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A moda da concertina

Atrai tocadores de todas as idades. Encontro anual reúne centenas na aldeia da Barrenta
7 de Outubro de 2012 às 15:00
INOVAÇÃO. Os novos ritmos de Carlos Pinto, de 32 anos, são já conhecidos como o ‘Jazz da Concertina’. A festa na aldeia da Barrenta foi rija e juntou tocadores em palco ou entre o público para tocar à desgarrada
INSTRUMENTO. Cerca de cinco mil pessoas foram a Barrenta para ver o encontro de concertinas. Na foto, o tocador Carlos Pinto
TOCADORES. Com 42 habitantes, a aldeia da Barrenta ganha nova vida com a organização deste encontro de tocadores. Entre público e tocadores, a aldeia enche
TRADIÇÃO. Manuel Gonçalves, de 80 anos, procura recordar a juventude através dos ritmos da sua concertina. Comprou a primeira há quatro décadas
ENCONTRO. O evento teve no sábado, 29 de Setembro, mais de 200 tocadores
INSTRUMENTO. A concertina é o nome pelo qual é conhecido o acordeão diatónico, um instrumento de palhetas livres, com fole, semelhante a um acordeão
SONHO ANTIGO. Maria Helena Morgado Santos cumpriu o sonho aos 60 anos. A cabeleireira subiu ao palco da 11.ª Edição do Encontro Nacional de Concertina, na aldeia da Barrenta
TOCADORES. Com 42 habitantes, a aldeia da Barrenta ganha nova vida com a organização deste encontro de tocadores. Entre público e tocadores, a aldeia enche
INSTRUMENTO. A concertina é o nome pelo qual é conhecido o acordeão diatónico, um instrumento de palhetas livres, com fole, semelhante a um acordeão
A moda da concertina
INOVAÇÃO. Os novos ritmos de Carlos Pinto, de 32 anos, são já conhecidos como o ‘Jazz da Concertina’. A festa na aldeia da Barrenta foi rija e juntou tocadores em palco ou entre o público para tocar à desgarrada
INSTRUMENTO. Cerca de cinco mil pessoas foram a Barrenta para ver o encontro de concertinas. Na foto, o tocador Carlos Pinto
TOCADORES. Com 42 habitantes, a aldeia da Barrenta ganha nova vida com a organização deste encontro de tocadores. Entre público e tocadores, a aldeia enche
TRADIÇÃO. Manuel Gonçalves, de 80 anos, procura recordar a juventude através dos ritmos da sua concertina. Comprou a primeira há quatro décadas
ENCONTRO. O evento teve no sábado, 29 de Setembro, mais de 200 tocadores
INSTRUMENTO. A concertina é o nome pelo qual é conhecido o acordeão diatónico, um instrumento de palhetas livres, com fole, semelhante a um acordeão
SONHO ANTIGO. Maria Helena Morgado Santos cumpriu o sonho aos 60 anos. A cabeleireira subiu ao palco da 11.ª Edição do Encontro Nacional de Concertina, na aldeia da Barrenta
TOCADORES. Com 42 habitantes, a aldeia da Barrenta ganha nova vida com a organização deste encontro de tocadores. Entre público e tocadores, a aldeia enche
INSTRUMENTO. A concertina é o nome pelo qual é conhecido o acordeão diatónico, um instrumento de palhetas livres, com fole, semelhante a um acordeão
A moda da concertina
INOVAÇÃO. Os novos ritmos de Carlos Pinto, de 32 anos, são já conhecidos como o ‘Jazz da Concertina’. A festa na aldeia da Barrenta foi rija e juntou tocadores em palco ou entre o público para tocar à desgarrada
INSTRUMENTO. Cerca de cinco mil pessoas foram a Barrenta para ver o encontro de concertinas. Na foto, o tocador Carlos Pinto
TOCADORES. Com 42 habitantes, a aldeia da Barrenta ganha nova vida com a organização deste encontro de tocadores. Entre público e tocadores, a aldeia enche
TRADIÇÃO. Manuel Gonçalves, de 80 anos, procura recordar a juventude através dos ritmos da sua concertina. Comprou a primeira há quatro décadas
ENCONTRO. O evento teve no sábado, 29 de Setembro, mais de 200 tocadores
INSTRUMENTO. A concertina é o nome pelo qual é conhecido o acordeão diatónico, um instrumento de palhetas livres, com fole, semelhante a um acordeão
SONHO ANTIGO. Maria Helena Morgado Santos cumpriu o sonho aos 60 anos. A cabeleireira subiu ao palco da 11.ª Edição do Encontro Nacional de Concertina, na aldeia da Barrenta
TOCADORES. Com 42 habitantes, a aldeia da Barrenta ganha nova vida com a organização deste encontro de tocadores. Entre público e tocadores, a aldeia enche
INSTRUMENTO. A concertina é o nome pelo qual é conhecido o acordeão diatónico, um instrumento de palhetas livres, com fole, semelhante a um acordeão
A moda da concertina

Tocar concertina era o seu sonho de menina. Conseguiu realizá-lo aos 60 anos. E, depois de um ano de treinos e de ter conseguido comprar o seu próprio instrumento, Maria Helena Morgado Santos, uma cabeleireira da zona da Mendiga, Porto de Mós, subiu ao palco e recebeu os aplausos do público, na 11ª edição do Encontro Nacional de Tocadores de Concertina, que decorreu sábado, dia 29, na aldeia da Barrenta, em Porto de Mós.

Tocou rodeada pelos seus colegas da escola de concertina, que foi criada no centro cultural da aldeia, pouco tempo depois da colectividade ter começado a realizar o encontro anual.

Hoje em dia, 40 pessoas – de crianças a idosos, oriundos de vários concelhos limítrofes – aprendem gratuitamente a tocar concertina, com o apoio do professor Ricardo Pereira. Ele que só se apercebeu do que era uma concertina quando se associou à organização do encontro da Barrenta.

CONCERTINA ‘RENOVADA’

Hermano Carreira, da direcção do centro cultural, mostra-se satisfeito com o sucesso que o evento tem tido, acreditando, até, que "contribuiu para alterar a forma como era vista a concertina". Não apenas naquela região, mas no País.

O encontro surgiu como forma de projectar a aldeia, em plena serra de Aire e Candeeiros, e, com isso, ajudar a combater o crescente fenómeno da desertificação. Não chegaram mais habitantes. Mas foram aparecendo tocadores.

O encontro da Barrenta tem, para os participantes, um encanto único. Num ambiente descontraído, os tocadores, de várias zonas do País, tocam em qualquer lado, seja no palco ou no meio do público.

De quatro dezenas, na primeira edição, o encontro atraiu, este ano, mais de 200 tocadores. E o público que arrastam enche, por um dia, a aldeia com 42 habitantes.


O JAZZ DA CONCERTINA

Cada vez em maior número, os jovens querem aprender a tocar. Carlos Pinto, de 32 anos, é disso um bom exemplo. O avô despertou-lhe o gosto, quando era ainda menino. Tinha 11 anos quando começou a aprender. Evoluiu. Deu aulas e formou um grupo na sua terra natal, Viseu. Os Daltónicos dão hoje concertos pelo País. Têm um estilo próprio e criam as suas músicas, fugindo aos ritmos que caracterizam os tocadores tradicionais. O som que tocam é classificado, até pelos colegas, como ‘o jazz da concertina’.

Rui Filipe Cruz, de 19 anos, é adepto dos ritmos mais populares. Apaixonou-se pela concertina por insistência alheia e, desde que aprendeu, nunca mais deixou de tocar: "Comecei por influência do meu avô, mas depois há o gosto, o querer evoluir", conta.

"Sem gosto é que nada feito", diz. Hoje, com a sua concertina, faz parte do Rancho Folclórico e Etnográfico e do grupo Amigos da Farra, de Barcelos.

SONHO DE MENINO

"As concertinas são uma onda nova. Há muita gente interessada em aprender e em comprar. E não há idade-tipo; tenho clientes novos e idosos", conta Nuno Amado, vendedor de instrumentos musicais em Porto de Mós.

Tem uma loja há mais de 20 anos, mas só recentemente – nota – é que se intensificou a procura pelas concertinas.

O instrumento, admite, não é barato. Os preços variam entre os 280 e os dois mil euros. Ou mais. Depende da qualidade, das características, das marcas, das ‘vozes’ e dos acabamentos. O valor médio de uma concertina boa anda pelos mil euros.

"Nunca foram baratas", assegura Manuel Gonçalves, de 80 anos, tocador e professor, de Barcelos. Comprou a sua primeira concertina há 40 anos. "Custou três contos [15 euros]. Era muito dinheiro, tive de pôr de lado do ordenado durante muito tempo", recorda o instrumentista, que jura: "Mas valeu a pena, foi uma alegria. Era o meu sonho de menino."

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