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Orgias: Juiz acredita que vídeo é autêntico

Juiz acredita que imagens de vídeo de orgia são autênticas. CM descobriu e mostra a serpente do desejo num tornozelo.
2 de Outubro de 2011 às 01:00
Tatuagem de serpente no tornozelo permitia às mulheres terem acesso às orgias em que participavam José Castelo Branco e o empresárioJoão
Tatuagem de serpente no tornozelo permitia às mulheres terem acesso às orgias em que participavam José Castelo Branco e o empresárioJoão FOTO: d.r.

O juiz de instrução criminal do Tribunal de Famalicão não tem dúvidas quanto à autenticidade do vídeo que mostra José Castelo Branco numa orgia com João Ferreira e a mulher, que diz ter sido forçada a ter relações sexuais. O magistrado acredita que a gravação, tal como as centenas de fotografias e outras filmagens que se encontram anexas ao processo, é verdadeira. O juiz decidiu, por isso, declarar o caso sigiloso, impedindo o acesso aos autos, pois entende que a intimidade dos intervenientes deve ser protegida. "Quando anuíram à gravação de som e imagem, com certeza que não esperavam vê-las difundidas perante outras pessoas", diz o magistrado num despacho enviado ao CM.

Os encontros sexuais, que tinham lugar nos mais luxuosos hotéis da linha de Cascais e do Algarve, decorriam em absoluto segredo. As mulheres que participavam tinham de mostrar a sua "senha de acesso" para entrar: a tatuagem de uma serpente no tornozelo direito. Tal marca permitia-lhes serem reconhecidas perante o grupo e demonstrar que estavam dispostas a ter relações sexuais.

A vítima e outras mulheres aparecem em diversas fotos, que estão apreendidas no processo, a exibir a referida tatuagem.

Os locais e horas em que decorriam as orgias eram divulgados de forma muito discreta. Não era qualquer pessoa que podia entrar nas orgias. Tinha de ter um de dois requisitos: a fortuna ou a fama. Empresários do Vale do Ave e famosos como Castelo Branco eram participantes frequentes. Nas imagens, são também visíveis relações-públicas e pelo menos a filha de um deputado. Os contactos faziam--se por ‘passa palavra’, evitando-se até os contactos telefónicos.

O grupo abria apenas excepção para a entrada de prostitutas e de travestis, cujos serviços eram requisitados com muita frequência.

NÓDOAS NEGRAS RESULTANTES DE SADOMASOQUISMO

Anexas ao processo estão também diversas fotografias que mostram a vítima com fatos de cabedal, chicotes e máscaras. A defesa pretende usar estas imagens para provar que as nódoas negras que a mulher apresentava com frequência eram resultantes das cenas de sadomasoquismo que ocorriam durante as orgias. Como trunfo, o Ministério Público tem, no entanto, o depoimento da filha do casal, de apenas 10 anos, que disse à Polícia Judiciária que o pai batia na mãe.

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