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José Sócrates falha cumprimentos a Cavaco (COM VÍDEO E FOTOGALERIA)

Primeiro-ministro chega atrasado e é acusado por Bagão Félix de ser “mal-educado”. Discurso do Presidente da República foi violento com Sócrates.
10 de Março de 2011 às 00:30
A guarda de Honra da GNR recebe Cavaco Silva no Palácio de Belém.
As principais figuras do Governo, Pedro Silva Pereira, José Sócrates e Luís Amado (da esq. para a dta.) ouvem as palavras de Cavaco Silva.
Uma das mais antigas aliadas de Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite, apresentou cumprimentos.
Cavaco Silva chega à tribunal presidencial da Assembleia da República para dar oficial à cerimónia de tomada de posse.
Duas vezes candidato contra Cavaco Silva em eleições presidenciais, duas vezes derrotado, Manuel Alegre apresentou cumprimentos ao adversário político.
A tripulação que confeccionou o almoço, para o qual foram convidados cerca de 50 jovens.
A casa da democracia portuguesa volta a acolher a cerimónia de tomada de posse do Presidente da República.
Na visita ao navio 'Almirante Gago Coutinho', Cavaco Silva fez questão de experimentar todos os instrumentos disponíveis.
A navio escola Sagres recebeu o Presidente da República para um almoço.
O ex-candidato presidencial Fernando Nobre marcou presença na cerimónia de tomada de posse.
Após prestar juramento, ouviu-se o hino 'A Portuguesa' na Assembleia da República.
O dia de Cavaco Silva começou com uma visita ao navio Almirante Gago Coutinho.
Cavaco Silva prestou juramento para o segundo mandato na Assembleia da República.
Sócrates devia inaugurar a sessão de cumprimentos ao Presidente, mas acabou por ser apenas a nona personalidade a fazê-lo.
Cavaco Silva apresentou um discurso virado para os jovens e pouco consensual entre os líderes políticos.
Na hora de receber as insígnias da Banda das Três Ordens, Maria Cavaco Silva compõe a gola do Presidente da República.
Cavaco Silva deixou o Parlamento rumo ao Palácio de Belém, com a bandeira nacional espelhada na viatura oficial.
Leonor Beleza, Manuel Alegre, António Capucho, António Costa, Passos Coelho e Pinto Monteiro foram algumas das personalidades que assistiram ao discurso de tomada de posse.
A guarda de Honra da GNR recebe Cavaco Silva no Palácio de Belém.
As principais figuras do Governo, Pedro Silva Pereira, José Sócrates e Luís Amado (da esq. para a dta.) ouvem as palavras de Cavaco Silva.
Uma das mais antigas aliadas de Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite, apresentou cumprimentos.
Cavaco Silva chega à tribunal presidencial da Assembleia da República para dar oficial à cerimónia de tomada de posse.
Duas vezes candidato contra Cavaco Silva em eleições presidenciais, duas vezes derrotado, Manuel Alegre apresentou cumprimentos ao adversário político.
A tripulação que confeccionou o almoço, para o qual foram convidados cerca de 50 jovens.
A casa da democracia portuguesa volta a acolher a cerimónia de tomada de posse do Presidente da República.
Na visita ao navio 'Almirante Gago Coutinho', Cavaco Silva fez questão de experimentar todos os instrumentos disponíveis.
A navio escola Sagres recebeu o Presidente da República para um almoço.
O ex-candidato presidencial Fernando Nobre marcou presença na cerimónia de tomada de posse.
Após prestar juramento, ouviu-se o hino 'A Portuguesa' na Assembleia da República.
O dia de Cavaco Silva começou com uma visita ao navio Almirante Gago Coutinho.
Cavaco Silva prestou juramento para o segundo mandato na Assembleia da República.
Sócrates devia inaugurar a sessão de cumprimentos ao Presidente, mas acabou por ser apenas a nona personalidade a fazê-lo.
Cavaco Silva apresentou um discurso virado para os jovens e pouco consensual entre os líderes políticos.
Na hora de receber as insígnias da Banda das Três Ordens, Maria Cavaco Silva compõe a gola do Presidente da República.
Cavaco Silva deixou o Parlamento rumo ao Palácio de Belém, com a bandeira nacional espelhada na viatura oficial.
Leonor Beleza, Manuel Alegre, António Capucho, António Costa, Passos Coelho e Pinto Monteiro foram algumas das personalidades que assistiram ao discurso de tomada de posse.
A guarda de Honra da GNR recebe Cavaco Silva no Palácio de Belém.
As principais figuras do Governo, Pedro Silva Pereira, José Sócrates e Luís Amado (da esq. para a dta.) ouvem as palavras de Cavaco Silva.
Uma das mais antigas aliadas de Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite, apresentou cumprimentos.
Cavaco Silva chega à tribunal presidencial da Assembleia da República para dar oficial à cerimónia de tomada de posse.
Duas vezes candidato contra Cavaco Silva em eleições presidenciais, duas vezes derrotado, Manuel Alegre apresentou cumprimentos ao adversário político.
A tripulação que confeccionou o almoço, para o qual foram convidados cerca de 50 jovens.
A casa da democracia portuguesa volta a acolher a cerimónia de tomada de posse do Presidente da República.
Na visita ao navio 'Almirante Gago Coutinho', Cavaco Silva fez questão de experimentar todos os instrumentos disponíveis.
A navio escola Sagres recebeu o Presidente da República para um almoço.
O ex-candidato presidencial Fernando Nobre marcou presença na cerimónia de tomada de posse.
Após prestar juramento, ouviu-se o hino 'A Portuguesa' na Assembleia da República.
O dia de Cavaco Silva começou com uma visita ao navio Almirante Gago Coutinho.
Cavaco Silva prestou juramento para o segundo mandato na Assembleia da República.
Sócrates devia inaugurar a sessão de cumprimentos ao Presidente, mas acabou por ser apenas a nona personalidade a fazê-lo.
Cavaco Silva apresentou um discurso virado para os jovens e pouco consensual entre os líderes políticos.
Na hora de receber as insígnias da Banda das Três Ordens, Maria Cavaco Silva compõe a gola do Presidente da República.
Cavaco Silva deixou o Parlamento rumo ao Palácio de Belém, com a bandeira nacional espelhada na viatura oficial.
Leonor Beleza, Manuel Alegre, António Capucho, António Costa, Passos Coelho e Pinto Monteiro foram algumas das personalidades que assistiram ao discurso de tomada de posse.

O primeiro-ministro falhou o protocolo de Estado e chegou atrasado aos cumprimentos tradicionais ao Presidente da República, ontem no Salão Nobre da Assembleia da República. José Sócrates só apareceu após alguns ministros, e a primeira figura do Estado a cumprimentar Cavaco Silva foi o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento.

O embaraço protocolar foi criticado nos corredores da Assembleia da República, mas seria o ex-ministro das Finanças Bagão Félix a dar expressão à surpresa, já na recepção em Belém: "O primeiro-ministro está mal habituado, aliás, até foi mal-educado com o Presidente da República."

Mas o atraso pareceu também um reflexo do mal-estar do PS perante a dureza do discurso presidencial. Meia dúzia de aplausos contidos e só um deputado socialista, José Bianchi, se levantou para aclamar a intervenção. Sérgio Sousa Pinto, António José Seguro e Seguro Sanches bateram palmas, mas sem se levantarem.

O tom do discurso levou dirigentes e deputados como José Lello e Ricardo Rodrigues a criticarem o Chefe do Estado. O membro do secretariado nacional, responsável pelas relações internacionais do PS, começou por dizer que a intervenção de Cavaco assinalou a cooperação com o Governo, mas depois seguiu uma via "errática", sem referência às Forças Armadas, numa análise "circunscrita à nossa paróquia [Portugal]". E desabafou com saudades "de outros discursos mais estruturantes", elogiando o de Jaime Gama.

O vice-presidente da bancada do PS, Ricardo Rodrigues, falou ao CM de uma mensagem "de instabilidade" e do facto de ser "a primeira vez" que um Presidente divide tanto o Plenário.

CAVACO CENSURA GOVERNO

Cavaco Silva entrou a matar no seu discurso de posse e não poupou o Governo de José Sócrates. Foi interrompido sete vezes com os aplausos das bancadas do PSD e do CDS e viu os deputados da Direita a aplaudi--lo durante alguns minutos no final da intervenção. Foi uma autêntica moção de censura ao Governo.

O Presidente da República não esqueceu nada nem ninguém. Falou na década perdida, com um crescimento médio de 0,7, no desemprego a saltar dos 4 para os 11 por cento, no risco de pobreza para mais de 2,5 milhões de pessoas, no endividamento externo brutal, na dívida pública galopante e nos juros impensáveis pagos por Portugal para vender a dívida soberana.

Num discurso longo, Cavaco Silva citou por várias vezes relatórios do Banco de Portugal e o próprio governador Carlos Costa para se manifestar espantado com o facto de a classe política e de os agentes económicos terem ignorado esses alertas.

Mas os ataques ao Governo continuaram, implacáveis, quando se referiu às grandes obras públicas: "Não podemos correr o risco de prosseguir políticas públicas baseadas no instinto ou em mero voluntarismo." E mais à frente foi ainda mais claro: "Não podemos privilegiar grandes investimentos que não temos condições de financiar, que não contribuem para o crescimento da produtividade e que têm um efeito temporário e residual na criação de emprego."

Seguindo um guião implacável para os socialistas e a sua governação nos últimos seis anos, Cavaco Silva dirigiu-se directamente aos portugueses e afirmou que "é necessário um sobressalto cívico, que faça despertar os cidadãos "para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos".

E se o Presidente entende que é preciso um sobressalto da sociedade, atacou forte e feio "os laços pouco transparentes de dependência de muitas empresas com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e domínio que o crescimento desmesurado do Estado propicia. É uma cultura que tem de acabar".

Num novo e violento ataque à classe política, o Chefe de Estado acusou "muitos dos nossos agentes políticos" de não conhecerem o país real, "só conhecem um país virtual e mediático". E na sequência desta crítica implacável, Cavaco Silva avisou o Governo de "que há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos". Depois de atacar as nomeações de pessoas apenas pela sua filiação partidária, o Presidente da República acabou o seu discurso com palavras fortes para os jovens.

"A geração mais jovem deve ser vista como parte da solução dos nossos problemas", e por isso mesmo "faço um vibrante apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso país, façam ouvir a vossa voz".

"NEM APETECE CUMPRIMENTÁ-LO"

O líder parlamentar do PS ficou furioso com o discurso de posse de Cavaco Silva. No final da cerimónia, Francisco Assis afirmou que não tinha sido uma intervenção de um Presidente de todos os portugueses, mas sim um discurso de facção. Longe dos microfones e das câmaras de televisão, foi mais duro, e desabafou : "O discurso foi sectário e não me apetece nada ir cumprimentar Cavaco." Mas acabou por ser um dos poucos deputados do PS a marcarem presença no Salão Nobre.

"NÃO SE RESIGNEM"

Sem a presença do ministro da Defesa, Santos Silva, o Presidente fez questão de começar o dia com uma visita aos navios Gago Coutinho e Sagres, da Marinha Portuguesa, com direito a lição sobre o submersível ‘Luso'. A prioridade que Cavaco Silva dá ao Mar português via-se também pela presença de Tiago Pitta e Cunha, um especialista no assunto que é consultor presidencial depois de ter exercido funções semelhantes na Comissão Europeia de Durão Barroso. Já para o almoço estavam destinadas as primeiras palavras dirigidas aos jovens: "Não se resignem" e "não baixem os braços", disse, perante uma audiência de 50 dirigentes juvenis de todo o País.

2 MIL CONVIDADOS PARA RECEPÇÃO

A recepção no Palácio de Belém contou com cerca de dois mil convidados. Os custos foram calculados para que se reduzisse aos "mínimos", como disse ao CM fonte da Presidência da República, que não adiantou números, preferindo falar do que foi oferecido: mais de dois mil pastéis de Vouzela e espumante das caves Ermelinda. Mas, ao que

o CM apurou, os convidados também iam ter direito a várias qualidades de canapés. Cavaco Silva chegou 25 minutos mais cedo (17h25) ao Palácio de Belém, onde recebeu as honras militares.

CAVACO SILVA SÓCRATES GOVERNO PRESIDENTE REPÚBLICA CHEFE DE ESTADO TOMADA DE POSSE
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