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Correio da Manhã

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Médicos lusos a postos

Os quatro médicos forenses portugueses que vão integrar as equipas de socorro internacionais na Tailândia chegaram a Phuket. Com eles, viajou desde Lisboa um militar da GNR que irá tambem reforçar a missão em curso nas até há uma semana paradisíacas praias tailandesas.
2 de Janeiro de 2005 às 13:00
Aguarda-os, a todos, um reino mergulhado na agonia, no começo de um ano que jamais será esquecido. Ontem, na tradiconal mensagem de Ano Novo, o monarca tailandês pediu aos seus súbditos que mantenham a unidade e o bom coração “nos tempos difíceis que vivem”.
Um pedido quase impossível de cumprir. Porque a tarefa não é fácil. De acordo com as autoridades, o número de mortos no país ascendia ontem a 4541, com tendência para aumentar uma vez que existem ainda 6479 desaparecidos. O número de feridos ultrapassa os dez mil e os desalojados acorrem aos centros de ajuda internacional de Phuket, à procura de... tudo. Por toda a zona balnear existem bancas destinadas a ajudar os afectados pelo sismo: os que perderam algo e, sobretudo, os que perderam alguém.
A ajuda chega de todo o Mundo. Vê-se num avião da Força Aérea brasileira que descansa no aeroporto internacional de Pukhet e nos caixotes com o nome de inúmeros países amontoados ao seu lado na pista. Vê-se também nas riscas brilhantes das fardas dos três socorristas europeus que caminham, noite escura, pela beira da estrada, enquanto no carro o motorista ouve uma quase incompreensível canção. Quase, porque há uma palavra japonesa, sete letras ocidentais, que aparece em jeito de refrão. Tsunami, canta a voz triste de uma mulher.
Com outros ritmos, um pouco por toda a parte, a zona de Phuket luta por continuar a ser o que sempre foi. Os bares estão abertos, os restaurantes e as lojas de lembranças também. E à noite, em muitas zonas, é dificil acreditar que algo mudou. Afinal, muitos tipos louros e bronzeados–sejam americanos, ingleses, alemães ou nórdicos – continuam por cá. Mas por quanto tempo e quantos mais, perguntam os tailandeses. “Agora vai ser mau”, queixa-se um comerciante, “os turistas não aparecem. Ainda vai demorar muito tempo”, lamenta.
Mais rápida parece estar a ser a resposta política ao maremoto. Como anunciaram vários responsáveis , nos próximos dias, vários países do Indico vão reunir-se para implementarem na zona um sistema de detecção de maremotos semelhante ao já existente no Pacífico.
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