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Cortes nos remédios

Quebra de 19% nas contas dos medicamentos representa metade da redução de despesa. Parte da factura das farmácias é assumida por utentes.
12 de Fevereiro de 2011 às 00:30
Ana Jorge anuncia facto inédito: “Pela primeira vez, a despesa  do Serviço Nacional de Saúde desce”
Ana Jorge anuncia facto inédito: “Pela primeira vez, a despesa do Serviço Nacional de Saúde desce” FOTO: Paulo Cunha/Lusa

A ministra da Saúde, Ana Jorge, disse ontem que estão a ser atingidas as metas de contenção de despesa estabelecidas no Orçamento do Estado. Em Janeiro, os gastos diminuíram 45,5 milhões de euros, ou seja, menos 1,5 milhões de euros por dia, em relação ao mês homólogo de 2010. A redução global da despesa de 6,6% resulta sobretudo de cortes nos gastos com medicamentos. São menos 26,9 milhões de euros, o que representa uma quebra de 19% em relação aos 141,3 milhões de euros pagos em Janeiro de 2010.

Uma menor participação do Estado no custo dos medicamentos tem por consequência um agravamento da parte da factura da farmácia assumida pelos utentes. Contudo, quando questionado se os encargos foram transferidos para os utentes, o secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, referiu que ainda "não há a desagregação desses valores".

Nos cortes efectuados pelo Ministério da Saúde, metade foi em medicamentos. Na poupança efectuada pelo Estado, depois dos medicamentos, a maior redução, de 22%, é relativa às despesas com os hospitais EPE (entidades públicas com gestão empresarial), onde o corte foi de 12 milhões de euros.

Na redução da despesa, surge uma parcela de 8,7 milhões relativa aos meios complementares de diagnóstico, que representa 16% do total. Por fim, foi também efectuado um corte de 6,7 milhões, ou seja, 12% do total, em despesas com pessoal.

Perante aos resultados obtidos, Ana Jorge afirmou que "pela primeira vez, a despesa do Serviço Nacional de Saúde desce".

 

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