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Mãe e padrasto violam menina

Ana (nome fictício) tem apenas dez anos. E foi durante meses vítima dos abusos sexuais da própria mãe, de 28 anos, e do padrasto, de 43. Os actos acabaram denunciados pela Comissão de Protecção de Menores e o casal de violadores foi anteontem à noite detido por investigadores da Polícia Judiciária do Porto.
11 de Março de 2009 às 00:30
Mãe e padrasto violam menina
Mãe e padrasto violam menina FOTO: Ricardo Cabral

O caso, que chocou os elementos da Judiciária pela brutalidade das acções, tem contornos verdadeiramente dantescos. Ana era obrigada a participar nos jogos sexuais dos dois adultos. O homem, companheiro da mãe há cerca de dois anos, abusaria dela tal como a própria progenitora. Noutras situações, a mãe assistia ao que o homem fazia – a menina era violada.

O irmão de Ana, mais velho alguns anos, nunca se terá apercebido do sucedido. Ana era abusada dentro de casa e nunca contava o que lhe acontecia a qualquer familiar. Tinha medo que o casal a maltratasse ainda mais.

O caso foi comunicado à PJ depois de a escola ter denunciado os factos à Comissão de Protecção de Menores. Ana começara a revelar comportamentos estranhos e rapidamente os professores perceberam que algo de anormal ocorrera com a menina. O aproveitamento escolar baixara e Ana dera mostras de uma agressividade anormal.

A vítima foi também ontem encaminhada para acompanhamento psicológico, tal como o seu irmão, que viu igualmente a mãe ser presa por crimes sexuais. A menor foi ainda sujeita a exames médicos, na delegação do Porto do Instituto Nacional de Medicina Legal, que acabaram por confirmar que os abusos tinham sido consumados.

Depois de ambos detidos, o homem e a mulher foram ontem levados a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Espinho. Foram conduzidos logo ao início da tarde, mas o interrogatório só começou algumas horas depois.

Após um longo interrogatório, o juiz determinou que o casal vai aguardar julgamento em prisão preventiva.

ABUSOU DE FILHAS E ENFORCOU-SE NA CADEIA

Há menos de um mês, um serralheiro mecânico, também do distrito de Aveiro, suicidou-se na cadeia depois de ter sido detido pela Polícia Judiciária por suspeita de abuso das suas filhas, de 12 e 13 anos. A situação tinha também contornos escabrosos, sendo que a mulher do pedófilo, quando descobriu, foi ameaçada por ele de morte. Com uma pistola na cabeça foi violada pelo marido, que prometeu vingar--se caso aquela o denunciasse.

A mãe das vítimas e mulher do agressor não temeu as consequências e denunciou o homem, que foi preso nos primeiros dias de Fevereiro pela Polícia Judiciária de Aveiro. Ouvido em primeiro interrogatório judicial ficou em prisão preventiva, situação determinada pelo juiz de Águeda. Dias depois enforcou-se com o lençol na cadeia.

FAMÍLIA TINHA NÍVEL SOCIAL E MONETÁRIO MÉDIO

A família em causa não mostrava carências económicas e revelava um nível social médio. O violador, director comercial, morava com a mulher no centro da cidade de Espinho. Moravam também com eles os filhos da agressora, a menina de dez e o irmão alguns anos mais velho. Na vizinhança, os abusos eram absolutamente desconhecidos. A família apresentava um nível de vida acima da média, sendo que a mulher, doméstica, parecia acompanhar as crianças. Segundo apurou o CM, o irmão de Ana nunca se terá apercebido dos abusos. Ontem, os menores foram sujeitos a acompanhamento psicológico.

PORMENORES

FAMILIARES PRÓXIMOS

A maioria dos abusos sexuais de que são vítimas crianças acontece no seio familiar. Os agressores são normalmente os seus familiares próximos.

MEDO E AMOR

As crianças vítimas de abusos por parte de familiares têm sentimentos contrários. O amor que nutrem pelos familiares mistura-se com o medo de os denunciar.

CRIME AGRAVADO

O crime de abusos sexuais é agravado caso seja cometido pelos pais da vítima.

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