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Correio da Manhã

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Morreu o ator Carlos Santos

Estrela da série ‘Bem-Vindos Beirais’ morre aos 79 anos, após cirurgia à coluna cervical.
28 de Novembro de 2016 às 15:37
Carlos Santos com a atriz Amélia Videira, com quem tinha casamento marcado. Morreu aos 79 anos
Carlos Santos (à direita) acompanhado por Simone de Oliveira e Ruy de Carvalho
Carlos Santos
Carlos Santos, Hospital de Faro, RTP, questões sociais, morte, Bem-Vindos a Beirais
Carlos Santos com a atriz Amélia Videira, com quem tinha casamento marcado. Morreu aos 79 anos
Carlos Santos (à direita) acompanhado por Simone de Oliveira e Ruy de Carvalho
Carlos Santos
Carlos Santos, Hospital de Faro, RTP, questões sociais, morte, Bem-Vindos a Beirais
Carlos Santos com a atriz Amélia Videira, com quem tinha casamento marcado. Morreu aos 79 anos
Carlos Santos (à direita) acompanhado por Simone de Oliveira e Ruy de Carvalho
Carlos Santos
Carlos Santos, Hospital de Faro, RTP, questões sociais, morte, Bem-Vindos a Beirais

O ator Carlos Santos morreu este domingo, aos 79 anos, no Hospital de Faro. O artista, que participava na série da RTP ‘Bem-Vindos a Beirais’ morreu pelas 20h00, quando recuperava de uma cirurgia à coluna cervical.


A HIT Management dá conta da morte do ator em comunicado, adiantando que a morte se deve a "pós operatório traumático na sequência de uma intervenção cirúrgica na coluna cervical".

Carlos Santos, que ficou conhecido do público português pela participação em várias telenovelas portuguesas, preparava-se para casar com a também atriz Amélia Videira, em dezembro deste ano.

O corpo estará em câmara ardente na Capela dos Claustros da Basílica da Estrela, em Lisboa, na terça-feira, a partir das 17h00. 

O funeral de Carlos Santos terá lugar pelas 16h00 de dia 30, quarta-feira, no cemitério do Alto de S. João, onde o ator será cremado.

Com uma carreira de 53 anos, Carlos Santos estreou-se como ator em 1963, tendo brilhado no teatro, na televisão e no cinema.


O desempenho no filme "Operação Outono", sobre os últimos dias do general Humberto Delgado, valeu a Carlos Santos o prémio de melhor ator de cinema da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e o prémio Sophia para melhor ator, da Academia Portuguesa de Cinema, em 2013.

No cinema, Carlos Santos trabalhou com Luís Filipe Rocha, António de Macedo, Joaquim Leitão, José Fonseca e Costa e Leonel Vieira.

Também fez parte do elenco do derradeiro filme de Fernando Lopes, "Em Câmara Lenta".

Quando da entrega do prémio de melhor ator, da SPA, a Carlos Santos, este recordou que completava então (2013) 50 anos de carreira profissional, "em teatro, rádio, cinema e televisão", e 65 anos desde que pisara pela primeira vez um palco, no 'seu' Liceu Gil Vicente, em Lisboa, tendo trocado o curso de Medicina, pelo trabalho de ator.

Carlos Santos, na altura, destacou ainda a importância da memória, e do filme de Bruno de Almeida, ao falar de Humberto Delgado, o candidato da oposição à ditadura, em 1958, e do seu assassinato; a importância de haver um filme a falar da PIDE, "daqueles torcionários e daquele julgamento horroroso, feito nos anos 1980, em que todos os pides foram ilibados".

"E é este o caminho - prosseguiu o ator nas suas declarações -, o caminho em que temos vindo a regredir após o 25 de Abril, aliás, após o 25 de novembro".

Carlos Santos, que se estreou com José Viana no Teatro de Revista ("uma homenagem que tarda", disse o ator) somou, nos últimos anos, participações em "Bem-vindos a Beirais", "Vidas de sal", "O bairro da fonte", "Uma família açoriana", "O teu olhar", "Quando os lobos uivam", "A viúva do enforcado".

"O julgamento", "A capital", "O amor desceu em paraquedas", "Tudo isto é fado", "Olhó passarinho", "A banqueira do povo", "A selva" e "Tarde demais" foram outros trabalhos em que Carlos Alberto participou como ator.


(em atualização)

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