Barra Cofina

Correio da Manhã

Exclusivos
2

PSP esfaqueado por marido traído

Agressor estava convicto de que o agente da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa mantinha relação com a sua mulher e atacou-o com faca de cozinha
15 de Setembro de 2010 às 00:30
Bombeiros cobriram o sangue, que estava espalhado por todo o parque de estacionamento em frente ao prédio do agressor, com pó de pedra
Bombeiros cobriram o sangue, que estava espalhado por todo o parque de estacionamento em frente ao prédio do agressor, com pó de pedra FOTO: Bruno Agostinho

Um agente da PSP, fora de serviço, foi na madrugada de ontem esfaqueado na Damaia, Amadora, pelo marido de uma mulher com a qual o polícia, alegadamente, manteria uma relação extraconjugal. O agente, de 33 anos, que sofreu ferimentos graves no abdómen e num braço, teve de ser operado de urgência em Lisboa mas já está fora de perigo.

Foram os gritos desesperados de uma mulher que chamaram a atenção dos moradores do nº 13 da rua José Estevão, na Damaia. "Eram cerca de 06h00 quando vim à janela. Vi um homem aninhado junto a um carro, coberto de sangue, e a pedir a outro, que tinha uma faca na mão, para que o ajudasse. Mas ele voltou-lhe as costas e foi-se embora", recordou ontem ao CM uma moradora, que àquela hora se começava a preparar para sair de casa. "Já a mulher ficou sempre junto do ferido, a gritar e a chorar. Quando a polícia chegou aqui é que foi afastada."

Segundo fontes da PSP contactadas pelo CM, as razões para a tentativa de homicídio prendem-se com uma relação extraconjugal mantida entre a mulher, de 38 anos, e o agente da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa, que foi atingido com uma faca de cozinha já no interior da sua viatura, estacionada em frente à casa do agressor. Segundo um outro morador, os três já se conheciam. "[O agredido] ia lá muitas vezes a casa e os três costumavam sair com frequência. Por isso, é tudo surpreendente." Todos garantem que o casal, com dois filhos menores e a viver no prédio há cerca de quatro anos, era "pacato". "Eles nunca deram problemas."

Depois de esfaquear o polícia, o agressor, de 42 anos, refugiou-se em casa, onde foi detido, sem oferecer resistência, pela PSP. O agente foi levado de urgência para o Hospital de São Francisco Xavier, com ferimentos no abdómen e no braço direito. Um dos golpes afectou um tendão do braço, mas até ao fecho desta edição ainda não se sabia quais as consequências. Depois de operado ficou no recobro.

AGRESSOR SERÁ INTERROGADO HOJE PELO JUIZ

O agressor passou a noite detido e só hoje é que vai ser presente ao juiz, no Tribunal da Amadora, para determinação de medidas de coacção. Pode vir a responder por homicídio na forma tentada ou ofensa à integridade física. O homem foi detido cerca das 07h30 de ontem, em casa. Ainda estava na posse da faca de cozinha de grandes dimensões que usou para esfaquear o polícia. Não ofereceu resistência mas por precaução a PSP foi obrigada a cercar o prédio, numa operação aparatosa. Já a vítima foi transferida ao final da tarde – depois de submetida a duas operações, ao braço e ao abdómen, e depois de ter estado algumas horas no recobro em São Francisco Xavier – para o Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide. O seu estado era estável. Só não se sabia ainda a gravidade do ferimento no tendão do braço.

O agressor passou a noite detido e só hoje é que vai ser presente ao juiz, no Tribunal da Amadora, para determinação de medidas de coacção. Pode vir a responder por homicídio na forma tentada ou ofensa à integridade física. O homem foi detido cerca das 07h30 de ontem, em casa. Ainda estava na posse da faca de cozinha de grandes dimensões que usou para esfaquear o polícia. Não ofereceu resistência mas por precaução a PSP foi obrigada a cercar o prédio, numa operação aparatosa. Já a vítima foi transferida ao final da tarde – depois de submetida a duas operações, ao braço e ao abdómen, e depois de ter estado algumas horas no recobro em São Francisco Xavier – para o Hospital de Santa Cruz, em Carnaxide. O seu estado era estável. Só não se sabia ainda a gravidade do ferimento no tendão do braço.

"FICO ADMIRADA, ERA UM CASAL MUITO CALMO"

O agressor, electricista, vivia no nº 13 da rua José Estevão há cerca de quatro anos, com a mulher, que teria dois empregos, um de dia e outro à noite. " Estou muito admirada! O casal era muito calmo. Ela trabalhava de noite e regressava de madrugada. O marido trazia-a. E de dia trabalhava num cabeleireiro", referiu ao CM uma vizinha.

No prédio, nenhum dos moradores se recorda de alguma vez se ter passado algo semelhante. "Vivo aqui há vários anos e a única coisa que me lembro é de uma vez os moradores num apartamento terem sido presos por tráfico de droga", contou ontem a mesma fonte.

 

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)