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CM mostra o interior da casa de Sócrates em Paris

Apartamento onde José Sócrates viveu durante um ano está disponível para arrendamento desde setembro.
Nuno de Sousa Moreira 17 de Outubro de 2017 às 01:30
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Interior da casa de José Sócrates
Foi Jimmy Benlolo, familiar do arquiteto Benny Benlolo, escolhido por Sócrates para remodelar e decorar a casa de Paris, que entregou ao CM a chave da mansão. É ele o atual responsável pelo arrendamento do imóvel, apesar da habitação estar em nome do alegado testa de ferro do antigo primeiro-ministro, Carlos Santos Silva.

Foi na internet que o CM conseguiu arrendar o imóvel, que está disponível desde o início de setembro. A estadia mínima é de 2 noites, mas há uma ‘avaliação telefónica’ antes da reserva ser aceite.

Apesar de a casa ter custado cerca de 3 milhões de euros, a campainha não funciona. Batemos à porta e foi uma empregada de limpeza que recebeu a equipa do CM no imóvel. À hora prevista do check-in, a casa não estava à altura do elevado valor da diária – mil euros.

O chão não estava limpo, as camas não tinham lençóis e o lixo espalhava-se por cada canto. Jimmy chega atrasado e pede desculpa pelo sucedido. Explica-nos que só podemos voltar a entrar na casa algumas horas depois. É domingo e, por isso, não foi possível encontrar em tempo útil quem limpasse o apartamento, apesar de nos ter sido previamente cobrada uma taxa de limpeza de 200 euros. Como compensação, são-nos oferecidas três garrafas de vinho, que não conseguimos abrir por não haver qualquer saca-rolhas.

Mas assim que entramos no apartamento, são os elementos decorativos e o mobiliário caro que saltam à vista. O soalho é em pedra mármore em grande parte do apartamento.

Destaca-se ainda o chão em madeira escura maciça, cuja escolha de José Sócrates foi captada no âmbito das escutas da Operação Marquês. A cozinha é a única divisão que não corresponde à exuberância da mansão. As dimensões são pequenas e a louça que se encontra nos armários foi comprada no IKEA. 

É proibido fumar ou realizar festas
O pedido está sujeito a uma aprovação prévia e há regras apertadas a cumprir: fazer festas ou fumar é proibido assim como a entrada de animais de estimação.

Arrendamento sem fatura e confidencial
O pagamento da estadia no apartamento de Paris é feito por transferência bancária, através da plataforma online de arrendamento, não sendo possível identificar o beneficiário da conta. O arrendatário não recebe fatura, apenas a confirmação do pagamento. Não é exigido nenhum dado de identificação.

Livros ‘Padrinho’ e manual do ditador
É um livro do ‘Padrinho’, de Mario Puzzo, que salta à vista na sala principal da mansão. Já na mesa de cabeceira da suite encontramos "O almanaque do Ditador – Guia para o aspirante a tirano".

Vara vai visitar Sócrates e ‘ganha’ livro autografado
Foi pouco antes do meio-dia que Armando Vara entrou na casa de José Sócrates. Deixou o carro estacionado na rua, subiu rapidamente ao 1º andar da rua das Musas, no Parque das Nações. Ali esteve durante cerca de uma hora. Ninguém sabe o que falaram, mas a acusação que atinge os amigos terá sido seguramente o tema central.

Confrontado pelo CM à saída, Armando Vara ironizou que tinha ido a casa de Sócrates buscar o seu mais recente livro. Sócrates, por seu turno, saiu rapidamente da rua, onde tinha vindo acompanhar o amigo, entrando no prédio. Vara e Sócrates já podem agora conversar. Não têm qualquer medida acessória de proibição de contactos, ao contrário do que aconteceu no início do inquérito.

Sócrates também tinha elogiado Vara na entrevista dada à RTP. Voltou a recordar que eram amigos e a garantir a sua inocência. Disse que o ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos não aceitou luvas a troco do empréstimo de Vale do Lobo. Vara arrisca a ser o único arguido a ir nos próximos anos para a cadeia, no âmbito do processo ‘Face Oculta’.
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