As pressões exercidas para que Deco, jogador do FC Porto, não fosse punido no caso que ficou conhecido como o da ‘bota’ – um incidente ocorrido no final de Outubro de 2003, num jogo Boavista-FC Porto, arbitrado por Paulo Paraty – podem ser conhecidas através da leitura das escutas telefónicas no âmbito do processo ‘Apito Dourado’. As transcrições estão anexas ao processo e sustentam uma das certidões que se mantém em investigação no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto. Pinto da Costa e Valentim Loureiro estão indiciados por tráfico de influências. Mas as conversas envolvem muitos outros intervenientes. Designadamente, Antero Henriques e Adelino Caldeira, dirigentes portistas, e também Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e Pinto de Sousa, dirigente da arbitragem.
Punido inicialmente com três jogos de suspensão, o castigo foi diminuído para dois, por intervenção da Federação. Pinto da Costa tinha falado dias antes com Gilberto Madaíl, alertando-o de que Deco ameaçava não jogar pela Selecção e não representar Portugal no europeu.
Nas mesmas escutas anexas ao inquérito ‘Apito Dourado’, pode ainda ler-se uma conversa de Pinto da Costa com Pinto de Sousa onde o dirigente da arbitragem garante ao líder portista que já falara com o árbitro Paulo Paraty. O receio de ambos era que o relatório falasse de uma agressão, mas Pinto de Sousa deixa Pinto da Costa descansado: “Eu dá-me a ideia de que não vai utilizar a expressão agressão, de modo nenhum!”
Para as autoridades, este caso assumiu especial gravidade por se tratar de um dos principais jogadores. Deco era uma peça fundamental na equipa que meses depois se sagrou campeã europeia e foi também um dos atletas cuja transferência rendeu uma mais elevada maquia para os cofres do clube.
Estas escutas são anteriores ao caso Mourinho, que o CM noticiou na edição de ontem, mas fazem parte da mesma investigação. Na certidão enviada para o DIAP do Porto, Carlos Teixeira, magistrado de Gondomar, alertou ainda para a alegada promiscuidade com os magistrados que presidiam os órgãos disciplinares da Liga. Mais uma vez, o nome dos juízes foi referido nas escutas.
LEIA TUDO SOBRE O QUE ELES DISSERAM NAS ESCUTAS
“O gajo diz que atirou ostensivamente a bota ao árbitro”
Pinto da Costa sabe que o delegado da Liga escreveu que se tratou de uma agressão. Telefona a Valentim Loureiro a protestar pelo teor do relatório.
Pinto da Costa (PC) - Estou?
Valentim Loureiro (VL) - Então, ilustre presidente!
PC - Como?
VL - …dono do prédio das Antas!
PC - Já sei!
VL - Fala o inquilino! Está tudo bem ou quê?
PC - Olhe… não está nada tudo bem, que lá o delegado da Liga é um filho da puta!
VL - Quem é o gajo?
PC - É…
VL - Eu não sei, nem sei quem foi…O sr. Óscar!
PC - É… mas é um… o gajo… é mentira! Eu estive a ver as imagens…
VL - Ah, já?
PC - …o gajo atira ostensivamente bota para o chão… e o gajo diz que o atingiu… atirou ostensivamente a bota ao árbitro… e que o atingiu, o que não é verdade! VL - Mas o árbitro… mas o árbitro também não diz qualquer coisa disso?
PC - Não, o árbitro diz que lhe lançou… lançou a… em direcção a ele a bota… (...) agora, o outro é que diz que atirou ostensivamente, o que é mentira! (…) Ó pá, é fodido ser expulso injustamente…
VL - Eu percebo, eu percebo.
PC - …e reage, pá!, que o gajo é que lhe tira a bota… o gajo diz: “Saltou-lhe a bota.”
VL - Mas, ó Jorge, você veja… veja aí com os seus serviços… como as coisas poderiam… conduzir-se para minorar os efeitos, pá… ponha aí alguém a estudar isso, pá!
PC - Pois, isso já estão!
VL -…a estudar isso porque… a estudar essa merda porque é… esta coisa… e que vem nos jornais é estúpido.
PC - Aquele Paraty… Paraty é uma merda! Nem…
VL - Ó pá… uma merda…
PC - …não tem categoria para um jogo daqueles!
VL - Sim, não… o gajo ali chegava, matava a jogada e tal…
PC - Já sabe quem saiu para a Taça?
VL - Quem?
PC - Porto-Boavista! (…)
VL - Lá vai o Boavista descansar, caralho. Foda-se!, o caralho!
Pinto da Costa fala com Pinto de Sousa sobre o relatório de Paraty. Que já garantira ao presidente da arbitragem que não iria utilizar a expressão “agressão”.
Pinto de Sousa (PS) - Olha, é o seguinte… (...)
Já falámos… portanto, eu dá-me ideia que não vai utilizar a expressão “agressão”, de modo nenhum!... portanto, ele até disse, muito contritamente: “Não, eu não sou vilão!”… e, portanto, não vai utilizar a frase… portanto, será o comportamento incorrecto, etc., etc., pronto!, e isso foi o… e até, inclusivamente, ele disse: “Já estou… estou a ser convocado pelo Conselho de Disciplina…” …até podias dizer ao Adelino Caldeira que ele vai ser ouvido pela Comissão Disciplinar da Liga (…) Não convém dizer nada… só nós é que sabemos, não é?
PC - Claro, claro!
PS - (…) Agora, ficaria bem, pá, ouve lá!, e ajudava muito, vê lá se podias fazer isso, pá, que alguém do FC Porto, talvez o Reinaldo Teles… e o Deco telefonarem a pedir desculpa, pá!… (…) vês algum inconveniente nisso?
PC - O Reinaldo não vejo problema… (...)
PS - E o Deco! E o Deco!
PC - Ó!, muito menos! Ah, ah, ah!
PS - Porquê?
PC - Mas foi ele que deu a ideia, não?
PS - Foi ele que deu a ideia, pá…(…) Pelo menos podiam pedir-lhe desculpa, não é?
PC - Mas ele, quem?
PS - Ele! Ele, Paraty!, como é evidente!
Adelino Caldeira telefona a Pinto da Costa a dar-lhe conta da punição que será aplicada a Deco.
Adelino Caldeira (AC) - Olhe, não comente até segunda-feira se não eles apanham o meu informador!... mas… deu três jogos!
Pinto da Costa (PC) - Está bem… era o que calculava, não é?
AC - Não, calculava dois e estava com medo dos gajos, porque os gajos realmente são uns cabrões, pá! Agravaram em um… até mandou proposta para o instrutor! Para nós é igual porque… ele não jogar no Marítimo é igual mas é uma filha da putice destes gajos! Ainda gozaram lá com a situação, os cabrões!
Pinto da Costa fala com Deco e combina que o jogador deverá ameaçar que não joga na Selecção. Só assim poderá atemorizar a Federação para que diminua o castigo.
Pinto da Costa (PC) - Estou!
Deco (D) - Sim.
PC - Estou! É presidente! (...) Estou-te a falar pelo seguinte… amanhã, como sabes nós metemos o recurso do teu castigo, não é? (...) e vai sair naquela coisa do “Pato”…
D - Hum…
PC - …uma coisa a dizer… do género de: “Pode estourar uma bomba… ofendido com o que foi dito… aquele termo de “indigno” e o castigo”.
D - Hum.
PC - …e tal... “Pode estourar uma bomba, que é possível que o Deco, desgostoso com a perseguição…” – dentro daquilo que tu dissestes hoje!
D - Sim, sim…
PC - …“ofendido com a perseguição que lhe está a ser feita, se calhar, vai pedir dispensa de jogar no… no… na Selecção ou no Europeu”…uma coisa assim, estás a perceber?
D - Hum, hum!
PC - …que é como forma de pressão para…
D - Hum, hum…
PC -…para o Conselho! Portanto, se amanhã alguém te perguntar se isso é verdade, se não é, o que pensas, tu dizes: “Desculpe, sobre isto não falo nem uma palavra! Na altura própria, eu… eu direi…”
Pinto da Costa recebe uma chamada de Antero Rodrigues, que já está a par da pressão exercida sobre a Federação e comenta a ameaça de Deco não jogar.
PC - Sim?
A - Presidente, bom dia!
PC - Então?
A - Esta do “Pato”, do Deco… vou-lhe dizer uma coisa, pá!... eu sabia que o presidente era um génio mas esta!, foda-se!
PC - Como é que vem?
A - Vem espectacular, pá!
PC - Como é que está?
A - Acho que é uma chantagem fantástica!...
Pinto da Costa recebe uma chamada de Gilberto Madaíl e faz a mesma ameaça. Diz que Deco admite abandonar a Selecção por causa do castigo da Liga.
Pinto da Costa (PC) - Estou?
Gilberto Madaíl (GM) - Como é que está o meu amigo?
PC - Óóó, oó!, então? (…)
PC - Olhe, eu… preciso de falar com o meu amigo, mas tem tempo… (...) é só depois do Real Madrid. O Deco vai tomar uma posição sobre a Selecção…
GM - Ai é? Hum…
PC -…é! Porque aquilo é muito grave o que foi dito, nós já temos a informação de que quem escreveu aquilo foi o próprio presidente do Conselho de Disciplina… e entendo que se não houver uma reparação, se ele é indigno, não deve jogar pela Selecção!... (...)
GM - Mas o presidente do Conselho de Disciplina já escreveu?
PC - escreveu no relatório… no acórdão, quando foi castigado (…) ele diz que se não houver uma reparação, seja de quem for, ou da Federação a desmarcar-se do…
GM - Não, tem que ser!
PC - …daquilo, ele… ele, depois do Real Madrid vai pedir escusa da Selecção!
GM - Hum… presidente, eu vou ver isso… obrigadinho por me ter avisado!
A Federação diminui o castigo a Deco e Pinto da Costa telefona a Valentim Loureiro a dar-lhe conta disso.
PC - Estou, sr. Major! Como está?
VL - Então como é que vai o meu amigo? Está na Madeira, cara… no bananal!
PC - Então mais uma… mais uma vez… desautorizados…!
VL - Em quê?
PC - No Deco! Baixou de três para dois!
VL - Já se sabia, carago!
PC - Já se sabia? Mas é uma… esses gajos não têm vergonha, caralho!, se tivessem vergonha.
VL - Ó Jorge!
PC - Eu vou… eu vou… sabe o que é que vou dizer?
VL - Ó… você vai dizer!
PC - “É… é pena que para ser juiz não seja preciso ter vergonha!”
VL - Ó… não diga isso.
PC - Eles depois que me processem!
VL - Hum, não diga isso, pá! As várias instâncias podem sempre… (…) os tribunais é a mesma coisa! Você não viu agora o caso do Ritto e da Rita e dessa gente toda.
PC - Ó… ó Major, o que… é engraçado é que é sempre… é sempre do…
VL - Enquanto, enquanto lá estiver o Mortágua, é assim, pá!
PC - É e enquanto estiver o Cebola…
VL - …é a resposta…é a resposta que eles podem dar, pá!
PC - É…?
VL - É!
PC - Então que “deiam”! Que “deiam”! (…)
PC - Major, Major!
VL - Diga!
PC -…mas você, um dia… vamos os três… Eu, você e o Mortágua e depois o Mortágua conta-lhe coisas!
VL - Óptimo! Pronto…! Se ele me contar, pá… sei lá! Sei lá disso! Mas quê?!, do Gomes da Silva?
PC - O pior de todos é um tal Cebola…
VL - O Cebola... mas eu nem sei quem ele é… o Cebola… eu só conheço este gajo e um rapaz agora novo, que apareceu… de Famalicão ou não sei quê!, pá!... substituiu um outro gajo que foi para Timor ou para o caralho, pá! De resto, nem os conheço, pá! Cebola…?!... Cebola, até cheira mal, pá! Cebola…
PC - É de Coimbra! É um gajo de Coimbra…
VL - Não sei quem é! E… e… e é quê? do Benfica?
PC - Não sei o que é! Sei que é o mais anti-Porto possível! Isto dito pelo Mortágua!
RELATÓRIO DO DELEGADO (Pinto da Costa)
“O delegado da Liga é um filho da puta. (...) Diz que o atingiu. Atirou ostensivamente a bola ao árbitro... E que o atingiu, o que não é verdade.”
POSIÇÃO DO ÁRBITRO (Pinto de Sousa)
“Já falámos. (...) Eu dá-me a ideia de que não vai utilizar a expressão agressão, de modo nenhum! (...) será o comportamento incorrecto.”
DECO AMEAÇA NÃO JOGAR
“Se calhar vai pedir dispensa de jogar no Europeu. (...) É uma forma de pressão para o Conselho. Portanto, se amanhã alguém te perguntar se isso é verdade, se não é, o que pensas, tu dizes: ‘Desculpe, sobre isso não falo nem um a palavra. Na altura própria eu... eu direi’.”
CASTIGO DE DECO DESCE DE TRÊS PARA DOIS JOGOS
“Mais uma vez desautorizados. (...) No Deco, baixou de três para dois! Sabe o que eu vou dizer? (...) É pena que para se ser juiz não seja preciso ter vergonha.”
DECO FOI PARA BARCELONA
Deco saiu do FC Porto no final da época 2003/2004, quando o clube se sagrou campeão europeu. Nos últimos anos, foi um dos mais rentáveis negócios dos azuis-e-brancos.
15 MILHÕES EM CAIXA
O acordo com o Barcelona, oficializado a 6 de Julho de 2004, estabeleceu o pagamento de 15 milhões e a aquisição dos direitos desportivos do jogador Ricardo Quaresma.
AGRESSÃO DAVA SUSPENSÃO
A agressão ao árbitro poderia ser punida com vários meses de suspensão. Dois anos antes, um caso semelhante tivera como interveniente João Pinto, durante o Mundial da Coreia/Japão.
JOGADOR FUNDAMENTAL
Na época 2003/2004 o FC Porto ganhou os mais importantes títulos nacionais e europeus. A participação de Deco era fundamental para alcançar os objectivos portistas.
JUIZ NEGA PEDIDOS
O juiz António Mortágua assegurou ontem ao CM que nem ele nem qualquer um dos seus dois filhos “tem ou teve qualquer contrato de trabalho” celebrado com a Câmara Municipal de Gondomar.
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