Passos Coelho sobe o IVA para não cortar pensões

Presidente do PSD vai comprometer-se a não congelar pensões dos mais desfavorecidos.
24.03.11
  • partilhe
  • 7
  • +
Passos Coelho sobe o IVA para não cortar pensões
Passos Coelho garante que vai ter um “governo historicamente curto”, com um máximo de 10 a 11 ministérios. E quer também encurtar os prazos para as eleições antecipadas Foto Pedro Catarino

Pedro Passos Coelho não vai congelar as pensões mais baixas nem cortar nas mais altas se o PSD vencer as eleições antecipadas e for nomeado primeiro-ministro.

O CM sabe que, ao contrário da proposta do PEC 4 do Governo demissionário de José Sócrates, ontem rejeitada na Assembleia da República, o líder dos sociais-democratas vai afirmar no programa eleitoral que se recusa a congelar o poder de compra dos pensionistas mais desfavorecidos. Mas pretende também compensar estas verbas perdidas na redução do défice com um aumento do IVA para 24% ou 25%.

Entre outras medidas de contenção de custos da máquina do Estado, a chamada "gordura do Estado" que já prometeu diminuir, Passos Coelho quer reduzir a dimensão de um executivo chefiado pelo PSD para 10 ou 11 ministérios, no máximo, mesmo que tenha de governar em coligação com outros partidos, depois das eleições. Seria assim, nas suas palavras, "o governo mais curto da história" da democracia.

Outra das novidades que o presidente do PSD vai apresentar aos portugueses no programa eleitoral é a "junção" dos ministérios da Justiça e da Administração Interna. Em declarações ao Correio da Manhã, Pedro Passos Coelho considera que "faz todo o sentido proceder a uma junção, que não é uma fusão, mas um chapéu de comando comum, num Ministério da Justiça e da Administração Interna".

Ainda de acordo com as palavras do presidente do PSD, esta medida não é motivada apenas pela redução de custos, mas por questões operacionais: "Deste modo, com uma estratégia também comum na Justiça e na Administração Interna, o próximo governo poderá apresentar uma redobrada robustez do Estado numa área especialmente sensível, em que faz todo o sentido a coordenação de políticas."

Pedro Passos Coelho acrescenta ao CM que, "não sendo esta junção uma novidade na Europa e no Mundo, uma vez que existem alguns países que já apresentam este modelo, não deixa de ser uma inovação proposta pelo PSD".

A aposta na redução do número de gabinetes inclui também o número de assessores e de adjuntos, a que chamou de "máquina paralela" à administração do Estado a funcionar no governo: "É absolutamente incrível o número de assessores e de adjuntos, de tarefeiros nos gabinetes dos ministros e dos secretários de Estado."

O líder do PSD quer ainda encurtar os prazos para a marcação de eleições antecipadas. O grupo parlamentar social-democrata vai tentar acelerar a discussão e aprovação na especialidade do projecto do CDS que vai nesse sentido e que já foi aprovado em plenário.

O SUPER-MINISTRO DA ECONOMIA

Eduardo Catroga é o nome escolhido por Passos Coelho para um ministério da Economia com competências acrescidas, incluindo o Trabalho. O antigo ministro das Finanças de Cavaco Silva liderou as negociações com o Governo para a aprovação do anterior PEC, que decorreram aliás num ambiente de grande tensão. O fiscalista e economista é também o responsável pelo programa eleitoral do PSD. 

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!