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Correio da Manhã

Insólitos
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Grávida morre devido a 'dieta' de 3 litros de refrigerante por dia

Mulher de 34 anos era viciada em bebidas açucaradas e energéticas. Consumo excessivo terá sido fatal, associado a um quadro de epilepsia.
4 de Junho de 2020 às 12:55
Amy bebia 3 litros de refrigerante de cola e bebidas energéticas todos os dias
Amy bebia 3 litros de refrigerante de cola e bebidas energéticas todos os dias FOTO: DR

Uma mulher australiana, de 34 anos, foi encontrada morta em casa em Invercargill, Nova Zelândia. A morte de Amy Louise Thorpe, que estava grávida de 15 semanas, estava envolta em mistério, mas agora o médico legista vem revelar um dado surpreendente que, ao que tudo indica, terá sido a razão da morte da neo-zelandesa: Amy bebia todos os dias três litros de refrigerante.

Segundo o médico David Robinson, em declarações ao New Zealand Herald, o consumo excessivo de refrigerantes de cola e bebidas energéticas que faziam parte da ‘dieta’ da mulher, ter-se-á revelado fatal para Amy, que tinha historial de ataques epiléticos – que tinham piorado com a gravidez.

O obstetra e o ginecologista de Amy notaram que os ataques que a mulher sofria estavam "parcamente controlados" e recomendaram-lhe que consultasse um neurologista. Amy seguiu o conselho mas, quando o médico recomendou uma troca de medicação, a neo-zelandesa recusou.

Uma semana depois foi encontrada morta em casa. Os paramédicos tentaram salvar-lhe a vida, sem sucesso. Terá sofrido um novo episódio epilético que, sabe-se agora, foi agravado pelo consumo excessivo de refrigerantes.

Foi o companheiro de Amy que alertou as autoridades para os hábitos alimentares de Amy, que poderiam ter contribuído para a morte. Análises revelaram uma grande quantidade de cafeína e nicotina no organismo de Amy (que também era fumadora). Diariamente, a mulher bebia dois litros de refrigerantes de cola e um litro de bebidas energéticas.

Agora os médicos vêm confirmar as suspeitas: a cafeína nas bebidas que Amy ingeria terá reduzido os efeitos dos medicamentos de controlo da epilepsia, ao mesmo tempo que a tornou mais suscetível a sofrer episódios

"A ingestão modesta de cafeína, que estas bebidas contêm, não afeta habitualmente o controlo sobre os ataques. Mas grandes quantidades provavelmente aumentam a frequência dos episódios, para além de muitos outros efeitos adversos à nossa saúde", explicou o neurologista que está a estudar o caso de Amy, apesar de admitir que "é necessária mais informação para perceber a real importância do problema".

"Acho que é importante que pacientes com epilepsia recebam este aviso, porque de facto há consequências nefastas do consumo excessivo deste tipo de bebidas", afirmou o médico Hammond Tooke, neurologista que acompanhou Amy.

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