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Herdeiros anulam venda da casa

Relatório da autópsia a Augusta Martinho aponta para morte por causas naturais. Irmão Joaquim Martinho, de 63 anos, remete-se ao silêncio.
12 de Fevereiro de 2011 às 00:30
O primo Armando Gaspar era o único familiar de Augusta Martinho que a visitava com regularidade,ajudando-a nas compras
O primo Armando Gaspar era o único familiar de Augusta Martinho que a visitava com regularidade,ajudando-a nas compras FOTO: Pedro Catarino

Os familiares de Augusta Martinho vão tentar anular a venda da casa, na Rinchoa, onde a idosa foi encontrada morta após ter estado desaparecida durante oito anos e meio. O primo Armando Gaspar, com quem Augusta Martinho mantinha um contacto próximo, garantiu ao CM ser essa a vontade dos herdeiros.

Joaquim Martinho, irmão da idosa que hoje celebraria 96 anos e cuja autópsia revelou ter morrido de causas naturais, prefere manter-se em silêncio enquanto não esclarece todas as dúvidas.

"Vamos tentar anular a venda", disse Armando Gaspar, lamentando a actuação de todas as autoridades envolvidas: "Fui 13 vezes ao tribunal para abrirem a porta da casa. Fui duas vezes às Finanças. Aí disseram que só me davam informações na presença da própria. Uma vergonha."

Para anularem a venda do imóvel, os familiares de Augusta Martinho terão de pedir uma habilitação de herdeiros e abrir um processo de anulação de venda junto da repartição de Finanças da área. Com a anulação da venda, a casa passa para os herdeiros, que terão de se responsabilizar pelas contribuições em falta e respectivas multas. A compradora será reembolsada pela Finanças e tem legitimidade para abrir um processo contra o chefe da repartição das Finanças locais. A venda da casa de Augusta Martinho será reavaliada pelas Finanças, podendo resultar na anulação da transacção.

Em Sintra, o CM encontrou o único de seis irmãos de Augusta Martinho que ainda está vivo. Joaquim Martinho reside na casa onde nasceu há 63 anos e que pertencia ao pai, com vista para o Castelo dos Mouros. Foi durante a elaboração da escritura do imóvel, após a morte do pai, que Joaquim contactou pela última vez com os restantes irmãos. Sobre o falecimento da irmã Augusta, Joaquim Martinho, reformado, prefere manter-se em silêncio: "Para já não me quero pronunciar. Vou esperar para ver.

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