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Direito de Resposta: Grupo Lena e a Parque Escolar

Referente à notícia: "Subornos milionários com obras de escolas".
28 de Novembro de 2018 às 01:30
A propósito da notícia publicada na edição do CM de 21 de novembro, sob o título "Subornos milionários com obras de escolas", recebemos da administração do Grupo Lena o seguinte direito de resposta:

"1. É absolutamente inaceitável que mais uma vez o ‘Correio da Manhã’ chame à colação o Grupo Lena, a propósito de uma notícia em cujo corpo principal nem sequer é referido, para, em duas caixas (o que aumenta a visibilidade do leitor) volte a veicular uma das teses da investigação da chamada ‘Operação Marquês’, sem, mais uma vez também, realizar o contraditório, procurando ouvir o Grupo Lena sobre esta acusação, corrompendo desta forma, mais uma vez, o Código Deontológico dos Jornalistas;

2. Se o tivesse feito, ter-lhe-ia sido explicado que o Grupo Lena nada tem a ver com este processo, que desconhece, e no âmbito do qual não foi objeto de buscas, e que a tese de que o Grupo Lena foi beneficiado com os concursos da Parque Escolar é absolutamente mirabolante, contrariada pelos factos e pelos inúmeros documentos que estão na posse da investigação;

3. Concretamente, das 332 escolas inicialmente previstas para as três fases do programa PARQUE ESCOLAR, apenas foram lançados 205 concursos em duas fases e destes o Grupo Lena ganhou apenas sete, na segunda fase. Na primeira fase não ganhou nenhum concurso. As sete obras foram ganhas em concurso público com o preço mais baixo e cinco destas foram em consórcio, no valor total de cerca de 103.579.409 euros. Em termos reais, contando as partes em consórcio, o Grupo Lena facturou com a Parque Escolar 81.864.324 euros, muito longe, portanto, dos 138 milhões referidos pelo Correio da Manhã;

4. Num relatório elaborado com base nos dados fornecidos pela AECOPS e nos dados oficiais da própria Parque Escolar, que anexamos para melhor compreensão, o Grupo Lena surge apenas em 5.º lugar em quota de adjudicações pela Parque Escolar, com 4,1% do total, sendo que nos primeiros lugares estão o consórcio HCI-Alves Ribeiro (8,3%), a Teixeira Duarte (7,9%), a Mota-Engil (7,1%) e a Edifer (4,6%).

5. É estranho que, desta vez, o CM não tenha revelado quais foram as empresas e pessoas feitas arguidas nesta investigação e, por isso, tenha, de forma forçada e injusta, sido obrigado associar o Grupo Lena. Pode questionar-se quem é que tem tanto poder que resiste à fúria denunciadora do CM e das suas fontes".

Joaquim Paulo Conceição
Presidente da Comissão Executiva do Grupo Lena
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