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A dor atrás de cada um

É comum sofrer-se de dores nas costas. As moderadas tratam-se em casa – e estas são
a maioria. Às intensas nada se sobrepõe: nem o trabalho, nem o humor. Mas como nem tudo é dor, Rui Zink escreve um glossário da coluna no final da reportagem.
11 de Janeiro de 2009 às 00:00
A dor atrás de cada um
A dor atrás de cada um FOTO: Getty Images

Estava no banho matinal, espirrei e fiquei com dores horríveis nas costas.' Um gesto brusco e Joaquim Camões desespoletou um martírio. Ele não sabia mas sofria de doença degenerativa no segmento lombar da sua coluna vertebral – um simples espirro provocou uma saliência discal em dois locais, agravando radicalmente os seus sintomas. Tratou-se de um episódio de lombalgia num doente crónico – embora importe ressalvar que, na grande maioria das vezes, ela surge sem lesões detectáveis – e que se calcula que afecte, pelo menos uma vez na vida, 80% da população mundial, constituindo, defendem os especialistas, um problema de saúde pública.

Como qualquer dor intensa que persiste, aquela que Joaquim sentia no fundo das contas – entre a região lombar e a sacro-coccigia – deixava-o angustiado. Não resultaram as pomadas; uma dúzia de injecções para aliviar a dor; nem a acupunctura. Nada pôde evitar que sofresse dois meses. 'O meu dia-a-dia passou a ser cada ver mais difícil, principalmente porque tinha dores na perna direita e, ao mesmo tempo, ela imobilizava. Tinha mesmo muita dificuldade em andar.' Demorava o triplo do tempo no caminho para o trabalho – apesar de curto: poucas centenas de metros entre a estação fluvial de quem chega do Barreiro ao Terreiro do Paço, Lisboa, e o Ministério da Justiça.

Tudo se agravava porque à noite só tinha uma ou duas horas de sono. E o dia, ocupado em tarefas de computador, sentado à secretária, parecia ainda mais difícil que o desgaste das insónias. 'Não podia estar sentado mais do que um minuto' – recorda o então técnico superior principal da Secretaria-Geral da Justiça –, 'tinha que me levantar e dar uma volta. Não estava bem de forma nenhuma: nem sentado, nem deitado. Tinha que circular devagarinho e arrastar a perna.' Pensou que estivesse a pagar o preço de umas ‘asneirazitas’ de outros tempos: os saltos para a água de uma altura de cinco metros, sem saber saltar; ou as suas proezas nas artes marciais.

Em Junho de 2007, foi operado. 'Fiz- -lhe uma intervenção cirúrgica que é um misto entre uma técnica clássica e uma mais recente: por um lado, a descompressão, libertando a raiz nervosa; e, por outro, a aplicação de espaçadores dinâmicos, que permitem redimensionar os segmentos vertebrais e melhorar o padrão das forças aí exercidas [L4-L5 e L5-S1 – ver a localização na infografia]' – explica o ortopedista José Guimarães Consciência. Na cirurgia foram usadas técnicas que são praticadas um pouco por todo o Mundo. 'Não sinto, quando estou em reuniões internacionais, que haja uma diferença significativa entre o que podemos efectuar aqui e o que se faz lá fora. Penso que a população pode, de algum modo, estar confiante, uma vez que o ‘know- -how’ tecnológico quer dos cirurgiões de coluna, quer dos ortopedistas, em termos gerais, é bastante bom no nosso país.'

Joaquim Camões, de 51 anos, acordou bem, saído da operação, ao anoitecer. Tanto que na manhã seguinte teve alta. 'Tive logo ali a manifestação de que não só a operação tinha corrido muito bem como eu me sentia em forma.' As dores desapareceram. 'Até 9-10 meses após a operação, sentia que me faltava o pé, por exemplo, quando pisava buracos. Sentia sempre umas dorzitas.' Na perna direita – que antes arrastava – passou a sofrer cãibras, que a natação foi dissipando. 'Nos últimos dois meses desapareceu tudo. Fiquei em perfeita forma' – afirma, radiante.

'A lombalgia é um problema de saúde pública', adverte Guimarães Consciência. Mas, frisa, 'felizmente, uma percentagem muito significativa desse sintoma não tem significado patológico digno de registo', por surgir pontualmente como consequência de esforços físicos ou de má postura no trabalho e seja passível de resolução em menos de 48 horas com um vulgar analgésico. 'Nos restantes casos, e sobretudo a partir dos 50 anos, a patologia degenerativa da coluna lombar é, claramente, a causa mais comum de lombalgia. Se olharmos para grupos etários muito novos, é capaz de ser a traumática' – explica o director da Ortopedia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental. 'Muito mais rara é a patologia tumoral, ou a congénita.'

Das profissões de risco para a coluna, Teresa Angeja exerceu a pior durante 11 anos: carregava pesos significativos, além do trabalho manual intenso e repetitivo. 'Comecei a trabalhar com 15 anos na fábrica de pilhas da Tudor, a etiquetar, na linha de montagem. Fazia mesmo muitos esforços. Tinha que pôr no início da linha de montagem as caixas – talvez com uns 30-40 kg – e depois tinha que voltar a tirá-las no final da linha' – conta hoje, aos 46 anos, já secretária numa carpintaria perto de Albarraque, Sintra.

Teresa consultou um ortopedista logo aos vinte e poucos anos. Queixava-se de dores lombares mas como é 'quase hiperactiva' não se deixou ir abaixo. O trabalho era um ganha-pão importante para o seu núcleo familiar. O médico especialista aconselhou-a, na altura, a cuidar da coluna – caso contrário, os sintomas iriam agravar-se. Dito e feito. Aos 30 anos mal conseguia levantar pesos, as dores agudizavam-se ao dobrar as costas. E já nem a pé firme conseguia manter-se por muito tempo. Fez fisioterapia durante uns anos mas seria o diagnóstico de uma hérnia discal que clarificou o seu problema. Acontece, porém, que o seu ortopedista da altura se recusava a operá-la.

Quando não se pode remediar, remediado está – pensou. Se não podia ser operada, teria de habituar-se à dor. O que estava a tornar-se cada vez mais difícil. 'A cama para mim era um demónio. Três vezes mudei de colchão e não notava melhoras' – conta. 'De manhã, ao levantar--me, não me endireitava logo, andava curvada até tomar um banho quente. E depois tinha muita dificuldade em entrar para o carro. Mais: como tinha o meu lado direito mais afectado, a minha perna estava praticamente presa.'

Foi o acumular de sofrimento que a fez procurar uma segunda opinião clínica. E, não tardou, foi operada, em Fevereiro de 2008. 'Após as primeiras quatro horas da operação, eu senti-me logo outra pessoa. Tinha dores na barriga [onde foi suturada] mas já não tinha nas costas. Ao fim de dois meses já estava a trabalhar. 'Realizei uma técnica de artroplastia (substituição) do disco lombar e, desse modo, foi colocado um novo disco artificial entre as vértebras L5-S1, normalizando as dimensões do segmento vertebral e mantendo a mobilidade local, que se tinha perdido no decurso do processo degenerativo' – explica Guimarães Consciência, também professor da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa.

Ana Cristina Albuquerque, fisiatra no Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão, explica que a primeira coisa a fazer para aliviar as dores nas costas, aos primeiros sintomas, é mudar de posição – levantar, espreguiçar um pouco, dar uma volta. Se persistirem, deve deitar-se de lado, com a perna de baixo esticada e a outra dobrada sobre esta e com a anca também em flexão. Pode sobrepor uma botija de água quente na zona afectada e tomar um paracetamol vulgar. Caso a dor se mantenha durante as próximas 48 horas, deve consultar o seu médico de família.

O próprio Centro do Alcoitão, Alcabideche, tem uma consulta de medicina física de reabilitação normal, que recebe qualquer pessoa para explicar como surge a dor, em que posição, com que movimentos, qual a frequência, para se determinar a causa. Se o doente estiver com uma crise de dor, é orientado para um programa de reabilitação específico. Mas todos são aconselhados a fazer exercício físico, principalmente natação ou hidroginástica. A patologia degenerativa em idosos tem uma prevalência de 60-70% nas consultas deste centro de medicina de reabilitação – excluindo as doenças neurológicas.

Tratar a dor nas costas custa ao País, anualmente, 997 milhões de euros, incluindo as faltas no trabalho e as reformas antecipadas. O Hospital Curry Cabral, em Lisboa, tem uma consulta específica de Lombalgia. 'Como todas as lombalgias vêm à Ortopedia, temos um elevado número de doentes com estas queixas. O que representa 50% das idas às Urgências' – explica o ortopedista Rui Delgado. 'São muito poucos os casos que são graves, e os que o são, geralmente, não têm a ver com situações ortopédicas. É o exemplo de um doente que entrou na Urgência com uma dor lombar intensíssima, súbita, um homem novo, e o que ele tinha era um aneurisma da artéria aorta abdominal. Uma situação potencialmente fatal e que nada tem a ver com Ortopedia. No entanto, o problema dele manifestou-se com uma dor lombar muito intensa. Outro caso: um doente vinha com uma dor na região dorsal, intensa, já com algumas horas de evolução. No entanto, o doente estava a fazer um enfarte.' Mas a maioria dos casos de coluna são de idosos que têm artrose, que se agudizou naquele período porque fez um esforço ou porque o tempo esfriou. E também adultos jovens na idade activa que têm lombalgias devido ao estilo de vida que têm: sedentarismo, pouco exercício, pouca tonicidade muscular, má postura, stress e, às vezes, excesso de peso. 'Temos muitos doentes mas a maioria deles têm uma situação incomodativa e, às vezes, até incapacitante – porque a dor é incapacitante –, mas que não é grave. Depressa desaparecem.'

Elvis Álvarez Carnero, fisiologista do exercício do Laboratório de Saúde e de Exercício da Faculdade de Motricidade Humana, Lisboa, aconselha a fazer actividade física para evitar doenças das costas, além de sugerir alguns exercícios específicos (ver caixa). Para este especialista, habituado a acompanhar atletas de alta competição, o excesso de actividade pode levar a desequilíbrios.

Até mesmo Vanessa Fernandes, vice- -campeã olímpica de triatlo, sofreu recentemente uma lesão nas costas devido à intensidade de treino, após um mês de descanso. Outro exemplo são os jogadores de futebol que, depois de saídos de uma lesão ou de uma curta paragem desportiva, quando regressam sofrem lesões musculares e dores nas costas.

Se as patologias degenerativas são as mais comuns entre os casos mais graves que atingem a coluna vertebral, as traumáticas são as que se seguem. Mas há também muitos portugueses a sofrer com dores nas costas devido a doenças inflamatórias como as reumatismais.

Já não pode ir ao cinema. Hora e meia de filme é mais do que suficiente para as dores no pescoço se manifestarem, que, de tão incómodas, chegam num ápice à cabeça. Maria João Almeida, 35 anos, sofre de uma doença crónica. Tem duas artroses na região cervical, nas vértebras C5 e C6 (ver infografia). 'Sinto como se tivesse uma mão na nuca a apertar-me o pescoço. É um problema. Não há grande coisa a fazer a não ser tomar a medicação quando existe a dor.'

Ficar muito tempo na mesma posição é para Maria João uma causa de dor intensa. Nem mesmo a natação, às vezes, consegue fazer melhor do que pior. Trabalhar a zona cervical é um martírio de tão doloroso que se pode tornar. 'Também compreendo que está a forçar uma zona que não está bem. A reacção muscular desespoleta alguma dor na altura do exercício. Mas noto que depois, diariamente, sinto alguma melhoria.' Se as crises se agravam, nem dormir consegue. 'A cervical é aquele ponto em que assenta a nossa cabeça e a dormir é vital. Quando dói, é complicado' – conta.

Maria João sabe que o facto de ter começado a trabalhar como paginadora aos 19 anos, sempre sentada à secretária e agarrada a um computador, tenha desencadeado o agravamento do seu estado de saúde. Na altura consultou um ortopedista e foi- -lhe recomendada medicação para o alívio dos sintomas. Fez fisioterapia 'mas, como a situação estava consolidada, tempos depois tinha as mesmas queixas'.

'É rara a semana em que tenha um dia ou dois em que não me doa a cervical. Por muito fortes que nós sejamos, isso condiciona o nosso humor', lamenta Maria João, que há uma década não vive sem dor: a dor crónica na sua coluna vertebral.

HISTÓRIAS DE GENTE CONHECIDA

A vice-campeã olímpica de triatlo Vanessa Fernandes faltou à Corrida de São Silvestre de Lisboa, em Dezembro último, devido a uma lesão nas costas. O pai da atleta, Venceslau Fernandes, explicou que a filha se queixava de dores lombares. Mal podia cor-rer, tendo sido assistida no Hospital de S. João, no Porto. Vanessa recupera agora desta lesão, provocada pelo treino intenso após um mês de descanso. Também Diogo Freitas do Amaral foi notícia, mas em meados de 2006, por problemas nas costas. O então ministro dos Negócios Estrangeiros demitiu-se devido a três lesões na coluna, tendo sido operado mais tarde. No Brasil, a actriz Vera Fischer está a fazer fisioterapia para aliviar as dores na coluna, causadas por má postura enquanto pinta. Outra actriz brasileira, Priscila Fantin, ausentou-se das gravações da novela ‘Sete Pecados’ queixando-se de dores nas costas. Menos sorte teve o actor James Dean, que em 1955 teve um acidente de carro e fracturou a coluna vertebral. Morreu tragicamente.

NO REINO DOS ANULOQUES 

'Pedem-me para escrever sobre a coluna e os portugueses e eu não nasci ontem e sei bem o que querem: uma coisa ligeira, se possível a dar para o disparatado, à volta de um tema fora de moda. Chama-se a isto decadência. Tempos houve, snif, em que me convidavam para falar de coisas mesmo importantes, como o défice, a recessão, ou mesmo a crise no PSD. E percebo então que não é ‘já não ser uma criança’. É muito pior. Estou velho.

É que eu ainda sou do tempo em que até o Benfica tinha coluna: o grande Mário Coluna, capitão da equipa maravilha dos anos 60, com o Águas, o Nené, o Eusébio. Até sou do tempo em que o Cais das Colunas, à Praça do Comércio, tinha colunas, e era um cais. Agora dizem que só lá para 2010, ou (mais provável, sabendo o que a casa gasta) quando regressar o D. Sebastião.

E agora eis-me condenado a atender pedidos, como um disco riscado, ou uma versão a solo do Duo Ouro Negro. E sei muito bem o que o Correio quer: que eu me ponha a dizer mal dos portugueses. E eu, que remédio, a vida está difícil para todos, amocho. Aqui vai: os portugueses não têm coluna vertebral. Pronto, já posso receber o meu cachê? Ah, não, parece que ainda faltam mais uns mil caracteres. Ou seja, aos portugueses falta coluna, e a mim caracteres. Então aqui vai, para encher: sim, é verdade que os portugueses não são muito dados à dita-cuja, mas há dois pormenores curiosos. Primeiro, em lugar da coluna alguns portugueses desenvolveram uma espécie de barbatana dorsal. Segundo, é preciso ver que ter coluna vertebral não é só vantagens. Para começar, essa do ‘antes quebrar que torcer’ tem muito que se lhe diga. Acontece que na vida real (que não se compraz com novelas) mais vale torcer que quebrar. Acresce ainda que quem não tem coluna não se arrisca a ter hérnias discais. E eu tive uma no ano passado. É brinquedo que não aconselho a ninguém. A culpa da minha hérnia atribuo-a a Sá de Miranda, cujos versos o meu avô recitava até eu próprio os saber de cor: ‘Homem dum só parecer/ um só rosto, uma só fé/ ele tudo pode ser/ mas da corte é que não é.’ Tramei- -me. Tivesse o meu avozinho outros gostos poéticos, assim mais para o ‘Batem-me leve, levemente/ e eu não me queixo nunca/ porque não dói tanto assim’, e teria hoje uma vida regalada – provavelmente, até já era vogal num conselho de administração. Bom, acho que já falei de mais. Ora deixa cá ver: quantos caracteres é que ainda faltam? Ah, graças a Deus já são poucos. Então aqui vai um glossário, que é sempre animado (porque fácil de ler) e tem a vantagem de ocupar espaço.

Coluna – Artefacto graças ao qual os homens se puseram de pé e agora tramam-se.

Coluna de jornal – É boa. Pagam- -nos para ter opinião, desde que com peso e medida. Quando é repetida, passa a ser crónica.

Colunável – Pessoa em lista de espera para adquirir coluna. (Tempo médio: dois anos.)

Clone – Palhaço de círculo.

Clone II – Escritor que faz igual ao que ‘se faz lá fora’, mas não é plágio porque ele ‘é mesmo assim’. E juro que isto não é boca ao José Rodrigues dos Santos. (Quanto muito, é inveja.)

Colina – Pessoa que enriquece sabe-se lá como. ‘Aquele gajo não tem coluna mas tem colina.’ Alguns facilitistas pensam logo em Dias Loureiro, mas outros críticos contrapõem que o homem é mas é uma montanha.

Colombo – Também conhecido por Colón. Centro Comercial que fica perto de uma catedral em crise de fé.

Anuloque – Inversão de valores, neste caso na palavra ‘coluna’; pessoa sem coluna vertebral. Arrisca-se a ser o neologismo da moda para a época Primavera-Verão 2009. ‘Olha, aquele é um anuloque chapado.’

Cidadão português – Outra forma de dizer ‘anuloque’, só que injusta, porque nem todos os portugueses enfiam com gosto a carapuça. Por outro lado, a vida é injusta.'

Rui Zink

CONSELHOS PARA DORMIR E ANDAR RUA

A fisiatra Ana Cristina Albuquerque, do Centro do Alcoitão, aconselha cuidados no dia-a-dia. Escolha uma almofada baixa, se dormir de costas; se dormir de lado, esta deve preencher o espaço entre a orelha e o ombro. O colchão deve adaptar-se à curvatura do corpo; não pode ser nem mole, nem rijo. Recoste-se nas cadeiras sempre com os pés assentes no chão. Evite usar sapatos com tacão superior a dois centímetros e de biqueira fina. Prefira as mochilas às carteiras de ombro ou de mão, porque distribuem melhor o peso pelo dorso. Se carregar cargas, distribua-as pelos braços e não exceda o seu peso em mais de 20% ao do seu corpo.

EXERCÍCIOS PRÁTCOS POR ELVIS ÁLVAREZ CARNERO, FISLOGISTA DO EXERCÍCIO

EXERCITAR OS MEMBROS SUPERIOS

Para trabalhar os membros superiores deve usar a cintura. O exercício ideal é deitar-se de barriga e queixo no chão, com os braços afastados do tronco 45 graus, aproximadamente; desta posição, levantar os braços do chão juntando as omoplatas; levantar o peito do chão ligeiramente (apenas 4-5 cm). Repetir o exercício, 10-15 vezes, 2-3 séries, que devem ser espaçadas.

AGANHAMENTOS

Nos exercícios para os membros inferiores, o agachamento livre é o mais usual. Basta usar uma cadeira ou banco que permita sentar-se, flectindo os joelhos até 90 graus, aproximadamente; sentar e levantar de forma controlada e continuada, sem chegar o tronco à frente, com os joelhos sem passar da ponta dos pés e sem juntá-los nem afastá-los. Realizar 2-3 séries de 8-10 repetições. Irá ganhar força na maioria dos músculos dos membros inferiores.

MARCHA RÁPIDA

Marcha rápida desde que feita em terreno plano e regular. Como referência, pode dizer-se que a intensidade correcta será a que obrigue a pessoa a respirar forte; ou seja, no mínimo 15 minutos; o ideal seriam 30-40 minutos, 4-5 dias por semana.

ALONGAMENTOS

Não permanecer longos períodos de tempo sentado(a) a trabalhar. Fazer intervalos activos em cada duas horas. Faça estiramentos. Deve fazer exercícios de alongamento da zona lombar. Deitado(a) de barriga para cima, com a cabeça no chão e, ao mesmo tempo, flectir os joelhos e segurá-los contra o peito. Devem ter a duração ideal de 30 segundos, três vezes.

EXERXÍCIO DA PONTE

Exercícios de força localizada como o da ‘ponte’. Manter em equilíbrio o corpo sobre a ponta dos pés e sobre os antebraços, virados de barriga para o chão e com os cotovelos debaixo dos ombros; o tronco tem de ficar paralelo ao chão e as costas planas. Fazer 2-3 repetições de 10 a 60 segundos.

EXERCÍCIO DE GATO

Para trabalhar a mobilidade articular da coluna, faça o exercício do ‘gato’: ajoelhado(a) com as coxas e os braços na vertical e alinhados, com o tronco parcialmente paralelo ao chão; fazer um movimento suave e global como o arco de ponte ou como um gato chateado; e voltar ao estado inicial. A sugestão é realizar 2-3 séries de 60-90 segundos (ou 6-10 repetições neste tempo).

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