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Eleitores culpam Governo por crise

Entrevistados acreditam que o partido de Pedro Passos Coelho vai viabilizar o Orçamento de Estado para 2011 por uma questão de patriotismo.
3 de Novembro de 2010 às 00:30
Eleitores culpam Governo por crise
Eleitores culpam Governo por crise FOTO: Vasco Neves

A maioria dos portugueses acredita que a culpa da crise que o País atravessa é do Governo, de acordo com uma sondagem CM/Aximage.

Dos inquiridos, 57,8% apontam o dedo ao Executivo de José Sócrates pela crise, enquanto 32,1% acreditam que a culpa está ao nível internacional. Há ainda 8% dos eleitores que sugerem que ambas as situações contribuíram para a crise e 2,1% não têm opinião.

Do eleitorado que nas Legislativas de 2009 votou PS, 57,3% cola a crise ao plano internacional e 31,7 ao Governo. Os eleitores do lado da Oposição acreditam maioritariamente que a culpa é da governação de José Sócrates.

A sondagem CM/Aximage revela que continua a subir o número de portugueses descrentes em relação à direcção que Portugal está a seguir. Se em Outubro, 73,5% dos eleitores consideravam que o País ia ‘numa má direcção’, em Novembro contam-se 79,8%. Dos inquiridos, 12,8% responderam ‘assim assim’ e 7,4% ‘numa boa direcção’. De realçar que 63,4% dos eleitores que votaram Sócrates no ano passado são da opinião que Portugal vai "numa má direcção’.

Em matéria de Orçamento de Estado, 43% dos inquiridos acreditam que a viabilização do documento vai livrar Portugal da intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI), ao passo que 39,1% consideram que mesmo com Orçamento aprovado o FMI vai ter que entrar no País. Sem opinião estão 17,9% dos eleitores. Sobre as negociações entre o Governo e PSD, 71,7% dos entrevistados consideram que o partido de Passos Coelho fará passar o Orçamento por patriotismo, enquanto que 17,8% acreditam que o fará numa manifestação de apoio ao Governo. 10, 5% não têm opinião.

"FMI NÃO DÁ NADA A NINGUÉM"

O presidente do BES, Ricardo Salgado, considerou que a eventual entrada do FMI em Portugal só aconteceria no âmbito do Fundo de Emergência Europeu, sublinhando que essa intervenção não implica uma diminuição dos custos de financiamento. "O FMI não dá nada a ninguém", afirmou o presidente do BES, recordando que o pacote de ajuda de emergência contempla 250 mil milhões de euros do FMI, 60 mil milhões de euros de fundos da UE e de 440 mil milhões de euros dos estados-membros, num total de 750 mil milhões de euros.

FICHA TÉCNICA

Objectivo: Orçamento do Estado;

Universo: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais de Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel;

Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto  legislativo) e representativa do universo. Foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra contou com 600 entrevistas efectivas: 283 a homens e 317 a mulheres, 150 no Interior, 236 no Litoral Norte e 214 no Litoral Centro Sul, 154 em aldeias, 209 em vilas e 237 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral;

Técnica: Entrevista telefónica por CATI (Computer Assisted Telephonic Interview) Trabalho de campo Decorreu entre os dias 26 e 29 de Outubro de 2010, com uma taxa de resposta de 74,0%;

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,0%);

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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