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“Adeus, até ao meu regresso”

Imagens e notícias da guerra em África angustiaram as famílias portuguesas durante 14 anos. Hoje são memórias de sacrifício, de perda e sobrevivência preservadas em arquivos e hemerotecas.
5 de Maio de 2021 às 12:00
Imagens e notícias da guerra em África angustiaram as famílias portuguesas durante 14 anos. Hoje são memórias de sacrifício, de perda e sobrevivência preservadas em arquivos e hemerotecas.
5 de Maio de 2021 às 12:00
Desde as fotografias que mostram o horror dos massacres de março de 1961 no Norte de Angola até à imagem icónica do fuzileiro com a última bandeira portuguesa que flutuou em Luanda, em novembro de 1975, a guerra colonial marcou presença na comunicação social. Ainda hoje ecoa nos ouvidos de toda a geração de portugueses – homens, mulheres e crianças – que viveram os anos da guerra a frase adotada para a despedida dos soldados que, Natal após Natal, nos três teatros da guerra em África, enfileiravam frente às câmaras para mostrarem às famílias na Metrópole, como então se dizia, que ainda estavam vivos e inteiros: "Adeus, até ao meu regresso."

As primeiras notícias do ataque às esquadras da polícia e cadeias de Luanda, na madrugada de sábado, 4 de fevereiro de 1961 – data que acabaria por marcar, ‘oficialmente’, o início da insurreição –, foram publicadas, ainda no mesmo dia, nos jornais da tarde do continente. O ‘Diário de Lisboa’ dá destaque ao assunto na primeira página, sob o título "Três grupos armados tentaram a noite passada libertar presos em Luanda", mas a manchete, a toda a largura, vai para o tema do momento, que desde 24 de janeiro trazia o regime à beira de um ataque de nervos: o assalto ao paquete ‘Santa Maria’, levado a cabo por um ‘comando’ oposicionista chefiado por Henrique Galvão. No dia seguinte, o matutino ‘O Século’ ligava os dois acontecimentos, paginando as notícias de modo a que a recuperação do ‘Santa Maria’ fosse seguida pela leitura do antetítulo: "O segundo ato passa-se em Luanda." Também o ‘Diário de Notícias’ de 5 de fevereiro opta por dividir o topo da primeira página entre o paquete recuperado e os acontecimentos de Luanda, adiantando: "Morreram 6 guardas da PSP e 1 soldado no combate travado com os assaltantes, que tiveram 9 mortos." O mesmo jornal, a 7 de fevereiro traz, na primeira página, o subtítulo: "Um artigo no ‘Pravda’ assinado pelo chefe do Movimento Nacional [sic] de Libertação de Angola", referindo-se a Mário Pinto de Andrade e designando erradamente o MPLA.
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