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Espancado por abusar dos filhos

Mulher apanhou companheiro a molestar filhos e foi à rua apresentar queixa. Crianças foram resgatadas e homem brutalmente agredido
17 de Outubro de 2010 às 00:30
Abusador foi violentamente agredido e deixado à porta desta casa. Marcas de sangue ainda eram visíveis, ontem. Alguns dos moradores ouvidos pelo CM garantem não ter visto ou ouvido nada. Agora Polícia Judiciária investiga.
Abusador foi violentamente agredido e deixado à porta desta casa. Marcas de sangue ainda eram visíveis, ontem. Alguns dos moradores ouvidos pelo CM garantem não ter visto ou ouvido nada. Agora Polícia Judiciária investiga. FOTO: Manuel João Salgado

Um homem de 34 anos abusou sexualmente dos dois filhos menores, no bairro da Cova da Moura, na Amadora, e foi violentamente espancado por desconhecidos, anteontem à noite, enquanto a companheira, e mãe das crianças, apresentava queixa na esquadra de Alfragide. "Ainda estou em choque com tudo isto", confessou ao CM a doméstica de 29 anos.

Até ao fecho desta edição, o homem encontrava-se internado, em estado de coma, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Os factos são descritos por Maria (nome fictício): "Estava a ver o telejornal quando o meu companheiro pegou no filho, que estava nu, sentou-o no colo e introduziu--lhe os dedos no ânus. Fiquei tão assustada e chocada, que me levantei e vim à rua pedir ajuda." Segundo Maria, o companheiro, operário da construção civil, ainda a ameaçou. "Disse-me que me mandava pela janela e que eu não ia contar nada." Um homem que passava na rua e se apercebeu da aflição de Maria subiu as escadas e resgatou as duas crianças. A mulher foi depois apresentar queixa contra o companheiro, que, entretanto, foi brutalmente agredido, à porta da casa da família.

"PENSEI SER UM PROBLEMA COM AS FRALDAS"

‘Maria’ estava na casa do companheiro, na Cova da Moura, há uma semana. Os dois tinham-se separado há dois meses. "Ele bateu-me. Estivemos separados, mas ele ia sempre buscar os filhos ao fim-de--semana. Há uma semana, apercebi-me de que ele tinha feito algo estranho à menina, mas nunca suspeitei de abusos", conta Maria. A menina, de três anos, "chorava muito" quando o pai estava presente e, nos últimos dias, a mãe reparou ainda que o bebé, de dois anos, "andava com o ânus vermelho", mas pensou tratar-se de um "problema com as fraldas".

 

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