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Contratos da PT e do Tagus na mira

Os acordos das duas marcas feitos com craques do futebol e figuras da televisão estão a ser vistos à lupa para estabelecer as diferenças com o de Figo.
19 de Março de 2010 às 00:30
Participação de Luís Figo na campanha socialista continua sob suspeita do DIAP
Participação de Luís Figo na campanha socialista continua sob suspeita do DIAP FOTO: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Uma linha essencial na investigação do ‘caso Figo’ está em apurar as diferenças entre os contratos estabelecidos com o ex-futebolista do Inter de Milão e outras estrelas. O CM sabe que estão a ser vistos à lupa os contratos feitos pela PT com ex-futebolistas como Rui Costa, Sá Pinto e Vítor Baía, eleitos ‘embaixadores’ da empresa, e outras figuras do desporto e da televisão.

Procedimento idêntico foi adoptado em contratos do Taguspark, que foi quem celebrou um compromisso com Figo, mas também com outras figuras do desporto. Apurar eventuais diferenças entre uns e outros, quer ao nível do objecto quer dos pagamentos, é essencial para estabelecer uma ligação entre a celebração do contrato com Figo e o propósito de colocar o ex-jogador a apoiar José Sócrates no último dia da campanha eleitoral. Rui Pedro Soares, segundo terão dito Henrique Granadeiro e Zeinal Bava ao Ministério Público, teria total autonomia na celebração destes contratos mas, sobretudo, na relação com o Taguspark, onde este ex-administrador da PT construiu uma relação dominante sobre os restantes accionistas. A

lguma da documentação em investigação foi apreendida nas buscas à PT e a casa de Rui Pedro Soares, realizadas no passado dia 15 de Fevereiro. Um dos documentos apreendidos, segundo a última edição da ‘Sábado’, foi um estudo de opinião realizado pela Aximage sobre a receptividade dos portugueses a uma manifestação de apoio político por parte de Luís Figo. Uma acção desta natureza, como a que veio a acontecer, colheria fortes apoios entre o eleitorado já que a ‘marca’ Figo agrada em todos os quadrantes políticos

FUGA DE INFORMAÇÃO NA PJ

José Brás, director da PJ de Lisboa, acompanhado do juiz Carlos Alexandre, fez buscas no departamento de informática da própria PJ para tentar perceber se teria havido alguma consulta ilegítima no processo BANIF/Angola, de forma a permitir que Armando Vara acedesse a documentos com o timbre da PJ que se encontravam em segredo de justiça. Os documentos tinham sido apreendidos ao ex--ministro socialista na altura das buscas no processo ‘Face Oculta’, e o inquérito, a cargo do DIAP de Lisboa, pretende encontrar o rasto da consulta dos autos. O sistema informático da PJ deixa vestígios, e se algum funcionário acedeu ilegitimamente ao processo terá deixado a sua marca. O CM sabe que ninguém terá sido constituído arguido neste processo. Armando Vara também ainda não foi ouvido.

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