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A paixão que veio de longe para ficar

Namoro de Alina e Vítor é prova de que o destino não conhece fronteiras.
Vanessa Fidalgo 31 de Maio de 2015 às 13:15
A paixão que veio de longe para ficar

Tal como a cidade, que entre as suas ruas, pátios e lojas cada vez acolhe mais gente vinda de paragens distantes, também o Santo António este ano se internacionalizou. Na escadaria da Sé estará Alina Nicolau, que nasceu na Roménia há 25 anos.  O santo tem razões legítimas para a ter escolhido: "Lisboa é a minha cidade preferida, e mesmo quando estou noutras cidades portuguesas sinto falta de Lisboa. Gosto dos manjericos, adoro sardinhas. Até gosto de fado", diz Alina quase sem sotaque, provando que o que conta é o lugar onde mora o coração.

O dela ficou por cá mas pertence agora a Vítor, que conheceu numa saída noturna. Trocaram olhares, telemóveis e depois trocaram ainda muitas mensagens, que o amor agora já não dispensa a tecnologia. Ao primeiro encontro seguiram-se outros para estreitar uma amizade que acabou renovada  pelo amor.


OPORTUNIDADE FELIZ

Quando ouviram falar nos casamentos de Santo António não hesitaram: "Queríamos casar e estávamos à espera da melhor oportunidade. Quando ouvimos falar dos noivos de Santo António nem hesitámos. Fomos lá inscrever-nos. Sabíamos que era difícil sermos selecionados e ficámos muito felizes por ter acontecido", conta ela, bem mais tagarela do que ele. Agora, estão prestes a receber as famílias, que trazem línguas e matrizes culturais diferentes para partilhar nos natais, nos aniversários e com os netos em comum.


O pedido foi ele que fez, na noite do último aniversário dela, de joelhos e com o anel de noivado na mão, tal como rezam as boas maneiras portuguesas. Ela aceitou.


Desde então, têm vindo a partilhar a mesma casa e a descobrir novas coisas em comum. Ou nem sempre! "A Alina gosta de ter tudo à maneira dela", comenta ele, sorridente. Ela anuiu com a prontidão típica do Leste: "Se não estiver bem, vou lá e faço de novo." E assim se entendem, que nisto do amor não há modelos absolutos.


A poucos dias do casamento, Alina e Vítor já vão sentindo aquele aperto  dos nervos, que antecede os grandes acontecimentos. "São muitos os preparativos, os ensaios. Mas vai sair tudo bem. O Santo António vai fazer por isso", espera ela. Nem outra coisa seria de esperar do casamenteiro.
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