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Figura ligada ao jet set usa nome de Marcelo para burlar

Autoridades estão a investigar dois casos em que se fizeram passar por assessores da Presidência da República.
Sónia Trigueirão e João Carlos Rodrigues 13 de Fevereiro de 2018 às 01:30
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo em Pedrógão Grande no Natal
Marcelo em Pedrógão Grande no Natal
Marcelo em Pedrógão
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo em Pedrógão Grande no Natal
Marcelo em Pedrógão Grande no Natal
Marcelo em Pedrógão
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo em Pedrógão Grande no Natal
Marcelo em Pedrógão Grande no Natal
Marcelo em Pedrógão
O Ministério Público (MP) está a investigar pelo menos dois casos de burla em que o nome da Presidência da República foi usado para obter contactos em empresas e instituições e para pedir dinheiro a empresários para supostos apoios sociais, nomeadamente para as vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande – onde morreram pelo menos 66 pessoas.

Ao que o CM apurou, um dos casos é o de um homem da zona do Estoril, Cascais, que usou o nome de um dos assessores do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para contactar os donos das maiores empresas nacionais e pedir apoios, logo após os incêndios de Pedrógão Grande.

Sabe o CM que um dos empresários chegou a transferir mais de 30 mil euros para uma conta fornecida pelo burlão.

O caso foi descoberto quando um destes empresários contactou diretamente a Presidência da República para perceber exatamente o que era necessário. Ou seja, se devia dar bens ou dinheiro e que zonas eram mais necessitadas. Os empresários foram avisados que a Presidência da República não tinha promovido tal iniciativa.

Este homem é um conhecido relações públicas que acompanha várias figuras do ‘jet set’ português e que já está devidamente identificado pelas autoridades para ir prestar depoimento sobre o assunto.

O outro caso de burla que está em investigação pelas autoridades é o de um empresário ligado à confeção de pastelaria, da zona de Coimbra, que contactou várias empresas apresentando-se também como assessor do Presidente da República, com o objetivo de angariar negócios para outras empresas das zonas afetadas pelos incêndios.

A Padaria Portuguesa foi uma das empresas contactadas. Este burlão queria que a Padaria aceitasse comprar um produto específico a um determinado fornecedor. A insistência do burlão levou a que a empresa também contactasse diretamente a Presidência da República e percebesse que era um esquema fraudulento.

Burlão contactou Padaria Portuguesa por telefone duas vezes, em agosto e dezembro
No final de agosto de 2017, logo após os incêndios de Pedrógão Grande, um empresário de Coimbra, ligado à confeção de pastelaria, telefonou para um dos responsáveis da Padaria Portuguesa.

Sabe o CM que se identificou como assessor do Presidente da República e sugeriu que a Padaria Portuguesa comprasse um produto específico a determinado fornecedor. Em dezembro voltou a telefonar e insistiu. Foi feito um contacto para a Presidência da República, que encaminhou o assunto para a Justiça.

SAIBA MAIS 
112
pessoas, pelo menos, morreram nos grandes incêndios florestais de junho e de outubro, na região Centro.

Presidência confirma
Fonte da Presidência da República confirmou ao CM que foram de facto apresentadas queixas no Ministério Público. "A Presidência denunciou todos os casos de que soube", disse a mesma fonte, sublinhando que uma das queixas foi apresentada contra desconhecidos.
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