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Correio da Manhã

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Que ricos ordenados

A propósito da notícia ‘Que ricos ordenados’, recebemos do conselho de administração da RTP a carta que a seguir publicamos, ao abrigo do Direito de Resposta:
23 de Fevereiro de 2005 às 00:00
“Publicou o CM em 20-02-05, com o relevo em 1ª página, uma notícia (‘cacha’), veiculando informações sobre salários dos trabalhadores da empresa que, para além da devassa que significa à vida privada dos titulares dos rendimentos (questão que cumpre aos próprios tratar), contém incorrecções que, só por não haver vontade do respectivo autor, não foram eliminadas, para o que bastaria contactar a RTP – sendo certo que, apesar de ter havido um contacto com o n/ administrador, Sr. Luís Marques, que não confirmou e considerou erradas algumas delas, as verbas em causa não foram devidamente rectificadas.
Assim, e após autorização dos próprios, esclarece-se que os salários ilíquidos actuais dos Srs. Luís Andrade e José Alberto Carvalho são, respectivamente, de 12 000 euros e de 15 005,67 euros. O autor da notícia contemplou, no salário do Sr. Luís Andrade, uma verba de 12 mil euros correspondente ao subsídio de férias referente a 2004 e quanto ao Sr. José Alberto Carvalho, o autor somou uma verba de 7.299,27 euros que dizia respeito a um acerto que lhe estava a ser pago naquele mês.
Trata-se de uma prestação devida ao próprio em resultado de uma recente renegociação do seu contrato de trabalho, celebrado em 3 de Outubro de 2001.
Quer um quer outro tem remuneração que está integrada na faixa superior dos salários da RTP, como aliás se constata comparando com os salários auferidos pelos outros trabalhadores referidos na notícia.
Sendo este o principal desmentido que pretendemos seja assumido por esse jornal com o relevo, no mínimo, igual a metade do que lhe foi dado pela notícia em causa, importa, ainda, esclarecer que:
a) Executa esta empresa uma política de total transparência na administração de salários, o que a leva, prática nem sempre seguida, a afixar (durante o período de 30 dias), nos respectivos serviços, os quadros globais de todos os trabalhadores e respectivas remunerações e enviá-las às entidades competentes, nomeadamente à Inspecção-Geral do Trabalho;
b) Os salários referidos integram-se, rigorosamente, no nível salarial do sector e, se alguma avaliação mais absoluta se pode fazer, é a de que os mesmos serão, em média, inferiores aos auferidos por entidades com idênticas funções, responsabilidades e qualidade de desempenho;
c) A chamada “faixa superior” de remunerações a que acima nos referimos foi já o resultado de acções tomadas por este Conselho de Administração, eliminando situações francamente superiores aos que existiam à data da s/ posse, esses sim com vários casos de mais de oito mil contos.
Refira-se, por último, que a RTP se disponibiliza desde já a patrocinar eventuais acções que os titulares dos rendimentos em causa entendam intentar em virtude da devassa da vida privada de que foram objecto.”
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