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Menino morre no recreio

Vítima tinha problemas cardíacos desde a nascença. Ainda se pensou que tivesse sido alvejada
14 de Outubro de 2010 às 00:30
Criança estava a brincar junto ao escorrega quando caiu desamparada
Criança estava a brincar junto ao escorrega quando caiu desamparada FOTO: Pedro Monserrate

Um menino de seis anos faleceu ontem, vítima de morte súbita, na escola EB 1 nº 2 de Massamá, no concelho de Sintra, quando brincava com colegas durante o recreio. Ao que tudo indica, a criança terá morrido devido a problemas de coração, dos quais sofria desde a nascença.

A tragédia teve lugar poucos minutos depois do meio-dia, quando, sem razão aparente, o menino caiu desamparado no chão, junto a umas casas de madeira e a um escorrega que servem de apoio às brincadeiras das crianças. O pedido de socorro chegou aos bombeiros às 12h12, mas, quando alertada a PSP, havia relatos de uma situação diferente. A comunicação dava conta de que um menino teria sido provavelmente atingido por uma bala, fruto de um desacato com armas de fogo que estaria a acontecer no exterior do estabelecimento.

O INEM deslocou-se de imediato à escola, mas não conseguiu vislumbrar qualquer ferida de arma de fogo. Quando os pais chegaram ao local, revelaram à equipa médica a doença do filho.

O menino, que frequentava a escola desde o início do ano lectivo, estava a brincar com os colegas enquanto aguardavam a hora do almoço. Foram eles que alertaram as auxiliares quando a criança caiu no chão.

Os auxiliares vedaram prontamente a área ao acesso das outras crianças, que foram mantidas na parte de cima do pátio.

Ainda assim, e perante aquele cenário, o INEM decidiu chamar dois psicólogos, que deram assistências às crianças que brincavam com a vítima – algumas em estado de choque – assim como aos pais.

Confrontada pelo Correio da Manhã com o que tinha sucedido, a direcção da EB 1 nº 2 de Massamá delegou quaisquer informações para o Ministério da Educação, através da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo.

Por e-mail, o Ministério da Educação confirmou que a criança "desfaleceu subitamente, sem causa aparente", e que foi encaminhado "apoio psicológico para a escola".

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