Barra Cofina

Correio da Manhã

Exclusivos
7

PJ procura ‘Mantorras’

Mamadou Keita, 26 anos, foi assassinado com facada no coração em ajuste de contas, à frente dos amigos. Pouco antes, o homicida esteve em casa da vítima, à sua procura, e falou com a mãe.
6 de Julho de 2011 às 00:30
Mamadou Keita 26 anos, foi morto à facada quando estava com amigos na praceta das Descobertas, em Agualva-Cacém
Mamadou Keita 26 anos, foi morto à facada quando estava com amigos na praceta das Descobertas, em Agualva-Cacém FOTO: Mariline Alves

O grupo de amigos viu parar um carro junto deles, na praceta das Descobertas, em Agualva-Cacém, Sintra, anteontem à noite. E lá de dentro saíram três homens, entre eles ‘Mantorras’ como é conhecido na zona o assaltante de 22 anos, faca na mão e alvo traçado. Houve discussão, e em pouco tempo Mamadou Keita, 26 anos, caiu no chão de faca espetada no peito. Os amigos levaram-no ao quartel dos bombeiros, mas acabou por não resistir e morreu. A única facada atingira-o em cheio no coração.

O homicida, jovem alto e magro, cabelo curto, está referenciado por assaltos à mão armada. E continua a monte, já identificado e procurado pela Secção de Homicídios da Polícia Judiciária de Lisboa. Ao que o CM apurou, foi lançado um alerta para o caso de tentar sair do País. Se o fizer será rapidamente apanhado.

A prova testemunhal está feita, identificado pelos jovens que assistiram a tudo e pela mãe da vítima – que horas antes abrira a porta de casa ao homicida do filho. Só falta o motivo, que ninguém conta, mas passa por um ajuste de contas antigas entre os dois.

"Mal abri a porta o rapaz perguntou pelo Mamadou. Como ele não estava, foi embora. Eu não o conheço, pareceu muito calmo. Até me chamou tia. Os polícias disseram que suspeitavam de que ele tivesse morto o meu filho", diz Alexandra Lopes, que vivia com Mamadou e dois filhos mais novos. "Estou destroçada. A polícia veio avisar-me que tinham assassinado o meu filho e eu nem sequer sei porquê nem onde."

VINGANÇA ENTRE GRUPOS RIVAIS DA ZONA

A PSP foi alertada directamente pelos bombeiros para o esfaqueamento mortal de Mamadou Keita. No entanto, a investigação já passou para a Polícia Judiciária de Lisboa, que recolheu as provas e chegou à identidade do homicida. Conhecido pelas autoridades por roubos à mão armada, ‘Mantorras’ está ainda em parte incerta. Ao que o CM apurou, o crime foi motivado por uma vingança não especificada entre grupos rivais, até porque a PJ sabe que eles se conheciam, através do depoimento da mãe e dos amigos, que testemunharam a morte

de Mamadou. Enquanto o homicida não é encontrado, a PJ já emitiu um alerta para todas as polícias, com a fotografia do suspeito, evitando que consiga escapar para outro país. Ainda não foram apuradas as circunstâncias em que Mamadou e ‘Mantorras’ se conheceram.

"FIZERAM TUDO PARA O SALVAR"

Quando Mamadou Keita foi levado por um amigo ao quartel dos Bombeiros de Agualva-Cacém, ia já inconsciente. Com a vítima a esvair-se em sangue, os bombeiros tentaram fazer manobras de reanimação, mas já nada podiam fazer para salvar o jovem de 26 anos. A mãe de Mamadou soube da situação através da PSP, e foi ao quartel. "Ele já estava na ambulância, morto. Os bombeiros fizeram tudo para o salvar e nem assim. É uma desgraça que aconteceu na minha casa", disse Alexandra Lopes. O cadáver está no Instituto de Medicina Legal e os familiares da vítima ainda não sabem quando se realiza o funeral.

 

AGUALVA SINTRA HOMICÍDIO GRUPOS RIVAIS
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)