Jovem mãe fica mais de um mês em trabalho de parto

Bebé nasceu prematuro e com a cabeça deformada.
29.11.17

Um bebé inglês ficou com a cabeça deformada depois da mãe ter estado mais de um mês em trabalho de parto. O útero apertado associado às contrações quase ininterruptas que JJ Rushton, natural de Manchester, no Reino Unido, sofria, fizeram com que o pequeno Bobby nascesse com a cabeça a parecer-se com um balão parcialmente vazio.

A jovem mãe, de 27 anos, começou a ter as primeiras contrações logo às 32 semanas (seis semanas antes da data prevista para o parto) e temeu que o bebé nascesse prematuro e não sobrevivesse.

JJ, que já era mãe de uma menina de dois anos, conta que até então a gravidez tinha decorrido com normalidade. "Até ao terceiro trimestre tudo corria de feição. Mas de um dia para o outro comecei a ter contrações, dores horríveis e senti que o bebé estava a descer muito", recorda a inglesa, que viu-se obrigada a ir de urgência para o hospital. Stepping Hill, em Stockport.

Os médicos deram medicamentos para travar o parto prematuro e dar mais tempo ao bebé para se desenvolver. Mas JJ reagiu de forma inesperada aos medicamentos e continuou com contrações ininterruptas e em trabalho de parto durante o mês seguinte.

O pequeno Bobby acabou por nascer quando já estava mais desenvolvido e já não corria risco de vida, no dia 31 de março deste ano. O menino foi levado para os cuidados intensivos neo-natais e ainda esteve 21 dias numa incubadora, para também recuperar de icterícia.

Só reparou na forma estranha da cabeça do filho ao fim de sete meses

Quando Bobby já tinha sete meses é que JJ Rushton começou a reparar que a cabeça do bebé tinha uma forma estranha. "Comecei a notar que até de trás se via que não tinha uma cabeça redonda como a dos outros bebés. De início não foi óbvio, mas conforme ele ia crescendo notava-se mais e mais", conta a jovem mãe.

O menino foi diagnosticado com plagiocefalia e braquicefalia. Os pais resolveram comprar um capacete especial para dar uma forma redonda à cabeça do filho, que custou cerca de 2500 euros, porque temem que o menino possa ficar com sequelas nos maxilares, ouvidos e globos oculares. "É muito difícil vê-lo 24 horas por dia a usar o capacete, mas vale a pena se isso significa que não vai ter problemas no futuro", adianta a mãe da criança, que criou um fundo para tentar ajudar outros pais que passem pelo mesmo e não tenham dinheiro para pagar o aparelho.

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