Correio da Manhã

Direito de Resposta de Fernando Correia
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Referente à notícia: "Sporting paga livro de tio-avô de Bruno de Carvalho".

Ao abrigo dos artigos 24º, 25º e 26º da Lei de Imprensa venho, respeitosamente, exercer o direito de resposta e rectificação em relação ao artigo publicado na página 10, da edição de 7 de julho de 2018 do jornal Correio da Manhã, com o título "SPORTING PAGA LIVRO DE TIO-AVÓ DE BRUNO" da autoria da Ex.ma Sra. Jornalista Tânia Laranjo, no qual sou visado de modo ofensivo e calunioso, prejudicando o direito à minha imagem integra, a minha dignidade e ao meu bom nome, como cidadão, como profissional de jornalismo e ex— assessor de comunicação da Sporting Clube de Portugal Futebol SAD.

Primeiramente, há que denunciar a injuriosa insinuação de que houve um aproveitamento indevido dos recursos financeiros do Sporting Clube de Portugal por parte da minha pessoa, na contraprestação da minha obrigação contratual de atualizar a história do Clube, levando - a para campos absolutamente fantasiosos e despropositados, como se lê na notícia.

Tal insinuação é absolutamente falsa, pelo que me prevaleço do presente meio para repudiar veementemente essa alusão e prestar os devidos esclarecimentos sobre os factos que a jornalista, Tânia Laranjo, não cuidou de verificar, prestando com isso falsas informações ao público, com evidentes e manifestos prejuízos à minha pessoa e ao arrepio das mais elementares regras deontológicas que pautam o Código Deontológico do Jornalismo.

Obedecendo, pois, ao desiderato deste direito de resposta e retificação cumpre esclarecer e informar o seguinte:

Estou a escrever a história do Sporting Clube de Portugal desde Dezembro de 2017, data em que me foi realizado o convite para tal;
Tendo sido acordado nessa mesma data, verbalmente, com o Dr. José Quintela e pelo Dr. Carlos Vieira a prestação deste serviço e os termos do mesmo;
Para tal foi-me pedido que fosse actualizando a história do Sporting Clube de Portugal a partir dos três volumes que já existiam que relatam a história desde a sua fundação (1906) até 1964;

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O formato dos volumes a produzir era o de relatar a história do Sporting em períodos sucessivos de 10 anos, até à actualidade;
Para relatar a história do Sporting por cada década, e tendo em consideração o tempo de escrita e apurada pesquisa de fotos de arquivo e bibliografia, bem como o tempo de composição editorial, paginação e impressão, foi estimado uma duração de 6 meses para a realização de cada volume;
Assim sendo, e dando cumprimento a esta obrigação para com o Sporting Clube de Portugal, já foi realizado e entregue o Volume IV que relata o período de 1965 a 1975.

Encontro-me presentemente a redigir o Volume V que relata a história do Clube entre os anos 1975 e 1985.

É absolutamente falso que esteja a escrever a história do tio-avô de Bruno de Carvalho, a propósito do qual, esclareço, nunca falei sobre este assunto, nem tampouco com o serviço de escrever a história do Sporting Clube de Portugal; tendo esse acordo sido feito, cfr. já referido, com o Dr. José Quintela e com o Dr. Carlos Vieira.

O único contacto que tive com o Dr. Bruno de Carvalho foi o convite que me foi endereçado para exercer funções de Assessor de Comunicação da Sporting Clube de Portugal Futebol SAD a partir do fim de Maio do presente ano e que já terminaram, como é de público conhecimento.

Mais informo que abdiquei de todo o valor resultante das vendas a favor do Sporting Clube de Portugal, bem como o dos direitos de autor sobre a mesma obra;

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A actual Comissão de Gestão já avalizou a continuidade deste serviço que está a ser prestado para relatar a grande e briosa história do Sporting Clube de Portugal!

Por fim, e para corrigir a inverdade escrita relativamente à minha remuneração, informo que recebo mensalmente € 1.500,00 euros líquidos, e não €2.000,00 conforme vem indicado no artigo.

Face ao exposto, e por via das minhas credenciais com várias obras publicadas, tendo iniciado a minha carreira na Emissora Nacional com 22 anos, passando por várias rádios e por vários jornais e os meus 18 anos ao serviço do jornal SPORTING no qual fui Sub-Director e Director, é do mais lídimo e legítimo direito fazer o devido reparo à jornalista Tânia Laranjo de que esta "ligeireza" na pesquisa dos factos e na adulteração dos mesmos vertidos neste seu artigo é um péssimo serviço de jornalismo prestado ao público, pois que o mesmo é falso do ponto de vista factual, e tendencioso porque encaminha o entendimento do leitor para uma realidade completamente diversa daquela que é a realidade dos factos.

Por tais razões, não podia deixar de efectuar o presente reparo, agradecendo desde já, conforme legalmente estabelecido na Lei de Imprensa, a sua publicação com destaque idêntico ao da notícia que lhe deu origem.

Fernando Correia

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