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Correio da Manhã

Insólitos
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Homem criado por lobos está "desapontado" com o ser humano

‘Mogli espanhol’ viveu como um animal durante 12 anos.
8 de Abril de 2018 às 11:33
Homem criado por lobos diz que está 'desapontado' com a vida humana
Homem criado por lobos diz que está 'desapontado' com a vida humana
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Homem criado por lobos diz que está 'desapontado' com a vida humana
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Homem criado por lobos diz que está 'desapontado' com a vida humana

O caso gerou grande curiosidade entre a comunidade científica quando foi descoberto: Marcos Rodríguez Pantoja foi encontrado a viver com uma alcateia na Sierra Morena, em Espanha, e comportava-se como um animal.

Conhecido como o ‘Mogli espanhol’ (em referência à personagem de ‘O Livro da Selva’), o homem tinha 19 anos quando foi retirado da floresta e teve que se habituar há vida humana, depois de ter sido criado por lobos ao longo de 12 anos. Agora, Marcos diz que está "desapontado" como a raça humana e com o seu modo de vida.

Em entrevista à BBC o espanhol, hoje com 72 anos, diz que tem dificuldade em lidar com a frieza do ser humano e manifesta o desejo de voltar a viver entre os animais. "Ás vezes sinto que não tenho para onde ir e dá-me vontade de fugir para as montanhas", revela.

Quando Marcos tinha apenas três anos, a mãe morreu e o pai abandonou-o depois para ir viver com outra mulher. O menino foi entregue a um pastor, que acabou por desaparecer e deixar Marcos, com sete anos, completamente sozinho nas montanhas. Foi nessa altura que o menino ficou a viver com os lobos, que o aceitaram "como um irmão". O espanhol afirma que foram os animais que o ajudaram a sobreviver.

"Ensinaram-me que bagas e cogumelos eram seguros para comer e como sobreviver. Um dia entrei numa gruta e encontrei crias de lobo. Brinquei com elas e depois cansei-me e deixei-me dormir. Quando acordei, a mãe tinha-lhe trazido carne. Tentei roubar um pedaço às crias porque tinha fome e ela deu-me uma patada. Depois atirou-me carne para eu comer também. Tive medo e achei que me ia atacar, mas ela aproximou-se, abriu a boca e lambeu-me. Depois era como se fosse da família", recorda Marcos, que diz ter tido uma infância com os lobos "muito feliz e cheia de recordações".

Quando a polícia o encontrou, Marcos andava de gatas, trepava as árvores com grande facilitava e comunicava através de grunhidos e uivos. Desde que abandonou a floresta que o espanhol considera que a sua vida "desabou".

Marcos diz que nunca se sentiu integrado na sociedade e que tem sido recorrentemente enganado e explorado, e que as pessoas gozam com ele por não se interessar sobre política, futebol ou tecnologia.

Mas voltar para a floresta não seria assim tão simples. "Os lobos já não me reconhecem tão facilmente. Se eu os chamar eles respondem, mas não se aproximam por causa do meu cheiro. Eu agora uso perfume e tenho cheiro humano", lamenta.

Quando estava a aprender a comportar-se como um ser humano, Marcos diz que teve dificuldade em voltar a usar talheres e a dormir numa cama, mas o que lhe custou mais foi o ritmo da vida moderna.

"Ainda não consigo lidar bem com tanto barulho. Os carros, as pessoas, a andarem de um lado para o outro como formigas. A diferença é que as formigas andam todas para o mesmo lado! Uma desorganização. Tinha muito medo de sair à rua", afirma Marcos.

Hoje, o espanhol vive numa casa pequena e fria na pequena localidade de Rante. Tem um pátio com flores e arbusto para o recordar das montanhas e garante que ainda consegue subir árvores como quando era criança.

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