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Falso polícia rouba na rua e em hotéis

Dizia ser da PSP, GNR ou SEF para atacar guarda prisional, mulher ou imigrante. E como ‘turista britânico’ limpou clientes do Marriott e Metropolitan.
10 de Outubro de 2010 às 00:30
Ladrão fez-se passar por turista britânico no Hotel Marriott, em Lisboa, e conseguiu roubar a mochila de um hóspede estrangeiro no restaurante
Ladrão fez-se passar por turista britânico no Hotel Marriott, em Lisboa, e conseguiu roubar a mochila de um hóspede estrangeiro no restaurante FOTO: Manuel Moreira

Crachá falso no bolso, apresentava-se às suas vítimas de rua como agente da PSP, militar da GNR ou inspector do SEF. O resultado é igual – acabavam por ser espancadas, sem dinheiro e bens. Entre as três vítimas de roubo violento já identificadas, nem um guarda prisional escapou. No crime mais subtil, de que Joaquim Furtado é também especialista, fazia-se passar por turista – foi assim que assaltou dois hotéis, uma faculdade e as instalações do Estádio Universitário, tudo em Lisboa.

Aos 42 anos, o assaltante estava de volta a Portugal, ao ter sido expulso do Canadá por roubos à mão armada. Natural dos Açores, escolheu o Continente para continuar no crime – até que, anteontem, foi apanhado pela Divisão de Investigação criminal da PSP, numa investigação coordenada pelo DIAP de Lisboa.

Ao dominar a língua inglesa, Joaquim Furtado fazia-se passar por turista em hotéis: no Marriott, roubou uma mochila do restaurante; no Metropolitan Sana, infiltrou-se por duas vezes em quartos, roubando bens de turistas; no Estádio Universitário, entrou nos balneários e levou as chaves de um Mazda MX-5, levando o carro para cometer crimes.

Mas era na rua que se mostrava perigoso. Foi ajudar uma senhora a descarregar compras, em Loures, e uma cúmplice roubou a carteira da vítima – quando o marido da mulher os abordou, fugiram a alta velocidade no MX-5, ferindo o homem. Na fuga, embateram num jipe da GNR, acabando detidos. No posto, o ladrão tentou socar um militar, ao mesmo tempo que gritava ‘filhos da p...’ e ‘c...’ Saiu em liberdade.

Em Abril, apresentou-se a um guarda prisional como militar da GNR. A vítima foi espancada e ficou sem máquina fotográfica, portátil, PDA e carteira profissional. A 6 de Setembro, no Marquês de Pombal, identificou-se como inspector do SEF, espancou um estrangeiro e roubou-lhe 290 euros. Foi detido e libertado. Catorze crimes depois, recolheu à cadeia.

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