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Modelo brasileira impedida de voar pela Qatar Airways por ser "muito gorda"

Embarque para o Brasil foi negado pela companhia aérea, mesmo depois de já ter pago mil dólares (960 euros) pelo bilhete.
Correio da Manhã 25 de Novembro de 2022 às 19:39
Juliana Nehme
Juliana Nehme FOTO: DR/Twitter

A modelo 'plus-size' brasileira Juliana Nehme alegou ter sido impedida de voar, na passada quarta-feira, pela Qatar Airways, por ser "muito gorda".

Juliana tinha comprado um bilhete de regresso ao estado de São Paulo, no Brasil, mas foi-lhe dito, pela companhia, que para poder viajar teria de comprar lugar na classe executiva ou um assento extra. Num vídeo partilhdo nas redes sociais, a modelo acusou a Qatar Airways de gordofobia.

Segundo o que Juliana contou ao G1, a modelo estava no Líbano, onde esteve com a família nos últimos dias, e embarcaria num avião para São Paulo, com escala em Doha (Qatar). Entretanto, o mesmo não aconteceu, pois a passageira foi impedida de viajar. Segundo a mesma, o embarque para o Brasil foi negado pela companhia aérea por ser "gorda demais".

A modelo disse, no vídeo partilhado, que a empresa qatari a informou que não tinha direito ao lugar, mesmo depois de já ter pago mil dólares (960 euros) pelo bilhete, porque, para embarcar, precisava de comprar um assento executivo ou dois bilhetes normais para "caber no assento".

Em nota divulgada esta quinta-feira, a companhia aérea afirmou que tinham passado a modelo para outro voo porque que uma das acompanhantes de Juliana não tinha apresentado a documentação necessária para entrar no Brasil.

No texto, a companhia refere ainda que a mãe da influencer brasileira não apresentou teste PCR negativo, conforme regras da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), que obrigada brasileiros e estrangeiros a apresentarem comprovativo de vacinação contra a Covid, ou da realização de teste do tipo antigénio ou RT-PCR, com resultado negativo ou não detetável para Covid-19, que deve ser realizado um dia antes do embarque.

"A Qatar Airways trata todos os passageiros com respeito e dignidade e, de acordo com as práticas da indústria e de forma semelhante à maioria das companhias aéreas, qualquer pessoa que impossibilite o espaço de outro passageiro e não consiga prender o cinto de segurança ou baixar os apoios de braço, pode ser solicitada a comprar um assento adicional, tanto como uma precaução de segurança, como também para o conforto de todos os passageiros. A passageira em questão, no Aeroporto de Beirute, foi extremamente rude e agressiva com a equipa de check-in quando uma das suas acompanhantes não apresentou a documentação PCR necessária para entrar no Brasil. Como resultado, a segurança do aeroporto foi solicitada a intervir, porque vários funcionários e passageiros estavam extremamente desconfortáveis com a situação. Podemos confirmar que a passageira já embarcou num voo da Qatar Airways esta noite [quinta-feira], saindo do Líbano com destino ao Brasil", podemos observar no comunicado lançado pela companhia qatari.

Juliana negou as a acusações de que foi mal-educada e discutiu com as funcionárias da Qatar Airways e disse que "estão a tentar camuflar tudo o que fizeram comigo. Pediram o PCR do meu sobrinho e a minha mãe foi e fez na mesma altura. Ficou pronto em minutos e entregámos o resultado às funcionárias. Depois, foi quando tudo começou. Ela disse-me que não era bem-vinda no voo porque eu era gorda e o resto vocês já sabem".

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