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PGR remeteu escutas para juiz

Pinto Monteiro remeteu para o juiz de instrução criminal do processo Taguspark a decisão sobre o envio das escutas telefónicas ao Parlamento.
30 de Abril de 2010 às 00:30
Zeinal Bava foi ontem ao Parlamento acompanhado pelo advogado José António Barreiros
Zeinal Bava foi ontem ao Parlamento acompanhado pelo advogado José António Barreiros FOTO: Manuel de Almeida/Lusa

O procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, remeteu para o juiz de instrução do processo Taguspark a decisão de enviar ao Parlamento as escutas telefónicas do caso ‘Face Oculta’ que estão integradas no dossiê sobre as investigações ao contrato de Luís Figo com o Taguspark. Como ainda decorre o prazo de vinte dias para a abertura de instrução, o processo não foi distribuído a um juiz.

A Procuradoria Geral da República garantiu ontem ao CM que Pinto Monteiro 'enviou à Assembleia da República o documento referente à acusação deduzida no processo Taguspark'. E deixou claro que 'os restantes elementos terão de ser pedidos ao DIAP [Departamento de Investigação e Acção Penal] de Lisboa, tendo em conta que será necessária autorização do senhor juiz de instrução criminal'.

Seja como for, independentemente da decisão do PGR, a última decisão sobre o envio das escutas ao Parlamento cabe ao juiz de instrução. Para já, o processo Taguspark permanece na 9ª secção do DIAP.

Ontem, BE e PCP requereram ao DIAP o envio dos elementos de prova integrados no caso Taguspark.

ZEINAL BAVA ADMITE REUNIÕES EM MAIO

Zeinal Bava confirmou ontem que manteve 'reuniões em Maio para discutir' a compra da Media Capital, ao mesmo tempo que reafirmou que as negociações apenas se iniciaram a 19 de Junho. Ouvido na comissão de inquérito, o CEO da PT fez questão de dizer que a empresa desde sempre esteve interessada em entrar numa televisão, e garantiu ter sido ele próprio o 'pai' da ideia de comprar parte da Media Capital (que detém a TVI). Zeinal, que se fez acompanhar do advogado José António Barreiros, disse ainda aos deputados que enquanto esteve na PT o 'Estado nunca interveio' em nenhum negócio: 'Nunca senti interferência ou pressão para fazer esta transacção'. Sobre Rui Pedro Soares disse nunca suspeitar de que actuasse com fins políticos.

MONIZ CONTRADIZ BERNARDO BAIRRÃO 

José Eduardo Moniz disse ontem no Parlamento que ficou a par das negociações 'algures em Maio', através de Bernardo Bairrão, contrariando o que este dissera: que apenas teve conhecimento do negócio PT-TVI a 19 de Junho. O ex--director-geral da TVI manifestou-se ainda convicto de que o Governo sabia do negócio.

PORMENORES 

SILVA PEREIRA NA CALHA

O BE admite vir a chamar à Comissão de Inquérito o ministro Silva Pereira para saber como teve acesso a uma informação interna da PT .

PGR NEGA DESPACHOS 

O PGR recusou enviar à comissão de inquérito os despachos de arquivamento das certidões extraídas do processo ‘Face Oculta’.

QUEIXA CONTRA RUI PEDRO 

A PGR deu andamento à queixa de desobediência pela recusa de Rui Pedro Soares em responder aos deputados.

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