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Táxis aumentam 5% em Janeiro

Parado num semáforo, o taxímetro soma 15 cêntimos a cada 41 segundos; em Janeiro será a cada 37 segundos. Aumento vai sentir-se nas cidades.
5 de Dezembro de 2010 às 00:30
As viagens de táxi vão ficar mais caras nas cidades devido ao aumento do preço do tempo de espera
As viagens de táxi vão ficar mais caras nas cidades devido ao aumento do preço do tempo de espera FOTO: Manuel Moreira

A partir de Janeiro, andar de táxi nas grandes cidades, como Lisboa e Porto, vai ficar mais caro cerca de cinco por cento. É que o tempo de espera vai subir de 13,35 para 14,8 euros por hora, ou seja, o taxímetro passará a contar 15 cêntimos a cada 37 segundos, contra os actuais 41 segundos.

Como a bandeirada não sofre qualquer alteração, mantendo-se nos dois euros de dia e nos 2,5 euros no período nocturno, e o preço do quilómetro também se mantém (45 cêntimos de dia e 54 cêntimos à noite e ao fim-de-semana), as viagens só vão ficar mais caras nas grandes cidades, ou seja, onde há grandes tempos de espera.

Fonte do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres disse ao CM que "este aumento, a rondar os cinco por cento, foi permitido por três factores: por não ter havido actualizações em finais do ano passado; devido ao aumento da carga fiscal; e atendendo à previsão de continuação de preços altos a nível dos combustíveis".

Mário Ferreira, presidente da Ráditáxis, a maior central de táxis do Porto, assegura que o aumento "não deve atingir os cinco por cento, a não ser em horas de ponta e com trânsito muito complicado", assegurando que "a factura, em média, subirá, para o cliente, dois a três por cento".

Aliás, este responsável entende que, "a mexer-se nos preços, devia ter-se aumentado o preço do quilómetro em um ou dois cêntimos, uma vez que o gasóleo não tem parado de subir, assim como os restantes custos de produção, e as tarifas não têm sido actualizadas".

Para José Monteiro, vice-presidente da Antral, central de táxis de Lisboa, "este aumento servirá apenas para compensar a nova taxa de IVA", a partir de Janeiro.

"Nós andamos a adiar eternamente o problema, que passa pelo uso de combustíveis alternativos, uma vez que o gasóleo profissional está, para o Governo, fora de questão. Só que é necessária uma rede de abastecimento desses combustíveis, que não existe", afirma José Monteiro, lamentando o "desinteresse que os decisores têm demonstrado por este sector".

"O PRÓXIMO ANO VAI SER DE GRANDE INSTABILIDADE"

"Ano de desemprego e de grande instabilidade no sector." Esta é a previsão de José Monteiro, vice--presidente da Antral, para o ano de 2011. Este responsável diz que o pior dos cenários está à vista de todos. "As pessoas têm cada vez menos dinheiro e, quando toca a cortar, o táxi apanha naturalmente por tabela. Havendo menos clientes, o sector terá certamente de emagrecer", assegura José Monteiro. O vice-presidente da Antral diz mesmo que a quebra de clientes não terá que ver com o aumento das tarifas, mas com a crise que se vive.

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