Correio da Manhã

Direito de Resposta: ‘Ampliação de lar para crianças’
01:30
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Referente à notícia 'Ampliação de lar para crianças foi travada'.

A propósito da notícia ‘Ampliação de lar para crianças foi travada [em Portimão]’ (21/03/18) recebemos o seguinte direito de resposta: "Como interveniente, juntamente com o autor do projecto original, na Ampliação de 1997, vejo, com espanto, que o teor dessa peça não corresponde à verdade, intercalando citações do responsável camarário numa composição duvidosa, induzindo à falácia de que, o projecto entrado em 2004 terá sido "baseado" em projecto dos arquitectos referidos, legitimando assim, uma "ampliação de 2005"(?), agora licenciada.

O arq. António Vicente de Castro, autor do projecto original de 1959, fez, com a colaboração da filha, arq. Luísa Castro, um projecto de ampliação em 1997 - um corpo a sul ao nível do piso 1, sobre pilotis -, entregue na Câmara, aprovado e construído na altura. A partir daqui, tudo o que foi construído, não o foi "com base" em qualquer projecto seu, nem com o seu conhecimento ou acordo! Em 1999 foi fechado o piso térreo do corpo Sul, sem intervenção dos autores. Em 2003 fizeram-se obras clandestinas a Nascente.

Em 2004 entrou na CMP projecto assinado por outro arquitecto, propondo um corpo a Norte e procurando legalizar as obras entretanto feitas. Em 2014 entrou novo projecto, assinado por outro arquitecto ainda, com outra ampliação para Norte e novamente procurando legalizar as obras já feitas. Nenhum destes dois arquitectos fez qualquer contacto com o atelier original...

Em 2018, a poucas semanas de sair em Diário da República o início do Processo de Classificação do edifício pela Direcção Geral do Património Cultural, com conhecimento da entrada do pedido através de carta do proponente -Docomomo Internacional -, a CMP licenciou as construções clandestinas e inviabilizou as ampliações. Todos estes factos podem ser confirmados no processo pelas datas das exposições dos arquitectos iniciais à Câmara, quando obras eram visíveis do exterior, das cartas Docomomo, e das entradas dos projectos."

Luísa Castro

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