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AS BARRACAS DE BUARCOS

A Maria Madalena Ascenço aluga barracas na Praia de Buarcos norte (Figueira da Foz) há quase 40 anos. Tendo trocado cedo Maceira Liz, Leiria, por Figueira da Foz (Buarcos), onde casou, Madalena cedo se habituou à vida do mar.
1 de Agosto de 2004 às 00:00
Com seu marido, pescador de profissão, vendia o seu pescado pelas ruas da vila de Buarcos. Madalena recorda que há 35 anos os seus clientes vinham todos os anos de vários pontos do País, com incidência de Coimbra, Aveiro, Leiria, Castelo Branco e Lousã. “Alugavam-me barracas à quinzena, especialmente na primeira de Julho e em todo o mês de Agosto. Eram os melhores meses.”
Desses anos Madalena guarda boas recordações, de “pessoas muito simpáticas”, tendo construído, ao longo dos anos, “boas amizades”. Prova disso é o facto de mesmo volvidos 35 anos, ainda ter clientes que “todos os anos alugam-me barracas”. Antes, recorda, “éramos uma dezena de concessionários, agora somos só dois, nesta área da praia”.
O negócio já viveu melhores dias porque “hoje são muitos os que trazem os seus próprios chapéus de praia”, situação que, afirma, “não é permitida numa praia concessionada”.
Assim sendo, “hoje ganha-se menos”. Mas na sua opinião, a falta de dinheiro deve-se, em parte, à entrada em circulação do euro. Apesar de sublinhar que “hoje vive-se melhor, Madalena Ascenço diz que “hoje em dia o dinheiro vai-se todo”...
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