Meghan e o companheiro declararam em tribunal que a criança não sentia dor por ser doente.
1 / 3
Meghan Price e o companheiro, Steven Ingalls, foram acusados de asfixiarem Brayson Price, de 5 anos e autista, e de lhe causarem intencionalmente uma overdose com a própria medicação. O crime ocorreu em novembro de 2016, em Indiana, Estados Unidos, e apesar de o menino, filho apenas da mulher, ainda ter sido levado para o hospital, não evitou o trágico desfecho.
Numa tentativa de encobrir o crime, o padrasto da criança chegou a ligar para o número de emergência dizendo que Brayson tinha parado, subitamente, de respirar.
Segundo noticiou o jornal The Sun, durante o julgamento foi apresentado o registo de pesquisa de Ingalls no Google. No histórico visto em tribunal, apareciam buscas como "Como matar o meu enteado deficiente" e "Maneiras dolorosas de matar um autista".
"Ele acreditava que Brayson não podia sentir dor devido à sua deficiência e às constantes auto mutilações da criança" disse em tribunal o advogado de defesa do padrasto.
O júri viu também uma troca de mensagens que aconteceu entre o casal e onde a mãe da criança expressava claramente o desejo de querer matar o filho. "Tenho de o matar enquanto ele ainda é novo para poder aproveitar ao máximo a minha vida", dizia uma mensagem de Meghan para o companheiro.
O Procurador Steve Sonnega fez questão de destacar o quão violenta é a forma de pensar do padrasto e da mãe da criança e pediu ao júri que, na altura da decisão, não se deixasse influenciar pela emoção que os arguidos fingem mostrar em tribunal.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.