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A vida ‘guapa’ de lusos

Chamar-lhe Óscar Tomé Majon Tomé começou por ser uma confusão. E porquê? Quintanilha, a terra paterna, tem duas placas (literalmente) de costas voltadas: o Portugal de Bragança e a Espanha de Zamora. E era em solo galego que tinha nascido a mãe – e lá deu à luz, a 11 de Maio de 1980, Óscar.
2 de Março de 2008 às 00:00
A confusão não está na paixão nem nas placas que hoje – com a livre circulação de cidadãos europeus – já nem obrigam a parar. O problema são os costumes: no país vizinho o apelido do pai antecede o da mãe; no nosso, primeiro vem o apelido da mãe e depois o do pai. Com tamanho trocadilho, o bebé acabou por ser registado cá, Tomé duas vezes.
Viveu sempre do nosso lado mas habituado a atravessar a fronteira para visitar os avós maternos: Alcañices, a primeira vila espanhola indo pela estrada de Quintanilha. Agora, diz que as más condições de trabalho em Portugal empurraram-no para um emprego nas bombas de gasolina La Chuca.
Bastam 10 minutos para o encarregado de turno pegar ao serviço em Sejas de Aliste. “O que dá para ver que todos os bragançanos, aos domingos, vão lá parar!” Pudera, a gasolina a 1,10 euros e diesel a 1,08 euros. Dos 15 empregados, 10 são portugueses. “Fizemos panados, que os espanhóis não sabem o que é. E está a fazer furor.” Engenheiro mecânico cursado em Bragança e estagiado na Toyota nacional. Não remunerado. Por mil euros, não recusou a oferta de encher tanques de combustível. “Passados dois meses de estar em Espanha, ofereciam-me 570 euros para trabalhar em Mirandela.” Recusou.
Encantado da vida – é um cliché que descreve Miguel Terra. É sócio da empresa HardPro España, dedicada à área de consultoria para empresários portugueses em vias de investir do lado de lá.
“Imagine que quer abrir uma empresa em Espanha e me liga; eu só pergunto quando é que quer abrir” – 20 dias. Criado em Oliveira de Azeméis, Miguel Terra, de 34 anos, foi um engenheiro que nunca se sentiu bem a dar ordens aos operários mais velhos. A diferença de ordenados nos dois países é “cinco a seis mil euros por mês mais alta”. Mas Miguel garante que “comparar ambos os países é como comparar um copo de água com um de vinho”. “Os espanhóis não dispensam um ‘pintxo’ a meio da manhã; a sesta a meio da tarde; e as ‘tapas’ e uma cerveja à noite.” E não se pense que os espanhóis não dão valor às praias portuguesas. “Recebo duas a três chamadas por dia de espanhóis a querer comprar casa na zona da Costa Nova, Praia da Barra, Mira. No último Verão, uma centena deles compraram lá casa.”
Mas à medida que os portugueses se infiltram por uma Espanha cinco vezes e meia maior que Portugal, mais emigrantes se sentem. E mais se juntam. Em Barcelona, há duas Joanas a partilhar casa: Joana Melo, de 31 anos, engenheira química e especialista em Energia, trocou há um ano o Porto pela Catalunha; de Chaves viajou em Setembro de 2006 Joana Rodrigues, de 25, engenheira civil no Metro de Barcelona.
“Estive quatro meses em entrevistas, a uma média de dez mensais. Em Portugal, talvez tivesse feito uma.” Encontrou a norte-americana C.H. Robinson, na área dos transportes. Os amigos, mesmo em Barcelona, são portugueses. Tal como em muitas cidades espanholas, circula entre eles uma lista de e-mails (em http://groups.yahoo.com/ group/Tugaland). E duas conterrâneas até vivem melhor compartilhando casa. Joana Melo divide-a com a homónima Rodrigues: “Como vim fazer um estágio ao abrigo do programa Leonardo da Vinci, em Setembro de 2006, fiquei”, conta Joana. E uma vez na capital catalã, precisou de três semanas para encontrar casa. Para visitar a terra? “Há companhias low-cost, por 40 euros ida e volta, com taxas incluídas.”
As ligações aéreas são um dos aliados à mobilidade de pessoas, bens e até mesmo de serviços entre Portugal e Espanha. Nuno Gaioso Ribeiro, de 36 anos, é o exemplo de quem trabalha maioritariamente em Espanha “com um pé’’ em Lisboa: administra a La Seda de Barcelona, o grupo Aerosoles, a IBS Private Equity, e ainda é director da Honeycomb Capital Partners; na capital portuguesa, tem o conforto da família.
Gaioso Ribeiro afastou-se das lides políticas como vereador do PS na Câmara de Lisboa – uma escolha de Manuel Maria Carrilho, em 2005, como oposição a Carmona Rodrigues. O jovem administrador de empresas não se coibiu de denunciar e votar contra diversos projectos urbanísticos, até que o partido lhe retirou confiança política e a amizade com Carrilho se esvaiu.
“Acho que, dada a dimensão da economia espanhola, a escala de oportunidades é muito maior. Em Portugal, por outro lado, como há áreas de mercado menos desenvolvidas – a estrutura proprietária das empresas é um exemplo disso –, há também muito a fazer”.
Se a primeira impressão sobre um país é a pedra-de-toque para a tomada de decisão “ficar ou não ficar”, o conhecimento é o verdadeiro sentido de como tomar partido desse “ficar” – da emigração plena. “A primeira impressão de Espanha é que o nosso protótipo é muito diferente. O modo de vida, por exemplo em Barcelona, é muito semelhante ao do Norte da Europa. Depois verifica-se que não existe uma Espanha mas sim 17” – afirma Hugo Borges, de 35 anos, director da GBS Finanzas em Madrid.
Hugo Borges formou-se em Economia, na Universidade Católica, e em 1997 começa a trabalhar em Portugal no Millennium BCP. Entretanto, uma oportunidade para trabalhar em consultoria na área de investimentos fê-lo viajar para Londres. Lá fez o mestrado. Mais tarde foi para Barcelona fazer um MBA. “Desde que cheguei a Espanha, o número de portugueses cá tem aumentado bastante. E de espanhóis em Portugal também.” É uma constatação de quem tem como clientes empresários de ambos os países. “Antes as pessoas vinham a medo e, por seu lado, os espanhóis tinham um grande desconhecimento do que era Portugal. As coisas têm mudado.”
A BONITA VIDA DOS ESPANHÓIS
"Sou iberista a 100 por cento.” Quem o diz é Carla Dominguez, uma madrilena de 30 anos a viver em Lisboa. “Acho que todos devíamos ser iberistas, o que não quer dizer – como diria Saramago – que seja preciso criar uma união formalizada. Creio que, porque fazemos todos parte da União Europeia, essas polémicas são desnecessárias.” Carla Dominguez é filha de um diplomata, sempre “acostumada a uma vida sem fronteiras”. Viveu no Brasil, Líbia, França, Turquia e, aos 12 anos, com os pais divorciados, passou a morar com a mãe no Sul de Espanha, em Tarifa. Conheceu várias culturas. Aos 17 anos foi estudar para Madrid, onde se licenciou em História e pós-graduou em Jornalismo e Comunicação.
Só que a vida tinha de mudar, por algum desígnio ainda desconhecido. Habituada aos aeroportos, aos aviões, às viagens ao encontro do pai estivesse ele em que país fosse. Apaixonou-se. Em Abril de 2003 cruzou-se, no aeroporto de Madrid-Barajas, com um repórter português que regressava da guerra no Iraque. Seis meses depois escolheu Lisboa para constituir família – está grávida de sete meses de uma menina.
Carla Dominguez pertence ao gabinete de comunicação e imagem do Santander Totta. E acredita que “o grande país das oportunidades, actualmente, é Portugal. Espanha está num bom momento, obviamente, mas isso também dificulta o acesso aos empregos.”
Por outras palavras, “é um falso mito pensar-se que em Espanha se consegue melhores condições de vida”, riposta Rafael Mora, de 42 anos – o espanhol que ao lado de Nuno Vasconcellos (accionista de referência na PT e no BES) lançou em Lisboa a sucursal da multinacional Heidrick & Struggles.
Chegou a Portugal quando o antigo chefe o enviou, em 1987, aos Açores. Não era para ficar mas aceitou depois. Ao cabo de seis anos, conheceu aquela que é hoje a sua mulher, a directora central do BPI.
Rafael considera que, apesar de vizinhas geograficamente, as duas culturas “não são minimamente parecidas. O espanhol, mesmo que tenha 10 por cento, tem sempre o copo meio-cheio; e o português, tendo 80 por cento, tem o copo meio-vazio”.
Embora o mundo das oportunidades esteja ao alcance de interpretações subjectivas, Rafael coloca a melhor fatia do bolo do lado de cá. “Não acredito que a Espanha seja o país da árvore das patacas e Portugal o país dos coitadinhos. Não consigo acomodar-me a esse sentimento vitimista de que, por ser um país pequeno e neste canto da Europa, é menos que os outros”, dispara.
Os profissionais da Saúde que o digam. “Não havia perspectivas de estabilidade laboral em Espanha – era tudo precário – e depois de oito anos a trabalhar assim tive de vir.” Xoán Xosé Gómez Vasquez nasceu há 46 anos em Santiago de Compostela, é um dos médicos de família que todos os dias atravessam a fronteira do Norte. Estão em Portugal perto de três mil profissionais da Saúde espanhóis, garante a Associação de Profissionais da Saúde Espanhóis em Portugal, da qual Xoán é presidente.
Contudo, a família de Xoán mudou-se de Compostela para Tui: a sua mulher, professora, e os dois filhos, de 8 e 3 anos. “Deixo os meus filhos na escola às 9h00 e estou no trabalho às 8h45” – diz em tom de brincadeira. É a diferença horária. O médico de família, em Portugal desde 1999, dá consultas no Centro de Saúde de Ponte da Barca e é coordenador das Urgências do Centro Hospitalar do Alto Minho.
Ninguém duvida de que os médicos têm ouvidos para muitas histórias dos seus utentes. E no Minho – tal como no resto do País – o que não falta são histórias de portugueses enganados com o trabalho ao passar a fronteira. “Infelizmente, há muitos que são enganados, há muito tráfico de mão-de-obra ‘negra’. Gente que é explorada.”
Mas as críticas dos profissionais que diariamente atravessam a fronteira nos seus próprios carros aceleram quando se fala de polícia. Dizem-se “perseguidos”, “em alguns casos vítimas de xenofobia”, ao serem multados por não terem guia para circular.
É bem diferente a vida de Mercedes López Quintela, 39 anos: “ser espanhola nunca é indiferente” para os portugueses. Apesar disso, a estudante, que chegou à capital portuguesa em 1993 através do programa Erasmus, não esquece o instante. “Jamais me esqueci da luz e do azul do céu intenso na chegada a Lisboa.” Só que aí também percebeu que a língua, apesar de próxima já que ela vinha de Santiago de Compostela, ainda traria dificuldades.
A língua portuguesa passou a ser, afinal, o seu “eterno desafio”. Terminou cá a licenciatura em Filologia e depois decidiu tirar um segundo curso, de Cultura e Língua Portuguesa, na Faculdade de Letras de Lisboa. “A principal dificuldade no estudo da língua foi a falta de ferramentas: gramáticas pedagógicas, comunicativas, didácticas, e também na escassa existência de dicionários de aprendizagem.”
A professora de Espanhol na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa casou-se com um português e aprendeu a lidar com duas famílias, a portuguesa e a espanhola. “Sei que, apesar de estar há muitos anos em Portugal, posso vir (a regressar a Espanha) dadas as circunstâncias pessoais ou profissionais. Contudo, tenho a certeza de que a mesma saudade que tenho agora por Espanha sentiria por Portugal.”
Deslumbramento, parece ser o que provoca Portugal a quem o visita. O director da editora Esfera dos Livros, José Maria Calvin, voltou para se instalar. “Por paixão.” Um sentimento precoce, que guardou na memória de um miúdo que aos 14 anos visita a nação ao lado. “Sou um homem fiel aos meus afectos. Cada dia estou mais apaixonado por Portugal.” Quando veio para ficar? “Na Primavera de 2005. Portugal estava lindíssimo.” O País da literatura clássica ainda mantinha o mesmo florir, a riqueza histórica e o passado com rampa para o mar. “Espanha será sempre uma referência na minha vida, às vezes sinto nostalgia... A minha família, amigos... Uma rua, uma fonte... O barulho... Mas daí a regressar...” Invejável imigrante madrileno de 44 anos.
IRÁ ZAPATERO SUCEDER A ZAPATERO NO GOVERNO?
No próximo domingo, dia 9, os espanhóis elegem o próximo primeiro-ministro: José Luís Zapatero, do PSOE, e actual primeiro-ministro à espera de novo mandato; Mariano Rajoy, do PP, líder da oposição; e, mais distante, pela Izquierda Unida (IU), Gaspar Llamazares. Na última semana, o debate histórico entre Zapatero e Rajoy chegou para que, segundo as sondagens, um em cada quatro eleitores se decida em quem votar. Isso deixa o PSOE à beira da maioria absoluta. Amanhã será o dia do ‘confronto’ final entre os dois principais candidatos. Dos emigrantes entrevistados pela Domingo, Óscar Tomé acredita que Zapatero “está a fazer bom trabalho”; Joana Rodrigues votaria no actual primeiro-ministro; Joana Melo considera que “uma mudança de partido seria prejudicial para os imigrantes; Nuno Gaioso Ribeiro diz que “deverá ganhar o PSOE”; Hugo Borges é “apolítico”; e Miguel Terra não sabe nada das eleições. Já dos espanhóis a trabalhar em Portugal, Rafael Mora diz que o seu primeiro-ministro é José Sócrates, não Zapatero; Mercedes Quintela, pelas sondagens, acredita na vitória do PSOE mas questiona “qual será a política de pactos”; Xoán Gómez fica feliz se Zapatero ganhar; Carla Dominguez fala de crispação em Espanha, motivada tanto pelo PSOE como pelo PP; e José Maria Calvin não fala de eleições.
GOVERNO VAI ESTUDAR FENÓMENO EMIGRAÇÃO
O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, considera que a “livre circulação de pessoas dentro da União Europeia pode ser um factor de enriquecimento profissional. Agora, naturalmente, nenhum país gostará de ver partir os seus para outros países. Mas, em contrapartida, nós também temos capacidade para atrair outras pessoas.” Saber quantos são os nossos emigrantes é uma dificuldade, por isso, assegura o governante, ainda em Março ou Abril será criado o Observatório da Emigração.
INFORMAÇÃO ESTATISTICA ENTRE PORTUGAL E ESPANHA
Diferença horária: mais 1 hora em relação a Portugal Continental
PORTUGAL
POPULAÇÃO
10,64 milhões (estimativa de 2007) fonte CIS World Factbook
ÁREA
89.045 km² no território continental,
2321,9 km² no arquipélago dos Açores
784,8 km² no arquipélago da Madeira. Fonte INE
TAXA CRESCIMENTO
1,9% em 2007 (a Zona Euro cresceu 2,7 %). (Fonte Eurostat)
SALÁRIO MINIMO MENSAL
426 euros em 2008 (aumento de 5,7%)
TAXA DESEMPREGO
8,2 % com 400 mil inscritos nos Centros de Emprego (a Zona
euro está nos 7,2 % e a União Europeia nos 6,8 %) em relação a Dezembro 2007.
ESPERANÇA DE VIDA À NASCENÇA
78,18 anos
ESTRANGEIROS RESIDENTES (LEGAIS):
1.º Cabo Verde 56.433 (2007, INE)
2.º Brasil 31.546 (2007, INE)
... 6.º Espanha 16.383 (2007, INE)
TIRAGEM MÉDIA MENSAL DO JORNAL DIÁRIO COM MAIOR CIRCULAÇÃO
- Correio da Manhã com 113.450 exemplares
( fonte Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, primeiro semestre 2007)
TAXA DE LEITURA DE 72 JORNAIS POR CADA 1000 HABITANTES ( Fonte World Association of Newspapers, referentes a 1999.)
INTERNET
40% da população dos 16 aos 74 anos usaram a Internet nos últimos três meses de 2007. (Fonte Eurostat)
NÍVEIS DE ESCOLARIDADE:
74 % têm menos do que o 12.º ano (2005)
13 % têm o 12.º ano (2005)
13 % com ensino superior (2005)
PREÇOS:
Gasolina – 1,398 € litro (média)
Gasóleo – 1,179 € litro (média)
Pão – 0,12 a 0,13 € na Grande Lisboa
Café (bica) – 0,50 €
Água engarrafada de 5 litros – 0,38 €
Tabaco - Marlboro Red – 3,15 €
Renault Clio III 1.2 16v 3p - 13.950 €
VW Golf 1.9TDI 105cv 3p - 23.124 €
Mercedes C200CDi Classic - 43.382 €
Range Rover Sport 2.7 TDV6 - 86.491 €
ESPANHA
ÁREA
493.486 km² Espanha peninsular
4.992 km² ilhas Baleares
7.447 km² arquipélago Canário
18 e 14 km² Ceuta e Melilla
TAXA DE CRESCIMENTO:
3,8 % em 2007 (a Zona Euro cresceu 2,7 %). (Fonte Eurostat)
SALÁRIO MINIMO MENSAL
600 euros em 2008 (aumento de 5,2 %)
TAXA DE DESEMPREGO
8.6 % com 2,26 milhões inscritos nos Centros de Emprego (a Zona euro está nos 7,2 % e a União Europeia nos 6,8 %) em relação a Dezembro 2007. (Fonte Eurostat)
ESPERANÇA DE VIDA À NASCENÇA
80,9 anos
ESTRANGEIROS
Residentes (legais)
1.º Marrocos 576.344 (2007)
2.º Roménia 524.995 (2007)
...13.º Portugal 100.196 (2007)
TIRAGEM MÉDIA MENSAL DO JORNAL DIÁRIO COM MAIOR CIRCULAÇÃO
El País com 457.675 exemplares
TAXA DE LEITURA DE 106 JORNAIS DIÁRIOS POR CADA 1000 HABITANTES (Fonte World Association of Newspapers, referentes a 1999)
INTERNET
52 % da população dos 16 aos 74 anos usaram a Internet nos últimos três meses de 2007. (Fonte Eurostat)
NÍVEIS DE ESCOLARIDADE
51 % têm menos do que o 12.º ano (2005)
20 % têm o 12.º ano (2005)
28 % com ensino superior (2005)
PREÇOS:
Gasolina – 1,114 € litro (média Janeiro)
Gasóleo – 1,082 € litro (média Janeiro)
Pão – 0,11 €
Café (bica) – 0,70 €
Água engarrafada de 5 litros – 1,76 €
Marlboro Red – 3,15 €
Renault Clio III 1.2 16v 3p - 11.556 €
VW Golf 1.9TDI 105cv 3p - 20.660 €
Mercedes C200CDi Classic - 32.500 €
Range Rover Sport 2.7 TDV6 - 56.590 €
PERFIS
JOANA MELO
Idade: 31 anos
Profissão: Trabalha numa multinacional norte-americana na área dos transportes e está a tirar um mestrado em Energias Renováveis
JOANA RODRIGUES
Idade: 25 anos
Profissão: Engenheira civil no Metro de Barcelona
MIGUEL TERRA
Idade: 34 anos
Profissão: Sócio da HardPro, área da consultoria para empresários portugueses que pretendam investir em Espanha
NUNO GAIOSO RIBEIRO
Idade: 36 anos
Profissão: Administrador
ÓSCAR TOMÉ
Idade: 27 anos
Profissão: Gasolineiro
HUGO BORGES
Idade: 35 anos
Profissão: Director da GBS
RAFAEL MORA
Idade: 47 anos
Profissão: Executivo
XOÁN GÓMEZ
Idade: 46 anos
Profissão: Médico
MERCEDES LÓPEZ QUINTELA
Idade: 39 anos
Profissão: Professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, em Lisboa
CARLA DOMINGUEZ
Idade: 30 anos
Profissão: Assessora do gabinete de comunicação e imagem do banco Santander Totta
JOSÉ MARIA CALVIN
Idade: 44 anos
Profissão: Director Esfera dos Livros
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