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Gasolina aumenta pela terceira vez

Gasóleo e gasolina já aumentaram cinco cêntimos por litro. Encher o depósito de gasolina custa mais 13,5 euros do que no início de 2009
12 de Janeiro de 2010 às 00:30
A Galp aumentou os preços da gasolina e do gasóleo às 00h00 de segunda-feira
A Galp aumentou os preços da gasolina e do gasóleo às 00h00 de segunda-feira FOTO: Direitos Reservados

Os combustíveis registaram ontem, em Portugal, o terceiro aumento desde o início do ano. Desta vez, mais um cêntimo e meio no litro da gasolina (a sem chumbo 95 custa agora 1,344€/l) e mais um cêntimo no do gasóleo rodoviário, que passou a barreira do euro e dez, atingindo 1,104€ por litro.

Só desde o início deste ano, ou seja, em apenas 11 dias, o litro da gasolina e do gasóleo já subiu, em Portugal, cerca de cinco cêntimos. No dia de Ano Novo, a gasolina 95 estava a 1,295€ e o gasóleo a 1,056€.

A culpa, dizem as gasolineiras, é da vaga de frio que varre a Europa e que, desde meados de Dezembro, fez disparar os preços do crude e dos produtos refinados em mais de quinze por cento.

Fonte da Galp Energia disse ao CM que 'todos anos o frio do Inverno provoca encarecimento dos combustíveis, nomeadamente do gás e gasóleo, e, como este ano está a ser excepcionalmente frio, a pressão sobre os preços tem sido mais acentuada'. E se a vaga de frio continuar a tendência é para novos aumentos no curto prazo.

Os últimos aumentos colocaram os preços dos combustíveis, em Portugal, no patamar mais alto dos últimos 14 meses, ou seja, ao nível do que se praticava em Outubro de 2008, o ano em que, a este nível, se bateram todos os máximos.

No espaço de um ano, ou seja, desde 11 de Janeiro de 2009 a 11 de Janeiro de 2010, a gasolina sem chumbo 95 aumentou, no nosso país, 29 cêntimos por litro, e o gasóleo rodoviário 15 cêntimos.

Preocupados com os recentes aumentos estão os revendedores de combustíveis, suspeitando que, desta forma, o consumo de combustível no nosso país continue a descer.

Em 2009, segundo a ANAREC, a quebra de consumo no nosso país foi de oito por cento, o que significa menos 380 mil toneladas de gasóleo e menos 120 mil de gasolina, ou seja, um corte de quase 580 milhões de euros no volume de negócios.

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