de metade dos votos expressos, Cavaco afasta uma segunda volta eleitoral, mas, mesmo contemplando tal cenário, o actual chefe de Estado sai vencedor com 62,4 por cento, contra 37,6 por cento conseguidos por Manuel Alegre.

Resultados que reflectem a satisfação dos portugueses perante as actuações do Presidente da República.

APONTAMENTOS

AVALIAÇÃO

A maioria dos portugueses, ou 56,6 por cento, avalia positivamente a actuação do Presidente da República durante o mês de Junho, segundo a sondagem ‘CM’/Aximage.

MÉDIA

Se estivesse na escola, Cavaco Silva seria um aluno médio, com os portugueses a atribuírem-lhe uma nota de 13,2.

ABSTENÇÃO

A abstenção manter-se-á elevada nas próximas presidenciais, nos 36,6 por cento, de acordo com a sondagem. 

LUÍS AMADO ASSUME LIDERANÇA

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, é o mais popular do Governo liderado por José Sócrates. Apesar de só conseguir um 11, o chefe da diplomacia nacional ‘roubou’ o primeiro lugar à ministra da Saúde, Ana Jorge.

Durante meses, Ana Jorge foi uma das ministras preferidas dos portugueses, mas as sucessivas polémicas na Saúde parecem estar a ter o seu impacto na imagem da governante.

O terceiro lugar na lista pertence a Gabriela Canavilhas, que gradualmente tem conquistado popularidade junto dos portugueses.

No final da lista surge António Mendonça, ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, sem dúvida devido ao caso das Scut.

FINANÇAS COM ALTOS E BAIXOS

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, é o que tem maiores oscilações de popularidade. Depois de ter começado o ano com uma nota de 8,7, já desceu e subiu várias vezes nas preferências dos portugueses até, este mês, ser premiado com um 10. A culpa destas oscilações pode ser atribuída ao facto de o governante ter a difícil tarefa de anunciar os tão desagradáveis aumentos de impostos.

PORTUGUESES DECEPCIONADOS

Os portugueses esperavam mais de Isabel Alçada e prova disso é que a ministra da Educação tem vindo a perder popularidade de mês para mês. No início do ano, a escritora merecia uma nota de 12,5 e liderava a lista. Agora não vai além dos 10,1, o que representa mesmo a maior queda de popularidade num único mês, já que em Junho a nota de Alçada estava nos 10,8.

TABELA: NO FUNDO

Jorge Lacão é um dos ministros mais impopulares, talvez por ter surgido junto a Mendonça na polémica das Scut

CRISE: ECONOMIA

A crise e o desemprego deixam os ministros da Economia, Vieira da Silva, e do Trabalho, Helena André, no fundo da lista

FICHA TÉCNICA

Objectivo: Barómetro mensal

Universo: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais de Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel

Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto  legislativo) e representativa do universo. Foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra contou com 600 entrevistas efectivas: 283 a homens e 317 a mulheres, 143 no Interior, 237 no Litoral Norte e 220 no Litoral Centro Sul, 163 em aldeias, 212 em vilas e 225 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral

Técnica: Entrevista telefónica por CATI (Computer Assisted Telephonic Interview)

Trabalho de campo: Decorreu nos dias 1 e 4 de Julho de 2010, com uma taxa de resposta de 77,5%

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,0%)

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz

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