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Direito de resposta relativo à notícia: "Tribunal quer multar generais"

Direito de resposta referente à notícia publicada no dia 5 de março na página 16 do Correio da Manhã.
8 de Abril de 2020 às 01:30
A propósito da notícia com o título "Tribunal quer multar generais" (05/03/20) recebemos o seguinte Direito de Resposta.

Referindo à notícia publicada no dia 5 de março na página 16 deste jornal, lamenta-se o absoluto desdenho pelo contraditório, uma vez que a notícia foi publicada sem que tenha sido precedida da tentativa de contacto com a minha pessoa, numa desprestigiante ausência de respeito que na verdade deveria ser inato e apanágio do jornalista. Acresce que uma minimamente atenta leitura das alegações por mim enviadas ao Tribunal de Contas teria permitido um claro esclarecimento das reais razões que nortearam as alegadas "irregularidades".

Permitiria esclarecer as enormes fragilidades e o estrangulamento (financeiro, de Recursos Humanos (RH) e sua qualificação) com que se confronta o hospital das Forças Armadas (HFAR) e o empenho e dedicação com que diariamente se combatem as dificuldades e mantém a segurança dos utentes. O HFAR não detém autonomia administrativa, dependendo do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Depende ainda da Direção de Finanças do Estado-Maior General das Forças Armadas, no que à gestão financeira refere (Tesouraria Centralizada). O pessoal militar colocado no HFAR depende e é gerido pelos três Ramos da Forças Armadas. Dos constrangimentos para a contratação de civis para o Mapa de Pessoal Civil todos estamos cientes.

O HFAR depende, de modo gritante, da (extremamente dispendiosa) contratação de centenas de prestadores de serviços bem como de empresas para fornecimento de serviços médicos e de Tecnologias de Informação e Comunicações, empresas essas que garantem a permanência continuada de colaboradores especializados. Sem a continuidade destes colaboradores ao longo dos anos, a atividade das áreas nucleares de funcionamento do HFAR seria impossível de ser executada.

Regina Maria de Jesus Ramos Mateus, Brigadeiro-General Médica
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