Traficante condenado por causa de foto com droga na mão

Polícia de Gales identificou impressões digitais a partir de imagem partilhada no WhatsApp.
Por José Carlos Marques|17.04.18
Elliot Morris era um bem sucedido traficante de droga na cidade de Bridgend, no País de Gales. Com a ajuda do próprio pai e da mãe, tinha uma rede de clientes a quem mandava frequentemente imagens com os produtos que tinha para lhes ofercer. Mas o negócio ruiu por causa de uma foto partilhada no WhatsApp em que mostrava um série de comprimidos de ecstasy na palma da sua mão.

Apesar da imagem não mostrar claramente as pontas dos dedos, o laboratório de polícia científica de South Wales conseguiu determinar os padrões irrepetíveis desenhados na pele. E conseguiu assim provar, para além de qualquer dúvida, o envolvimento de Elliot em 11 crimes de tráfico de droga.

Dave Thomas, responsável da polícia galesa, explica à BBC que a técnica usada pelos investigadores não é nova "É uma técnica antiquada", diz o especialista, lembrando o rotineiro de fotografias para identificar impressões digitais. O que muda neste caso é o facto de a imagem ter sido retirada a partir de uma foto tirada com um telemóvel. O que mostra que Elliot foi traído pela qualidade da câmara do seu aparelho.

"Para além de tudo o resto, pegámos num telefone e procurámos tudo o que ele continha. Sabíamos que havia ligações a droga. Os dealers estão a usar a tecnologia para não serem apanhados e temos de estar a par destes avanços", explica Thomas.

A fotografia em questão caiu nas mãos da polícia depois de uma denúncia de que havia drogas a ser vendidas numa casa em Kenfig Hill, um bairro de Bridgend. Uma rusga à casa permitiu apreender grandes quantidades de drogas à base de canábis.

Mas um dos agentes pegou no telefone de Elliot e descobriu no WhatsApp - aplicação usada para mensagens e troca de fotos - a imagem dos comprimidos de ecstasy. A imagem foi enviada para vários clientes, mostrando-lhes a droga que tinha para venda.

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