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Equipa de Cândida sob suspeita

Relação entre José Rui Felizardo, presidente da INTELI, e procuradora do DCIAP, Carla Dias, é encarada como uma ameaça à investigação
15 de Julho de 2010 às 00:30
O caso dos submersíveis foi investigado por Cândida Almeida e teve entre os peritos da Justiça José Rui Felizardo
O caso dos submersíveis foi investigado por Cândida Almeida e teve entre os peritos da Justiça José Rui Felizardo FOTO: d.r.

A equipa do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderada por Cândida Almeida, que investiga o processo das contrapartidas dos submarinos está sob suspeita, por causa de uma relação amorosa entre a procuradora Carla Dias e o ex-perito do caso José Rui Felizardo, presidente da INTELI – Centro de Inteligência em Inovação. Ao que o CM apurou, há num dos processos um e-mail em que é feita referência, sem citar os nomes, a um 'romance privado' e à eventual relação deste com a 'estratégia aracnídea', ou seja, envolvente como a das aranhas, imputada ao presidente da INTELI. Ontem, a SIC divulgou no ‘Jornal da Noite’ uma investigação própria em que fala de uma 'relação próxima' entre a magistrada Carla Dias e José Rui Felizardo. Ontem, o presidente da INTELI confirmou ao CM que tem uma relação amorosa com aquela procuradora do DCIAP, que tem também a investigação ao ‘caso Freeport’.

O romance entre José Rui Felizardo e Carla Dias terá começado no final de 2008, mas o presidente da INTELI garante que abandonou o processo antes do início da relação amorosa. Para José Rui Felizardo, na sua relação com a procuradora do DCIAP, 'não há qualquer incompatibilidade ética', até porque diz não ter 'nenhuma relação com o processo'.

E, a este propósito, o presidente da INTELI é categórico: 'Eu deixei de ser perito [da equipa que analisou os projectos de contrapartidas para o DCIAP, em 2008] a partir do momento em que tive conhecimento do acordo entre os alemães da Ferrostaal e a ACECIA [grupo de empresas do sector automóvel] para a venda de facturas que não tinham a ver com os projectos das contrapartidas].'

José Rui Felizardo garante ainda que Carla Dias, por causa desta relação amorosa, manifestou a Cândida Almeida a sua disponibilidade para sair da investigação ao ‘caso submarinos’, mas que a directora do DCIAP 'achou que ela devia continuar no processo'.

Certo é que a relação amorosa entre Felizardo e Carla Dias está a dar que falar nos meios judiciais. E admite-se mesmo que o processo de investigação aos submarinos sofra um sério revês com este caso.

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