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Porteiro de escola abusa de alunas

Rafael, de 51 anos, esqueceu-se do telemóvel numa pastelaria. Funcionária procurou saber de quem era e descobriu as imagens das vítimas nuas.
6 de Agosto de 2011 às 00:30
O suspeito foi ontem ouvido durante duas horas no Tribunal de Albufeira e saiu, pelas 14h30, para prisão domiciliária. O telemóvel com vídeos e fotos, esquecido numa pastelaria, foi fatal
O suspeito foi ontem ouvido durante duas horas no Tribunal de Albufeira e saiu, pelas 14h30, para prisão domiciliária. O telemóvel com vídeos e fotos, esquecido numa pastelaria, foi fatal FOTO: Miguel Veterano

Um auxiliar de educação colocado pela câmara de Albufeira na portaria de uma escola básica daquela cidade algarvia foi detido pela Polícia Judiciária de Faro, por ter abusado sexualmente de três alunas, de 8, 11 e 12 anos. Aliciava-as com doces, levava--as para casa, despia-as, filmava-as com o telemóvel, acariciava-as e masturbava-se diante delas. Foi ontem posto em prisão domiciliária.

O predador foi denunciado no passado sábado, por se ter esquecido do telemóvel na pastelaria Barhon, na zona histórica de Albufeira. Uma funcionária do estabelecimento procurou ver a lista de contactos no aparelho e acabou por visionar fotos e filmes das meninas nuas. Chocada, mostrou as imagens a uma colega de um restaurante em frente, que fez a denúncia. "O que vi era horrível. Não há palavras. Telefonei para a linha da violência doméstica, que me encaminhou para as autoridades", disse ao CM, a mulher (ver caixa).

Rafael, de 51 anos, foi detido pela PJ na quarta-feira e confessou os crimes. A Directoria do Sul da PJ identificou todas as vítimas do predador. As três menores são de famílias muito humildes, o que terá facilitado o aliciamento, que nalguns casos foi mesmo feito com oferta de dinheiro.

O homem foi ontem presente ao Tribunal de Albufeira, que lhe decretou prisão domiciliária e proibição de contacto com menores, após duas horas de interrogatório judicial. O suspeito reside sozinho, mas tem um filho com 16 anos, única excepção de contacto com menores autorizada pelo tribunal. O crime chocou a comunidade escolar, onde o porteiro era visto como uma pessoa de confiança. "Toda a gente gostava dele", disse um pai ao CM.

DIZIA AOS PAIS PARA DEIXAREM FILHOS COM ELE

Rafael era auxiliar educativo na mesma escola há pelo menos três anos. Era um porteiro afável e que suscitava confiança à comunidade escolar. "Era uma pessoa prestável e simpática, que tratava bem tanto as crianças como os pais."

O espanto foi geral. Segundo o CM apurou, o trato afável do funcionário fez com que nunca levantasse suspeitas, mesmo quando se oferecia aos pais para tomar conta dos filhos, quando estes se atrasavam a ir buscá-los à escola. E era oferta que fazia muitas vezes. Nem sequer o aspecto - considerado pouco cuidado - de Rafael levava a que os pais procurassem evitar que os filhos ficassem sozinhos com ele. "Convencia-nos pela simpatia", disse um encarregado de educação.

PREDADOR NÃO FILMAVA ROSTO DAS VÍTIMAS

Rafael era auxiliar educativo na mesma escola há pelo menos três anos. Era um porteiro afável e que suscitava confiança à comunidade escolar. "Era uma pessoa prestável e simpática, que tratava bem tanto as crianças como os pais."

O espanto foi geral. Segundo o CM apurou, o trato afável do funcionário fez com que nunca levantasse suspeitas, mesmo quando se oferecia aos pais para tomar conta dos filhos, quando estes se atrasavam a ir buscá-los à escola. E era oferta que fazia muitas vezes. Nem sequer o aspecto - considerado pouco cuidado - de Rafael levava a que os pais procurassem evitar que os filhos ficassem sozinhos com ele. "Convencia-nos pela simpatia", disse um encarregado de educação.

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