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Direito de Resposta do Ministério das Infraestruturas

Em causa notícia da compra de carruagens à empresa espanhola Renfe.
22 de Setembro de 2020 às 01:30
 “No Correio da Manhã de 19 de setembro de 2020 foi publicada uma notícia que contém insinuações e adjetivações que têm como propósito fazer crer que o Governo e a CP compraram carruagens à Renfe que a empresa espanhola “não quis”, “devido à perigosidade que esta substância [amianto] representa para a saúde dos passageiros”.

O Ministério das Infraestruturas lamenta que o CM prefira lançar dúvidas sobre o negócio, deixando a ideia de que a CP iria fazer circular “comboios velhos e com amianto”, e opte por não explicar ao pormenor um negócio que, voltamos a reafirmar, foi “excelente”.

1. Portugal precisa com urgência de mais material circulante e a compra de comboios novos, que o Governo tem em curso, demorará alguns anos, uma vez que não existem comboios em stock.

2. Espanha é o único mercado onde Portugal pode adquirir material circulante, por ser o único país com quem partilhamos a bitola ibérica.

3. Como o ministro explicou em resposta a uma pergunta do próprio CM, e que o jornal optou por não publicar, a Renfe vendeu estas carruagens não por terem amianto, mas porque tem material circulante a mais.

4. A CP comprou 51 carruagens por 1,65 milhões de euros. Cada carruagem equivalente nova custaria mais de um milhão de euros cada. Ou seja, a compra de carruagens equivalentes a estas teria um preço superior a 50 milhões de euros e elas demorariam vários anos a ser entregues à CP.

5. A sua requalificação, onde se inclui o trabalho de remoção do amianto, poderá custar, no total, entre 7 a 8 milhões de euros.

6. Ou seja, os custos de colocar estas 51 carruagens em condições de circular nas linhas nacionais são inferiores a 20% ao custo de aquisição de carruagens novas (já para não falar do tempo que a CP teria de esperar até à sua chegada). Trata-se de uma poupança muito expressiva.

7. O Governo e a CP sabiam do amianto e sempre esteve no caderno de encargos dessa requalificação a sua remoção.

8. Nenhuma destas 51 carruagens irá circular com amianto. 9. Neste momento, 12 das carruagens já não têm amianto e já obtiveram certificado, 2 encontram-se em fase de descontaminação e as 36 ficarão limpas até à primeira semana de dezembro de 2020.

10. A empresa que está a realizar esse trabalho de descontaminação é certificada para este tipo de trabalhos e autorizada pela ACT.

11. A descontaminação destas carruagens está a ser efetuada numa área perfeitamente segregada da Oficina de Reparação de Material Circulante e todas as carruagens são previamente confinadas, é verificada a estanquidade, efetuada a remoção e colocação do material friável em big-bags, que seguirão posteriormente para aterro autorizado para isolamentos de amianto (LER17601).

12. No final da cada descontaminação é realizada uma avaliação e concentração de fibras de amianto por um Laboratório de controlo de Fibras. Por cada carruagem, após descontaminação, é emitido um relatório de medição da concentração de fibras em suspensão no ar por um Laboratório Especializado no controle de Fibras; é um certificado livre de amianto por carruagem pela empresa responsável pela descontaminação.

Resumindo, a compra de material usado não é uma vergonha para o país, nem um mau negócio como o CM continua a querer fazer crer, ignorando as características de uma aquisição que foi aplaudida pela comunidade ferroviária nacional. É, antes, uma necessidade que respeita todas as normas de segurança e vai permitir termos mais comboios nas nossas linhas a curto prazo e a um preço muito acessível.”

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